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terça-feira, 13 de junho de 2017

Conexão do Rodoanel com Aeroporto de Guarulhos fica para agosto de 2018

viatrolebus

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, visitou nesta segunda-feira, 12, o canteiro de obras do Rodoanel Norte que irá ligar a Rodovia dos Bandeirantes a Rodovia Presidente Dutra, cruzando a Rodovia Fernão Dias. O prazo para entrega deste trecho continua sendo março de 2018 porém, de acordo com Alckmin, a ligação do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com o Rodoanel, ficará para agosto do mesmo ano.

O governador, no evento, acionou a detonação que permitirá o encontro das escavações de um túnel de 1,7 km no Parque Estadual da Cantareira, o mais extenso desse trecho do Rodoanel.
Localizado sob o Parque Estadual da Cantareira, o Túnel 301 é considerado um dos grandes desafios do Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas, principalmente em razão das características geológicas da região. As equipes de engenharia venceram sérias dificuldades para manter os avanços da escavação. Uma importante solução encontrada foi aproveitar as interligações internas entre as duas pistas do Rodoanel para abrir mais frentes de trabalho no interior da montanha. A medida resultou no aumento da produtividade e evitou que o túnel se transformasse em caminho crítico da obra.

Alckmin também disse que com a substituição de um juiz de Guarulhos, o processo de desapropriações avançou. “Com o novo juiz avançou bastante. Faltavam 26%, hoje faltam 13% para desapropriação em Guarulhos”, disse.

O trecho norte, o ultimo, terá 47 km e prevê a retirada de  23 mil caminhões que passam diariamente pelas ruas de São Paulo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Promotoria denuncia ex-diretor da Dersa por fraude no Rodoanel Sul

17/05/2016 07:44 - O Estado de SP

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) moveu uma ação penal na Justiça contra o ex-diretor de engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Paulo Vieira de Souza, acusado de fraudar o processo de reassentamento de pessoas atingidas pelo Trecho Sul do Rodoanel para beneficiar três babás, duas empregadas domésticas e um funcionário que trabalhavam para sua família com a entrega de apartamentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O prejuízo causado foi de R$ 374,9 mil, segundo a Promotoria. Conhecido como Paulo Preto, Souza nega a acusação.
Segundo a denúncia, feita pelo promotor Cássio Conserino, o ex-diretor da Dersa ordenou que as seis pessoas fossem incluídas "indevidamente" no programa de reassentamento do Rodoanel Sul entre março de 2009 e abril de 2010, quando foi demitido da estatal. A fraude teria sido feita por meio de um cadastro fictício de moradores supostamente atingidos pela obra elaborado por Mércia Ferreira Gomes, funcionária de uma empresa contratada pela Dersa para gerencair o programa, e por determinação de José Geraldo Casas Vilela, funcionário da estatal até hoje.
Nenhum dos seis beneficiários, de acordo com o MPE, morava em área atingida pelo traçado do Rodoanel Sul. Os três foram denunciados por concussão, falsidade ideológica, formação de quadrilha e peculado. A denúncia inclui ainda Tatiana Arana de Souza Cremonini, uma das filhas de Souza, que teria orientado uma babá de seu filho a visitar uma unidade da CDHU em Mauá, na Grande São Paulo, que seria doada a ela. Os apartamentos valiam à época R$ 62,2 mil cada. Além disso, cada beneficiário recebeu uma ajuda de R$ 300 para mudança.
De acordo com o MPE, Mércia confirmou a fraude em delação premiada ainda não homologada pela Justiça e disse que fez a inclusão a mando de Souza, diretor responsável pela obra.  Um relatório de auditoria da Dersa concluído em setembro de 2015 constatou que não foi localizado nenhum cadastro, laudo ou relatório que justificasse a inclusão dos seis beneficiários no programa de reassentamento das obras do Rodoanel Sul, que foram iniciadas em setembro de 2007 e concluídas em abril de 2010 ao custo de R$ 5 bilhões.
"Interpelada, a denunciada Mércia admitiu, em delação premiada, a prática delituosa e disse que, efetivamente, o denunciado, Casas Vilela, tinha ciência de que as pessoas contempladas não mereciam receber quaisquer indenizações e que possuíam ligação com o denunciado PAULO. Também disse que o denunciado, Casas Vilela, a mando de Paulo expendeu esforços e determinou que elas fossem inseridas nos cadastros fictícios que foi levado a efeito por ela própria, que foi chamada justamente para essa tarefa", afirma o promotor na denúncia.
A Dersa afirmou, em nota, que "colaborou ativamente com as investigações" desde dezembro de 2014 e que antes da apuração ingressar na esfera criminal "já havia tomado a iniciativa de apurar o caso por meio de gestões junto à Promotoria de Patrimônio Público", do MPE. "Por conta dessa colaboração, que incluiu uma rigorosa auditoria interna, foi possível indicar com precisão beneficiados pela fraude e responsáveis pela aprovação dos pagamentos indevidos", afirma.
A estatal informou ainda que já demitiu funcionários envolvidos nas fraudes e que agora, "com a efetivação das denúncias por parte do promotor criminal, a companhia aplicará sanções administrativas a demais envolvidos, que eventualmente continuem vinculados à empresa, bem como ingressará com ação de ressarcimento dos prejuízos". Ainda segundo a nota, desde 2011 a "Dersa alterou o procedimento de cadastro de beneficiados e pagamento das indenizações com o objetivo de evitar fraudes no programa de reassentamento".
Defesa. A defesa de Souza negou a acusação feita pelo MPE na ação penal. "O doutor Paulo Souza, quando foi ouvido no Ministério Público Estadual, prestou todos os esclarecimentos devidos e comprovou a lisura dos sesu atos enquanto esteve à frente da diretoria da Dersa. Vamos apresentar a desefa demonstrando a sua inocência e a improcedência da acusação", afirmou o advgado José Luis Oliveira Lima, que defende Souza e sua filha no processo.
Segundo o ex-diretor da Dersa, todos os beneficiários estavam em áreas afetadas pelo traçado do Rodoanel ou por áreas utilizadas nas obras. "Todo mundo que estava no eixo da obra num raio de até oito quilômetros recebia apartamento. Foram mais de 4 mil famílias. Reassentamento não era da minha dentro da Dersa. Ele foi feito pelo mesmo consórcio que fez o Trecho Oeste e que faz agora o Trecho Norte. Quero que mostrem um documento sequer, uma carta, um email, onde eu mando dar um apartamento para alguém", disse Souza.
Paulo Preto. Além do Rodoanel Sul, Souza foi o engenheiro responsável pela extensão da Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste da capital, e pela ampliação das pistas da Marginal do Tietê, obras feitas no governo José Serra (PSDB). Ele ganhou notoriedade, contudo, em outubro de 2010, como Paulo Preto, após ter sido acusado em uma reportagem da revista IstoÉ de ter sumido com R$ 4 milhões de dinheiro que seria de caixa dois para a campanha presidencial de Serra. O fato foi usado eleitoralmente por Dilma Rousseff durante debate na TV. Souza negou as acusações e ganhou ação na Justiça contra a publicação.
As investigações do MPE contra uma outra filha de Souza, a ex-mulher dele, e o presidente da Dersa à época dos fatos, Delson José Amador, foram arquivados por Conserino por falta de provas de que eles teriam participado do esquema. O promotor também arquivou os casos envolvendo os seis beneficiados com apartamentos da CDHU "porque não se sabe, efetivamente, se eles sabiam ou não acerca da manobra fraudulenta". Mércia ainda é investigada pelo desvio de mais de R$ 800 mil de recursos que seriam destinados a reassentados. Ela e Vilela não foram localizados pela reportagem.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Rodoanel Norte deve ficar para 2018

AUTOR: CAIO LOBO 

Foto: A2img / Eduardo Saraiva
Com obras iniciadas em 2013, o Governo de São Paulo adiou mais uma vez a entrega do ultimo trecho do Rodoanel para março de 2018. O trecho norte irá ligar a Rodovia dos Bandeirantes a Rodovia Presidente Dutra, passando pela Rodovia Fernão Dias e com uma ligação ao Aeroporto Internacional de São Paulo.
De acordo com reportagem do SPTV da Rede Globo, os canteiros estão praticamente vazios. A Dersa informa que depois de 3 anos em obras, a rodovia está com 41% das obras concluídas.
A obra do Rodoanel foi dividida em 6 lotes. No lote 3, a obra andou só 33% e é uma das mais atrasadas. No lote 6, só 26% do trabalho está concluído. No lote 1, outros 37%. No lote 4 e 5, em torno de 42%. Só o lote 2 é que está com mais da metade da obra pronta.
“Nós temos dois grandes desafios no Rodoanel Norte: o primeiro, é um túnel longo no lote 3, no túnel 301, que tem um avanço lento e precisa ter uma escavação cautelosa”, diz presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, tentando explicar os motivos de atraso. Outra razão apontada por Lourenço “são as desapropriações no município de Guraulhos, que têm atrasado bastante o avança da obra”.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Tempo de viagem entre Santos e Guarulhos cai 30% com Rodoanel

AUTOR: RENATO LOBO

Imagem: Daniel Guimarães / GESP
Desde que foi entregue o trecho leste do Rodoanel, o tempo de viagem entre a Baixada Santista e Guarulhos caiu 30%. Os 43,5 km de pistas interligam as Rodovias Ayrton Senna (SP-070) e a Presidente Dutra (BR-116) à Baixada Santista, conectando o maior aeroporto do país, o de Guarulhos, ao maior porto do Brasil, o de Santos.
Segundo estimativas do próprio Governo Estadual, mais de 20 mil veículos deixaram de transitar na região metropolitana de São Paulo, com a nova rodovia.
Trecho Norte
O trecho restante é o norte, fechando os 4 tramos do anel viário, e sua inauguração esta prevista para o primeiro trimestre de 2017.
No entanto, o consórcio que executa as obras encontrou dificuldades. No primeiro semestre deste ano, o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, chegou a dizer que se “as coisas não acontecerem conforme o esperado e não tivermos uma mobilização efetiva do canteiro (de obras) e dos funcionários, há a perspectiva de rescisão desse contrato”.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Inauguração do Trecho Norte do Rodoanel é adiada para 2017

Dersa afirma que desapropriações causam atraso.
Alguns pontos estão sem nenhum trabalhador.



Prevista para janeiro do ano que vem, a inauguração do Trecho Norte do Rodoanel Mario Covas foi adiada para 2017. Esta é a última parte que falta para a conclusão do anel viário que circunda a cidade de São Paulo. A Dersa afirma que desapropriações em andamento causaram o atraso.
O Trecho Norte do Rodoanel vai começar na interligação com o Oeste, na altura da Rodovia dos Bandeirantes e da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, terminando na ligação com o Leste, na Via Dutra. Vai ser uma opção importante de caminho para o Porto de Santos e para o aeroporto de Guarulhos.
Reportagem do SPTV percorreu nesta quarta-feira (25) parte do canteiro e encontrou poucos operários. Em alguns pontos não havia nenhum trabalhador e materiais abandonados, como vergalhões, estragando ao relento.
Um funcionário disse à equipe de reportagem que muitos operários foram demitidos. A Dersa, porém, acrescenta que a obra está em andamento, com 3 mil operários em dois dos seus seis lotes. Segundo a companhia, o sexto ponto é o que está com mais problemas, por causa das desapropriações ainda em andamento e o período de chuvas.
Sem iluminação e com pouca gente por perto, a segurança é outra preocupação de quem vive perto da obra. “Eu desço aqui às 4h da manhã, muito escuro. Tanta faz se é no ponto de baixo ou no ponto de cima, é muito perigoso”, disse Rose Gonçalves. “Tem muito assalto. O segurança ainda fala para eu tomar muito cuidado, porque o ponto de ônibus é muito escuro.”

segunda-feira, 30 de março de 2015

Mais atraso: Rodoanel Norte fica para 2017

Viatrolebus

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A Dersa informou que o Trecho Norte do Rodoanel, que estava previsto para janeiro de 2016, foi adiado para 2017. A estatal diz que as desapropriações em andamento causaram o atraso. Mas pelo andar da carruagem, e conhecendo o governo de Alckmin, a obra ainda poderá ter novos atrasos.
O Trecho Norte ligará a Rodovia dos Bandeirantes à Rodovia Presidente Dutra, passando pela Rodovia Fernão Dias e o Aeroporto de Guarulhos.
Em reportagem feita pelo SPTV, a equipe percorreu parte do canteiro e encontrou poucos operários. Em alguns pontos não havia nenhum trabalhador e materiais abandonados, como vergalhões, estragando ao relent. Um funcionário disse que de uns tempos para cá muitos emrpegados foram demitidos. A Dersa, porém, acrescenta que a obra está em andamento, com 3 mil operários em dois dos seus seis lotes. Segundo a companhia, o sexto ponto é o que está com mais problemas, por causa das desapropriações ainda em andamento e o período de chuvas.
O Trecho Leste é outro que está com problemas. Foi entregue ano passado apenas o trecho entre a Rodovia Anchieta e a Rodovia Ayrton Senna. Ainda falta entregar o trecho que liga as Rodovias Ayrton Senna e Dutra. A previsão mais recente é que a obra deva ser entregue em maio.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Trecho do Rodoanel Leste deve ser entregue em maio

Do Viatrolebus

O trecho restante do Rodoanel Leste, que ligará a Rodovia Presidente Dutra a Rodovia Ayrton Senna, acaba de receber um novo prazo para ser inaugurado: maio deste ano. Ano passado, antes das eleições, o Governador Geraldo Alckmin entregou as pressas, e com atraso, o trecho do Rodoanel Leste entre a Rodovia Anchieta e a Rodovia Ayrton Senna. Na época, o prazo de entrega do restante da obra, era setembro de 2014. Depois mudou-se para dezembro e agora virou maio. Estes atrasos em entregas já são conhecidos de quem acompanha também as obras do Metrô e CPTM.
Alckmin criticou a demora para finalização da obra, que está sendo tocada pela concessionária SPMar. “Sempre se diz que empresa pública é cheia de problema e as empresas privadas são ótimas. Nem sempre é assim. Você tem muita empresa privada que dá problema. A concessionária teve dificuldade financeira, então a obra acabou atrasando”, disse o governador.
A SPMar diz que o atraso deve-se a demora de emissão de licenças ambientais.
Imagem: Fotos Públicas
Imagem: Fotos Públicas

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Incompleto, trecho leste do Rodoanel abre na 5ª

Estrada ligará a região de Mauá à Rodovia Ayrton Senna, em Guarulhos; veículos ainda não poderão circular na via.
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Incompleta e com atraso, a obra do trecho leste do Rodoanel Mario Covas será inaugurada às 9h desta quinta-feira, 3. Inicialmente, a estrada ligará a região de Mauá à Rodovia Ayrton Senna, em Guarulhos, ambas na Grande São Paulo, em um percurso de 37,5 km.
Contudo, o funcionamento da rodovia não começa nesta quinta-feira, já que a concessionária SPMar ainda não tem a licença para iniciar a operação com veículos no trecho.
A data escolhida para a abertura da rodovia coincide com o penúltimo dia disponível para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participar de cerimônias de entrega de obras públicas. Como ele se candidatou à reeleição, está proibido de tomar parte de eventos assim a partir de sábado, 5.
Mesmo sendo a principal obra rodoviária da atual gestão tucana, Alckmin não poderá abrir o complemento da estrada até a Rodovia Presidente Dutra, que só deve ser entregue daqui a 60 dias, durante o período de campanha eleitoral. O dirigente alegou que “problemas de desapropriação” atrasaram a construção da estrada naquele trecho.
Inicialmente, o trecho leste do Rodoanel estava prometido para ser entregue em 10 de março. Alckmin culpou nesta quarta-feira, 2, a concessionária SPMar (que já administra o trecho sul do Rodoanel) pela demora.
“O trecho leste teve um atraso em razão também de desapropriações. E como é concessionária, ela é multada por dia de atraso”, declarou o tucano. “Isso vira tudo crédito para a Artesp (agência que regulamenta a concessão de rodovias no Estado) no equilíbrio econômico-financeiro do contrato.”
O governo promete uma viagem de 20 minutos entre São Bernardo do Campo, no ABC, e o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, quando o trecho leste estiver completo, com 43,5 km de extensão.
Já foram investidos R$ 2,5 bilhões na construção do trecho leste, cuja concessão durará pelos próximos 32 anos.
Fonte: Estado de S. Paulo, Por Caio do Valle e Fabio Leite

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Alckmin inaugura hoje, de surpresa, Trecho Leste do Rodoanel inacabado

Viatrolebus

O Governador Geraldo Alckmin inaugurou de surpresa até para os operários da obra, o trecho Leste do Rodoanel, ainda inacabado. Isto ocorre devido esta semana ser a última em que os governantes que pleiteiam reeleições, podem inaugurar obras.
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O trecho que será liberado é de 35,8km que ligará o Trecho Sul, em Mauá, até a Rodovia Ayrton Senna. Ficará faltando 8km que ligará a Rodovia Presidente Dutra, início do Trecho Norte, ao trecho que será entregue hoje.
A obra foi custeada toda pela iniciativa privada. A concessionária SPMar, quando arrematou o Trecho Sul, teria que construir o Leste porém o prazo para entrega era março e desde então vem pagando multas diárias pelo atraso. Segundo a empresa, a demora na aprovação de projetos por órgãos reguladores e na liberação para atuar em áreas de outras concessionárias atrasou a conclusão da rodovia.
“O Trecho Leste teve um atraso em razão também de desapropriações. E como é concessionária, ela é multada por dia de atraso”, disse ontem o governador, após anunciar de forma inesperada a entrega parcial da obra para hoje. “Isso vira tudo crédito para a Artesp no equilíbrio econômico-financeiro do contrato”, completou.
Operários corriam na madrugada para finalizar os últimos detalhes.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O Rodoanel, os interesses político-econômicos e o Estado de São Paulo

 
Por Fernando Pivetti
Um estudo desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP mostrou que as etapas decisórias e de implementação do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, foram pautadas por uma centralização de decisões pelo governo estadual. A ausência de planejamento e gestão metropolitanas também aparece como um problema estrutural do processo.
A pesquisa do bacharel em Direito e mestre em Planejamento Urbano e Regional, Rodrigo Faria Gonçalves Iacovini, buscou identificar os principais atores, arenas e processos que determinaram a definição e a implementação da obra. “Buscamos compreender a relação desses elementos com processos de planejamento e gestão metropolitanas”.
Estudo realizou análise teórica e documental da implementação do projeto
Segundo Iacovini, em todas as negociações estabelecidas durante as diversas fases do projeto, os interesses e a postura do Governo do Estado foram preponderantes. Para ele, as perspectivas de setores da sociedade, órgãos de planejamento e estruturação urbana não eram levadas em conta para nas tomadas de decisões. “O governo se utilizou amplamente do fato de ser, ao mesmo tempo, o licenciador e o licenciado como forma de centralizar as negociações e conduzi-las de acordo com seus interesses, muitos deles alinhados com as empreiteras”.
Durante o estudo, foi realizada uma extensa análise teórica e documental do processo, incluindo atores considerados centrais para o processo de definição e implementação do projeto. Reconstituições históricas, consulta a planos e estudos desenvolvidos para a capital e a região metropolitana de São Paulo e documentos disponibilizados pelo governo nas páginas oficiais na internet compuseram o levantamento. “Foram incluídos também entrevistas com representantes do governo, como ex-secretários estaduais de transporte da gestão Mário Covas, além de documentos do acervo da Fundação Mário Covas”.
Para o pesquisador, não era interessante ao governo estadual estabelecer um processo compartilhado de condução do projeto, com todos os agentes públicos igualmente envolvidos no debate. O levantamento apontou para um esforço do Estado no sentido de evitar a constituição de uma arena pública de ampla participação, na qual houvesse um efetivo debate em torno das decisões sobre a construção do Rodoanel. “O exemplo do Rodoanel, portanto, aponta para um claro limite no desenvolvimento de instâncias de gestão e planejamento metropolitanos, posto que o desenvolvimento e a consolidação de tais instâncias poderiam colocar em risco padrões e dinâmicas políticas já plenamente consolidadas, reduzindo inclusive o próprio poder de articulação do governo estadual”.
Iacovini ressalta que as conclusões da pesquisa vão de encontro com a análise da política desenvolvida pelo governo estadual para o Rodoanel. “Os objetivos delimitados pelo governo estadual para a obra não estavam ligados a uma proposta de restruturação metropolitana, mas sim a questões econômicas e políticas”. Ele aponta que uma grande obra com potencial para incidir sobre problemas metropolitanos  “é, na verdade, apenas um projeto viabilizador de uma dinamização econômica, de captação de recursos políticos e da expansão da frente imobiliária nos municípios”.
Relações político-econômicas
Paralelamente, o estudo apontou a profundidade do entrelaçamento entre Estado e empresas do setor da construção. Os dados encontrados revelam que a relação entre esses atores vai além do poder de influência e se constitui numa verdadeira relação de simbiose, na qual ambos se beneficiam e até mesmo necessitam um do outro para sua sobrevivência.
A busca pelo esclarecimento das dinâmicas políticas presentes nas gestões públicas foi, segundo Iacovini, a principal contribuição do projeto de estudo. “Acredito que a pesquisa tenha contribuído para deixar um pouco mais claro quais são as linhas de força que orientam a definição das políticas urbanas no Brasil, apontando atores e interesses envolvidos nesses processos e quais as reais arenas nas quais são decididos os investimentos públicos”. Para ele, compreender os atores e as regras desse jogo significou, portanto, uma tentativa de esclarecer também alguns dos bloqueios à construção de cidades justas e democraticamente pactuadas.
Foto: Wikimedia

terça-feira, 19 de novembro de 2013

SP: Obras atrasam e Trecho Leste do Rodoanel deve ser entregue inacabado

Concessionária SPMar corre para finalizar 35,8 km da via até março de 2014, prazo final para a construção da asa leste; nos 8 km restantes, entre a Ayrton Senna e a Dutra, ainda há árvores e casas sendo demolidas.
Foto: Divulgação/ SPMar
Vitrine do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para a eleição de 2014, o Trecho Leste do Rodoanel deve ser entregue inacabado em março do ano que vem, prazo final previsto em contrato.
As obras dos 43,8 km que ligarão o Trecho Sul, em Mauá, à Rodovia Presidente Dutra, em Arujá, estão atrasadas e a concessionária SPMar corre para tentar inaugurar ao menos o trecho até a Ayrton Senna. Ainda faltarão 8 km até a Dutra.
Embora empresa e governo tenham afirmado publicamente nos últimos meses que o Trecho Leste estava dentro do cronograma, a Agência de Transportes de São Paulo (Artesp), que fiscaliza as concessionárias de rodovias no Estado, já emitiu 66 notificações, sem multa, alertando a SPMar para os atrasos. Agora, a promessa é de que o trecho completo seja concluído no primeiro semestre de 2014.
Ainda assim, o novo prazo é visto com desconfiança por aliados de Alckmin. Eles acreditam que o período de chuvas pode comprometer o desempenho no canteiro de obras e minar a estratégia política para que o governador inaugure todo o Trecho Leste até 4 de julho, prazo limite para que autoridades que disputarão as eleições de outubro participem de inaugurações públicas. Alckmin é candidato à reeleição.
Já para a SPMar, que venceu a concorrência do Trecho Leste apresentando a menor tarifa de pedágio do Trecho Sul, entregue pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) em abril de 2010, a alteração dos prazos vai pesar no bolso. Isso porque o contrato de concessão por 35 anos assinado em março de 2011 prevê multa de cerca de R$ 400 mil por dia de atraso, ou R$ 12 milhões por mês.
Mesmo com o atraso no Trecho Leste, a concessionária continuará operando o Sul, onde cobra pedágio desde agosto de 2011. A tarifa é de R$ 2,60 por eixo. Segundo balanço da concessionária, a receita com pedágio em 2012 foi de R$ 145,8 milhões.
Piores
Em sobrevoo feito no início do mês, o Estado constatou que a parte mais atrasada da obra é o trecho de 8 km entre as Rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, onde ainda há árvores sendo derrubadas e casas a serem demolidas pela SPMar.
Há quase um ano, o Estado noticiou que a falta de licenças ambientais nos últimos dos 10 lotes da obra atrasavam a execução do projeto. Em maio deste ano, a questão foi resolvida, mas um imbróglio envolvendo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) trava as obras do trevo de acesso à Dutra, em Arujá.
Outro trecho problemático está logo no início do trajeto, próximo da interligação com o Trecho Sul, em Mauá. Segundo a SPMar, a falta de autorização da MRS Logística, concessionária federal que opera a linha férrea de trens de carga que cruza a asa leste, impede a escavação da passagem subterrânea.
Já no túnel Santa Luzia, em Ribeirão Pires, iniciado em dezembro de 2011, as imagens externas são semelhantes às de março, quando Alckmin e o secretário de Logística e Transporte, Saulo de Castro Abreu Filho, elogiaram o ritmo das obras.
Fonte: Estado de S. Paulo, Por Fábio Leste

domingo, 27 de outubro de 2013

Hugo Fanton: Alckmin passa o trator nos atingidos pelo Rodoanel

por Hugo Fanton, da Assembleia Popular, sugerido pelo Luiz Malavolta 
A construção do trecho norte do Rodoanel é o carro-chefe do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e é a maior obra viária do país, com um custo de R$ 6,5 bilhões, financiada com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que emprestará R$ 2 bilhões, governo federal (R$ 1,7 bilhão) e o restante pago pelo próprio governo do Estado.
Desde o início, o governo ignorou os alertas de que a obra causaria grande impacto social e ambiental por passar sobre áreas densamente povoadas e de proteção ambiental, na Serra da Cantareira. Alckmin também deu de ombros para os especialistas que diziam que a obra era desnecessária, visto que há rodovias ao norte da região metropolitana de São Paulo, como a Dom Pedro, que já fazem a ligação entre as rodovias a leste (Dutra e Ayrton Senna) e a norte (Fernão Dias e Bandeirantes).
As promessas da Dersa, órgão do governo do Estado responsável pela obra, e de outros representantes do governo eram de que os impactos seriam mínimos e que as famílias atingidas não teriam seus direitos violados. Esta, aliás, era uma das condições impostas pelo BID para emprestar o dinheiro ao governo. Assim, o governo ofereceu duas alternativas às famílias: um apartamento da CDHU, com pagamento de auxílio aluguel até a conclusão das obras, ou uma indenização justa.
O que vemos hoje, com a concretização das primeiras remoções, é bem diferente do que foi acordado e prometido. Baixas indenizações, pressão psicológica, falta de garantias e de apoio às famílias têm sido as marcas do processo de remoção dos moradores de bairros como Jardim Paraná, na Brasilândia, e Parada de Taipas, na região do Jaraguá, duas das áreas mais afetadas pelas obras.
Indenizações baixas
A Dersa terceirizou à empresa Diagonal a elaboração dos laudos das casas que serviram de base para o cálculo da indenização paga aos moradores. Os laudos, que levaram em conta apenas as benfeitorias das casas e não consideraram o tempo que as famílias viviam no local, tampouco a área das residências, conforme previsto na Lei de Usucapião, foram concluídos entre julho e setembro deste ano. Os resultados causaram indignação a muitos moradores, descontentes com os valores das indenizações.
Estranhamente o procedimento do governo no cálculo das indenizações para os atingidos pelo Rodoanel Norte foi diferente do adotado em outras obras, como na Linha 17-Ouro do Metrô, que removeu comunidades inteiras na região da Avenida Água Espraiada, na zona sul. Lá, as indenizações ficaram entre R$ 85 mil e R$ 119 mil. No caso do Jardim Paraná e Parada de Taipas, as indenizações oferecidas variam muito mais e foram consideravelmente mais baixas: R$ 2 mil, R$ 5 mil R$ 15 mil.
À maioria esmagadora das famílias foi oferecida uma indenização que impossibilita a mudança para uma moradia digna. Mais uma vez, as famílias são forçadas a migrar para regiões irregulares, como áreas de mananciais, de preservação ambiental ou favelas. Ou seja, é o próprio governo do Estado incentivando a ocupação de áreas irregulares, de onde, muito provavelmente, os mesmos moradores serão removidos daqui a alguns anos. Um dado que ilustra esse processo são os diversos anúncios de casas em áreas irregulares colocados no lugar onde a Dersa faz plantão de atendimento.
Para forçar as famílias a pegar as indenizações irrisórias, o governo simplesmente não indicou os prazos e os locais onde serão erguidas as unidades habitacionais. Ou seja, sem saber onde serão construídas as novas moradias e em quanto tempo elas ficarão prontas, os moradores foram induzidos a optar pelas baixas indenizações. Desde o início, entidades como o Escritório Modelo da PUC, que atua nas comunidades em parceria com a Defensoria Pública, e o Ministério Público exigiram que o governo informasse o local exato onde seriam construídas as moradias.
Táticas do governo para forçar as famílias a sair
Aqueles que optaram pelas unidades habitacionais, fizeram a aposta no escuro. Correm o risco de ir morar em áreas distantes, com menos infraestrutura. Ou, pior, podem ficar sem as casas, como muitos removidos pelo trecho sul do Rodoanel, que até hoje esperam as unidades que lhes foram prometidas.
Também não foi respeitado, em muitos casos, o direito ao desmembramento familiar. Quando mais de uma família vivem juntas, cada uma delas tem direito a uma indenização ou unidade habitacional. Este princípio, em tese, seria adotado nas remoções do trecho norte do Rodoanel. Mas a falta de critérios – ou a adoção de critérios ocultos – fez com que várias famílias que vivem juntas recebessem só uma indenização ou unidade habitacional.
Não bastasse esse conjunto de violações, o governo usa uma tática espúria para forçar a saída das famílias: a destruição das casas que estão vazias, o que enche as comunidades de entulho, lixo, ratos e baratas, tornando insustentável a permanência daqueles que desejam ficar e batalhar por uma indenização maior ou por garantias a respeito das unidades habitacionais. Além do barulho incessante dos tratores e marretas, as famílias têm de suportar crianças brincando em meio a escombros e lajes desprotegidas, expostas a vários riscos.
Os processos de despejo ocorrem sem a presença de assistentes sociais ou médicos. Para piorar, o governo só paga a indenização ou deposita a primeira parcela do auxílio aluguel quando a família deixa a casa. Como é que uma família consegue alugar ou comprar outra casa e fazer a mudança sem o dinheiro?
Comunidades sugiram há décadas
As comunidades da zona norte de São Paulo afetadas pela obra surgiram há décadas. O Jardim Paraná, por exemplo, foi fundado em 1994, ocupado por famílias sem-teto ou que não conseguiam mais pagar aluguel. De lá pra cá, a comunidade ganhou água, luz, asfalto, linhas de ônibus e até um CEU. Tudo à custa de muita luta das famílias.
Por conta disso, os moradores, que têm direito à propriedade dos imóveis conforme a Lei de Usucapião, teriam de ser indenizados ou atendidos de forma justa. As convenções de organismos internacionais, como a ONU, prevê que, nos casos de remoção, as famílias afetadas sejam reassentadas em condições iguais ou melhores às que tinham. Nada disso está ocorrendo nas comunidades afetadas pelo Rodoanel.
O governo de São Paulo, que tem dinheiro para custear uma obra bilionária, não atende as famílias dignamente mesmo sabendo que o montante para pagar indenizações justas ou garantir moradias dignas às famílias é irrisório perto do gasto com o trecho norte. O governo e a Dersa passam por cima das deliberações de órgãos internacionais, rasgam a lei e a Constituição. Como resultado, vemos famílias se desestruturando, pessoas entrando em depressão e a própria cidade sendo prejudicada.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

AS MÁQUINAS CHEGARAM. CHORA PLANETA!

Do Blog Zona Norte na Linha

A crítica a essa obra não é local nem regional. É planetária! Certos projetos, a essa altura do “desenvolvimento” da humanidade, não podem avançar sem uma avaliação absoluta de seu impacto no aquecimento global e no “custo-benefício” de sua realização. Isso não aconteceu, e a obra começou dia 12 de Março de 2013 (Dia do início do Apocalípse Ambiental da Metrópole). Agora as máquinas chegam ao Jardim Antárctica e Pedra Branca, a míseros 11 km do Marco Zero, e no pé do pulmão verde da cidade.
Transamazônica a 11 km da Sé.
Transamazônica a 11 km da Sé.
Onde estão os imóveis da CDHU para os removidos? Como está a desapropriação das áreas no entorno da pista de 150m x 45.000m, para criar os parques que poderiam proteger a região das invasões dos baixos dos viadutos? Por que as linhas de metrô não crescem, novas estações não são entregues, e R$ 6 bilhões são alocados nesse projeto rodoviarista que passa em cima do símbolo ambiental da cidade?
No comments.  Sem comentários.
No comments. Sem comentários.
O planeta é forte e aguenta. Por enquanto. Quando ele chorar, ah, vai alagar tudo!
EM TEMPO: Neste dia 20/08 (3ª-f), às 10h30, na Câmara Municipal de SP, haverá uma reunião da Comissão de Meio Ambiente, para discutir os impactos e as compensações, que incluem os parques de borda. Convocados CETESB e SVMA. A reunião será no auditório 1º de Maio, no 1º andar do prédio da Câmara.

AS MÁQUINAS CHEGARAM. NÃO DEU PRA SEGURAR.

AGOSTO 18, 2013
Deus é testemunha de como um grupo combativo, quixotescamente (porque sozinho!) lutou contra esse momento. A batalha perdida está toda registrada neste blog. Outra batalha começa, como disse o morador Paulo Cahim, do Jardim Itaguaçu que está nas fotos abaixo. Como vão ficar as compensações? Esse é o trecho do Rodoanel, em todo os seus 200 km de extensão, que passa mais perto do centro urbano. Essas fotos são a 12 km da Sé! Haverá urbanismos?
Dessa baixada vai decolar um viaduto pra subir a encosta do Itaguaçu
Dessa baixada vai decolar um viaduto pra subir a encosta do Itaguaçu
Logo após a entrada do condominío Itaguaçu a obra vai colocar um viaduto, com um vão livre de uns 30 metros de altura! Quem vai monitorar esses baixos? Tudo isso a 200 metros (!) da favela do córrego do Bispo. Não vai haver uma reurbanização e melhoria urbana com a passagem dessa obra? Ou a ocupação precária vai escorrer pros baixos do viaduto, de onde não se tira mais ninguém?
Um vão livre altíssimo vai se formar aí. Quem vai monitorar os baixos depois?
Um vão livre altíssimo vai se formar aí. Quem vai monitorar os baixos depois?
AGOSTO 18, 2013
Ao lado do piscinão do Bananal, Brasilândia, entre o Jardim Paraná e o Itaguaçu, apenas uma máquina belisca a terra, esperando os reforços que estão chegando. A obra vai chegar ao piscinão a partir da foto abaixo…
O viaduto chega por aqui...
O viaduto chega por aqui…
... e sai à esquerda, rumo Itaguaçu.  Tudo isso a 12 km do Marco Zero.
… e sai à esquerda, rumo Itaguaçu. Tudo isso a 12 km do Marco Zero.

… e seguir pela foto acima, rumo ao Itaguaçu, sentido Leste. Muitos viadutos e a pergunta é: quem vai administrar esses milhares de m2 de baixos de viaduto, na extrema periferia, no pé da Serra da Cantareira? Outra pergunta: como está a desapropriação da imensa área no entorno do piscinão, do sr. Luiz Tadeu, para fazer os parques de proteção? Se não tiver parque, os baixos dos viadutos viram favela em dois tempos!

ONDE ESTÃO AS MORADIAS, SR. PRESIDENTE DA DERSA?

AGOSTO 7, 2013
Em reunião da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, em 06/08, o presidente da DERSA, Lawrence Casagrande, teve que responder perguntas dos vereadores e do público presente. A seguir os principais pontos:
Vereadores indagam o presidente da DERSA.
Vereadores indagam o presidente da DERSA.
1 – Até o momento estão cadastradas a desapropriação de 1.000 imóveis (que estão com a situação fundiária regular) e a remoção de 4.641 famílias (essas estão em terrenos irregulares). A maior preocupação está com essas famílias, que poderão optar por receber o valor dos investimentos (construções) feitos nos terrenos ou por receber um imóvel quitado da CDHU. Dúvidas surgiram: haverá imóveis do CDHU para todos os que optarem por essas unidades? E o mais grave: as obras do Rodoanel Norte já começaram… e cadê as unidades da CDHU?
2 – Foi consenso entre vereadores e o público presente que o auxílio-aluguel de R$ 480,00 é umvalor irrisório, para aqueles que tiverem que deixar suas moradias e aguardar pela entrega dos apartamentos da CDHU.
3 – Indicaram os locais da construção das unidades da CDHU: 118 unidades na Freguesia do Ó (Alamoique), 273 unidades no Jaraguá (Jaraguá Q), e 640 unidades em Perus (500 unidades em Badra e 140 unidades em Felipe Cardoso de Campos). Ou seja, muitas família serão removidas para áreas muito distantes de sua moradia atual. E no caso de Perus, que receberá 640 unidades, a preocupação é com a infraestrutura a ser oferecida a essas pessoas.
4- Não há um diálogo concreto e pro-ativo entre Secretaria Municipal do Verde e Meia Ambiente e a DERSA. Segundo essa empresa, já houve o depósito obrigatório de R$ 25 milhões (0,5% do custo da obra) em uma Câmara Ambiental do governo do Estado, e esse dinheiro aguarda projetos para execução. E foi afirmado que a DERSA pode fazer a compensação ambiental através de aquisição/ desapropriação de terrenos no entorno da obra, repassando-os para a prefeitura criar pelo menos alguns dos 10 parques de borda, no pé da Serra da Cantareira. Porém, isso tudo parece apenas engatinhar…
5 -A obra tem o compromisso de mitigar 140 hectares de matas devastadas, com o plantio de quase 1,7 milhão de mudas. O risco é que, conforme disse o presidente da DERSA, se a prefeitura não indicar locais de plantio próximo à obras, esse plantio poderá ser feito em outra região da cidade, ou até em outra cidade do estado! A prefeitura está atenta a isso?
6 – O transporte de resíduos sólidos da obra deverá impactar tremendamente as duas avenidas locais com trânsito já saturado: Deputado Cantídio Sampaio e Raimundo Pereira de Magalhães. Um engenheiro da DERSA afirmou que se estuda realizar esse transporte em horários alternativos, visando um impacto menor. Moradores de Perus, que usam essas avenidas, se preocuparam com a deterioração da superfície das avenidas, com centenas de caminhões pesados passando por elas diariamente.
Fizeram perguntas os seguintes vereadores: Aurélio Nomura (presidente da Comissão), David Soares, Sandra Tadeu, Gilberto Natalini, Police Neto e Paulo Fiorillo

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Parecer enviado à Justiça recomenda paralisação das obras do Rodoanel Norte

Ação civil proposta em São Paulo diz que obra fere Plano Diretor da cidade.
Foto: Claudio Capucho
O Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu parecer favorável do procurador de Justiça Daniel Fink, especializado em questões ambientais, sobre uma ação civil que pede paralisação das obras do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas.
A ação foi proposta pelo promotor de Habitação e Urbanismo da capital Maurício Ribeiro Lopes, que questiona, entre outros pontos, a localização da nova rodovia, que cruzará a Serra da Cantareira.
Quatro canteiros da obra já estão instalados, segundo o presidente da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa responsável pelo projeto, Laurence Casagrande Lourenço. Os operários estão abrindo rotas para começar a obra pelos túneis que a rodovia vai possuir.
Segundo o promotor Lopes, a obra fere o Plano Diretor da cidade de São Paulo. Para ele, a localização da pista, segundo o plano diretor, deveria ter uma distância mínima de 20 quilômetros em relação ao centro da cidade – elas estão a cerca de 11 quilômetros do centro.
Lopes, quando propôs a ação, pedia cautela antecipada da ação (uma decisão liminar, provisória, que paralisava as obras até que o teor da ação fosse analisado pela Justiça). O pedido, no entanto, não foi aceito, e o promotor entrou com um agravo de instrumento (um recurso à liminar).
O TJ recebeu, nos últimos dias, um parecer do procurador Fink recomendando o acolhimento dos argumentos de Lopes. O assunto deve ser julgado “nos próximos dias”, segundo disse o promotor.
O Ministério Público Estadual em Guarulhos já havia entrado com ação semelhante, mas a decisão da Justiça – em primeira e segunda instâncias – foi pela continuidade das obras.
No acórdão (a decisão da Justiça), foram citados diversos pareceres, de órgãos como a Cetesb e o Ibama, que aprovaram a construção das pistas, além de parecer da Prefeitura de São Paulo que não fez oposições por causa do Plano Diretor.
O presidente da Dersa afirma ter confiança que, mesmo com o parecer do procurador, a Justiça deva se manifestar de forma parecida com o caso de Guarulhos. Para Lourenço, os pareceres da Prefeitura sustentam a continuidade do projeto.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Por Bruno Ribeiro

segunda-feira, 22 de abril de 2013

MORADORES SÃO CONTRA TRECHO NORTE DO RODOANEL

Da Câmara Municipal de São Paulo
RenattodSousa/CMSP
DEBATE-PL_DIRETOR-RODOANEL-2042013-RttodSousa__0189-72-ABRE
O que era para ser uma primeira reunião sobre o Plano Diretor no bairro Jaçanã se tornou um debate sobre o Trecho Norte do Rodoanel. Moradores da região presentes no encontro criticaram a construção da via em traçado que cortará a Serra da Cantareira, e alguns até afirmaram que a obra é totalmente desnecessária.
Francisco Florentino Filho, contrário ao Rodoanel, chamou o empreendimento de “holocausto social”. O argumento dele, e de muitos outros presentes, é de que há uma grande quantidade de famílias que serão removidas para a construção da via, e que a Dersa não possui planejamento para construir moradias próximas ao local original, como prevê a legislação. “No Jardim Corisco, apresentaram três unidades habitacionais a mais de 20 quilômetros de distância, e que não comportam todos”, disse.
O vereador Nabil Bonduki (PT), que participou do debate, detalhou como a lei trata essas situações: “Aqueles que eventualmente têm que sair devem ser atendidos com moradia totalmente quitada, não cheque-despejo nem com bolsa aluguel, o que normalmente é feito sem previsão de onde vai ser atendido e quando.”
Além do parlamentar, o presidente da Câmara Municipal, José Américo (PT),  e o vereador José Police Neto (PSD) compuseram a mesa do evento. José Américo se opõe o Rodoanel como colocado atualmente. “Não sou contra que se construa, é só fazer dentro da lei”, argumentou. Segundo ele, o Trecho Norte do empreendimento passa entre nove e 12 quilômetros do centro da cidade, o que é proibido segundo o Plano Diretor Estratégico.DEBATE-PL_DIRETOR-RODOANEL-2042013-RttodSousa__0329-72-ABRE
“Outros trechos respeitaram a legislação. É só esse aqui que, por interesse das empresas e da especulação imobiliária, estão fazendo diferente. Além disso, a obra precisa ser aprovada pelo CADES (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento) e não passou”, disse José Américo.
O parlamentar anunciou que irá ocupar uma cadeira no CADES para acompanhar esse processo. Além disso, o Ministério Público entrou com duas ações, em Guarulhos e em São Paulo, pedindo a suspensão da construção. O promotor Mauricio Antônio Ribeiro Lopes, que tem acompanhado esse caso na Justiça, é otimista, apesar de as ações judiciais contra os Trechos Sul e Oeste não tiverem sido bem-sucedidas.
“A gestão democrática do planejamento da obra, prevista no Estatuto da Cidade não ocorreu. As opções de trajeto são tidas como segredos de estado e a decisão final foi dada com o argumento de que é o mais econômico. Mais econômico é não fazer esse trecho”, defendeu Ribeiro Lopes. Sobre as moradias que deveriam ser construídas, o procurador disse que a Dersa subestimou tanto o número de pessoas afetadas quanto aquelas que escolheriam pela nova moradia, em vez do pagamento do valor do imóvel. O vereador Nabil Bonduki concordou que a quantidade de afetados deve ser maior, uma vez que não são contabilizados aqueles que moram a menos de cem metros da rodovia.

RenattodSousa/CMSP
DEBATE-PL_DIRETOR-RODOANEL-2042013-RttodSousa__0281-72-ABRE
Outro Lado
O gerente institucional da Dersa, Hermes da Silva, disse que o “empreendimento é realizado com justiça”. Segundo ele, os proprietários de imóveis a serem removidos são sempre orientados a optarem pela moradia, porém o valor do imóvel à vista é uma opção, e eles não são pressionados para decidirem rapidamente. “Ninguém vai passar com o trator por cima”, disse.
Quanto às distâncias, ele pontuou que “o objetivo da Dersa é deixar a pessoa morar o mais próximo possível de onde está hoje”. Sobre uma eventual fila para as unidades habitacionais, ele afirmou que “é uma determinação do governador para que sejam construídas com urgência”.
Quanto aos aspectos legais e ambientais do Rodoanel, o gerente da área na Dersa, Marcelo Aguirre, refutou a tese de que o empreendimento viole o Plano Diretor da cidade de São Paulo. Segundo ele, por se tratar de uma via que passa por três municípios — São Paulo, Guarulhos e Arujá —, o licenciamento ambiental fica a cargo da Secretaria Ambiental de Meio Ambiente, cabendo aos órgãos municipais apenas a emissão de certidões. De acordo com José Américo, esse documento foi emitido pela Prefeitura, porém consiste em um texto de 15 linhas, e cita uma série de providências que precisariam ser tomadas para o início das obras. Antes disso, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente já tinha elaborado um Estudo Impacto Ambiental com mais de 70 mudanças a serem feitas no projeto original, de acordo com o morador Mario Siqueira.
Apesar disso, Hermes afirmou que “o Trecho Norte do Rodoanel é um fato”. As obras já começaram em São Paulo e Guarulhos, em áreas que não precisaram de desapropriações. “Se tem algo de ilegal é preciso que o Judiciário se manifeste”, colocou. O procurador Mauricio Antônio Ribeiro Lopes sugeriu aos moradores da Zona Norte que se manifestassem em frente ao Tribunal de Justiça, pedindo que as ações sejam julgadas o quanto antes.

segunda-feira, 25 de março de 2013

O outro lado do Rodoanel Norte



Do ponto de vista econômico, o empreendimento é um sucesso. Porém, existem outras questões que ainda merecem atenção do Governo do Estado e de todos nós

Alencar Santana Braga

Semana passada acompanhamos o início das obras do trecho Norte do Rodoanel, na divisa de Arujá com Guarulhos. Orçada em R$ 5,6 bilhões, a obra é apontada como a solução definitiva para reduzir o tráfego de caminhões nas marginais de São Paulo, já que interligará as principais rodovias do Estado e o maior aeroporto da América Latina, beneficiando também as indústrias da Região Metropolitana. Do ponto de vista econômico, o empreendimento é um sucesso. Porém, existem outras questões que ainda merecem atenção do Governo do Estado e de todos nós.

Nos últimos anos, foi travada uma imensa batalha para garantir que cerca de 3 mil famílias fossem indenizadas pelo Estado, independentemente da situação de seus imóveis. Num primeiro momento, o benefício seria destinado apenas aos moradores com documentação. A ideia foi rechaçada pela Prefeitura, que conseguiu obter a garantia de que uma parte dos moradores receberá a indenização pelos imóveis, enquanto outra parcela será levada a conjuntos habitacionais.

Esse acerto contou com o aval do Governo Federal, que é um dos maiores financiadores da obra do Rodoanel Norte, com mais de R$ 1,7 bilhão investidos somente neste trecho, e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que só aceitou financiar a parte do Governo do Estado mediante uma solução para as famílias afetadas pela obra. Nossa expectativa é que o acordo com os moradores seja cumprido integralmente e de maneira pacífica ao longo dos próximos meses. 

Outro ponto que não pode ser ignorado, porque ainda está em discussão, é a implantação de um acesso para a rodovia dentro de nossa cidade, além daquele já previsto para desembocar no setor de cargas do GRU Airport. Desde o início, a Prefeitura pede a inclusão do acesso no projeto original porque considera o tamanho do parque industrial e a posição de Guarulhos entre as maiores economias do País como motivos suficientes para a reivindicação. Estamos confiantes de que chegaremos a um acordo interessante para a Prefeitura e para o Estado.

Por último, mas não menos importante, temos que lembrar a importância da preservação da flora e da fauna local. O Rodoanel correrá ao lado da maior floresta urbana do mundo e não se sabe ainda ao certo como os animais e as plantas serão afetados pelo empreendimento. Nosso desejo é que haja bom senso e muita transparência na captura e soltura destas espécies durante a execução da obra.

É inegável que o Rodoanel Norte é imprescindível para o desenvolvimento de São Paulo e do País. Mas não se pode fechar os olhos para os percalços e os obstáculos só porque entendemos que ele é importante para o progresso da Região Metropolitana. É necessário também olhar para o outro lado do empreendimento, que envolve as pessoas e a floresta, e que geralmente não está presente nos discursos inflamados e entusiasmados das autoridades.

*Alencar Santana Braga é líder da Bancada dos deputados do PT na Assembleia Legislativa de SP