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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Paralisação da ferrovia inviabiliza Porto de Presidente Epitácio

Prejuízo de todo o modal desativado 'é gigantesco', salienta a Prefeitura.

Terminal nunca funcionou devido à malha férrea inutilizada.

Stephanie FonsecaDo G1 Presidente Prudente

Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)
Há 100 anos, o Oeste Paulista conheceu a Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1916, o tronco chegou ao km 648, em Rancharia, cuja data de inauguração da estação ferroviária foi em 10 de setembro, conforme arquivos do acervo do Museu Municipal Manir Haddad, a que o G1 teve acesso. O município também contou com a instalação da Estação Bartira, na área rural. A chegada da malha ferroviária na região possibilitou o desenvolvimento urbano e econômico das cidades contempladas, além de recordações. Mas a história também foi marcada pela paralisação do transporte, que foi parar na Justiça com uma ação do Ministério Público Federal (MPF). O G1 reuniu um pouco da memória ferroviária do Oeste Paulista e a luta pela sua reativação em uma série de reportagens especiais.
Nada circula nos trilhos de Presidente Epitácio. O fato também atrapalha, principalmente, o funcionamento do modal hidroviário no porto da cidade. Conforme informou o prefeito Sidnei Caio da Silva Junqueira (PSB) ao G1, há mais de 20 anos, todos os modais funcionavam na localidade. O antigo porto, que foi coberto pelas águas fluviais, chegou a funcionar.
Antigo Porto de Presidente Epitácio chegou a funcionar (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Antigo Porto de Presidente Epitácio chegou
a funcionar (Foto: Stephanie Fonseca/G1)
No entanto, desde que o novo porto foi construído, entre 2001 e 2002, não houve nenhuma movimentação de carga. “Mesmo porque coincidiu de a ferrovia também parar nesse momento. Então, não tínhamos hidrovia nem ferrovia para a logística da cidade ficar melhor”, declarou o chefe do Executivo.
Com estrutura e capacidade, o Porto de Presidente Epitácio, conforme Junqueira, “é um dos melhores do Estado de São Paulo, se não for o melhor em água fluvial”, e tem possíveis investimentos inviabilizados devido à não operacionalização da ferrovia e da hidrovia. “Todas as pessoas que querem fazer um transporte e procuram uma logística mais econômica para o transporte das suas cargas precisam das três pernas: rodoviário, ferroviário e hidroviário. Ou, pelo menos, de um dos dois: aquaviário ou ferroviário, e hoje, infelizmente, em função de a malha estar desativada, a gente tem esse grande problema”, explicou ao G1 o prefeito de Presidente Epitácio.
E tem quem queira e procure o porto para o transporte, como empresas que demonstram interesse de trazer o farelo e o grão de soja para o Estado de São Paulo e para o Mato Grosso do Sul, “mas tudo barra nessa questão, principalmente, da ferrovia”.  “A gente já recebeu bastante empresários e muitas empresas”, salientou Junqueira.
Em relação à hidrovia, investimentos em eclusas são feitos pelos governos federal e estadual para melhorar, porém, por um período, a falta de chuva em Presidente Epitácio “deu uma travada nesse processo”. “Tudo isso tem um enorme potencial e seria muito importante para a nossa região, mas acaba brecando nessas pontas”.
Os modais hidroviário, ferroviário e rodoviário funcionam em países modernos, conforme comentou o prefeito ao G1. “Aqui no Brasil foi meio à contramão e a gente tem o transporte ferroviário como a maior fatia disso”.
Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)
Planejamentos
A esperança da região sobre o transporte ferroviário está na ação do Ministério Público Federal. “A gente tem uma expectativa de reativação dessa malha, porque é de grande importância para o desenvolvimento da região”, destacou Junqueira. “Acreditamos que as medidas que o Ministério Público Federal está tomando podem amenizar ou resolver essa situação em relação a retorno”.
Sobre a hidrovia, o prefeito colocou que o porto tem a concessão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). “A gente conseguiu, quando veio a MP dos portos, uma medida provisória que mudou bastante a situação dos portos do Brasil. Abriu mais o leque dos portos. A gente conseguiu regularizar o nosso porto e fazer esse convênio com a Antaq. Esse convênio dá direito ao município de explorar o local de algumas formas, ou através de autarquia ou através de contratos com terceiros, só que acaba inviabilizado em função de a ferrovia e de a hidrovia não estarem operando”, alegou ao G1.
Atualmente, na hidrovia, o forte seria somente a extração de areia e pedra. “O plano do governo, tanto do federal quanto do estadual, é, realmente, ampliar a navegação da hidrovia Tietê–Paraná. Tem uma expectativa boa disso. Estão sendo feitos vários investimentos, mas ainda não tem uma movimentação importante em função de alguns entraves, principalmente, no sistema de eclusas que ligam o Tietê–Paraná”, disse Junqueira ao G1.
'Briga'
Todos os lados já foram acionados e cobrados, mas a situação saiu da esfera política e “virou uma briga jurídica”, conforme apontou o prefeito de Presidente Epitácio. “Já tem uma execução de multa de R$ 40 milhões. Já tiveram uma multa que foi, inclusive, destinada ao Hospital do Câncer. Pelo que a gente entende, as multas são menores do que o investimento que a ALL [América Latina Logística] tem de fazer na malha, então, ela fica protelando. Se tiver de pagar multa, é menor do que o investimento e ainda compensa para ela”.
“Penso no desenvolvimento da região. É importante frisar que tanto a hidrovia estar inoperante quanto a ferrovia prejudica demais a região. Condições? Tem tudo! O município de Presidente Epitácio e a região têm todo o potencial para poder explorar rodovia, ferrovia e o porto, só que está travado nessas situações”, salientou ao G1 o prefeito.
Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Movimentação no Porto de Presidente Epitácio
é prejudicada pela ferrovia parada
(Foto: Stephanie Fonseca/G1)
Logística
O secretário de Economia, Planejamento e Meio Ambiente, Antonio Domingos Dal Más, apontou que “o prejuízo de todo esse patrimônio, todo esse modal que está parado, é gigantesco, porque você não consegue atrair empresários”.
“Hoje, se tiver um empresário ou uma multinacional que queira investir capital ou recursos nesse modal, fica extremamente complicado. Entre a opção de instalar aqui ou instalar em Ourinhos, ele vai instalar em Ourinhos, porque, para o empresário, o valor de investimento é o mesmo, os benefícios que as prefeituras dão também são os mesmos e, aí, a região do Oeste Paulista fica estagnada com essa paralisação da ferrovia e os outros modais também não caminham”, relatou ao G1.
Sem ferrovia e hidrovia, o Oeste Paulista precisa recorrer à rodovia. “O transporte rodoviário, em termos de custo, é mais atraente no primeiro momento hoje, pelo que a ALL passa. Mas muda se a gente somar, por exemplo, que um vagão leva três carretas que passam na rodovia com uma máquina só queimando óleo diesel. É muito relevante esse tipo de situação”, declarou Dal Más.
Também foi ressaltado ao G1 pelo secretário o risco nas estradas. “Esses caminhões viajando dia e noite, todos os problemas que atravessam os motoristas, principalmente na época da safra. Então, sair com uma safra de Goiás [GO] para chegar em Paranaguá [PR] envolve muita coisa em termos de manutenção. Por exemplo, a cidade de Goiás hoje não tem estrada, porque não houve a conservação da última safra. Eles não têm estrada para trafegar em Goiás e nós estamos praticamente no meio do caminho da produção do oeste do Brasil até o litoral. A gente está transportando tudo de carreta, da origem até o ponto de exportação, sendo que a gente poderia usar metade rodoviário, desembarcar aqui em Presidente Epitácio e ir por ferrovia até o cais. Seria uma logística muito mais lógica, mais inteligente e muito mais viável”.
Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Movimentação no Porto de Presidente Epitácio
é prejudicada pela ferrovia parada
(Foto: Stephanie Fonseca/G1)
Por exemplo, nas estradas, principalmente na época de escoamento de safra, o número de acidentes aumenta muito e são vidas que estão sendo perdidas, porque não tem essa questão ferroviária, onde a segurança é muito maior no transporte, declarou, ainda, Dal Más ao G1. “São acidentes no transporte rodoviário, temos desgaste, o custo de conservação das malhas, porque as carretas têm limitação de carga, mas todo mundo sabe que eles não obedecem, mesmo porque o Estado não controla isso, a gente não tem balanças. Eles andam muito acima de 40 toneladas”.
Conforme declarou o secretário, “é triste” o prejuízo de conceder um patrimônio público para uma empresa multinacional que “paralisou” e “abandonou” a malha ferroviária, além de “não conservar”. “Então, na retomada deste patrimônio todo, terão vários investimentos para colocar a coisa para funcionar. Nesses anos de paralisação, os prejuízos foram em todos os nortes, inclusive o da tecnologia da malha que vai se aprimorando, da estrada que tem de acompanhar o desenvolvimento dos vagões de maiores portes, das bitolas usadas hoje internacionalmente. Então, isso tudo tem acontecido há 30 anos”, apontou ao G1.

A situação fica cada vez mais inviabilizada, segundo colocou o secretário de Economia, Planejamento e Meio Ambiente, pois a ferrovia da região tem uma “tecnologia de 30 atrás”. “Se você quiser pegar hoje equipamentos mais modernos, que consigam colocar o produto aqui de Epitácio em Paranaguá ou Santos, num tempo menor, que é o objetivo da logística, ganhar tempo e dinheiro, vai ficando difícil, porque você já tem de investir em equipamentos modernos e também preparar a malha para esses equipamentos modernos”, explicou.
Ferrovia na região de Presidente Prudente está desativada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Ferrovia na região de Presidente Prudente está
desativada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)
Paralisação total
Dal Más também salientou ao G1 que é "triste" constatar "esses 30 anos de paralisação”. Isto porque parou-se tudo: desenvolvimento, tecnologia e aumentou o grau de investimento necessário para transformar tudo isso viável. Além disso, existe “toda a pressão”, porque, nesse meio tempo, conforme o secretário, as empresas rodoviárias se desenvolveram, aumentaram suas frotas, e cresceram muito com a paralisação
“Mas, se jogar pelo contrário, ele [setor rodoviário] puxa a corda no sentido de que fique parado [o transporte ferroviário], porque, se hoje começar a inverter o percentual de cargas transportadas e vai diminuindo o transporte rodoviário, você mexe com o interesse dessa praça. E a gente fica nesse meio, esperando decisões”, afirmou o secretário de Economia, Planejamento e Meio Ambiente.
Todas as esperanças de reativação estão na Justiça. “Se o Poder Judiciário não entrar firme, será muito difícil. O poder econômico tem predominância, mas o Judiciário tem ferramentas para coibir isso e equilibrar para que a gente consiga o desenvolvimento da nossa região”, finalizou Dal Más ao G1.

Rumo ALL
Sobre a circulação de trens de carga em Presidente Epitácio, a empresa Rumo ALL ressaltou ao G1 que não há demandas ou propostas comerciais que viabilizem esse transporte. “Devido à falta de propostas solidamente viáveis para se firmar contratos de longo prazo, não há, desde 2014, uma meta estabelecida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o trecho em questão”.

Quanto ao Porto de Presidente Epitácio, a concessionária de ferrovias colocou que “pende ação ajuizada pela Prefeitura que requer, entre outros pedidos, a abstenção da exploração do local”.

“A companhia segue em busca de parcerias comerciais de longo prazo que viabilizem a utilização da ferrovia na região. Com essa finalidade, são realizados encontros com empresários e entidades de Presidente Prudente e cidades vizinhas. Durante as reuniões, busca-se a captação de cargas, analisando possíveis origens, destinos, fluxos e volumes de transporte para uma eventual contratação. No último seminário, realizado em novembro, foi acordado entre os presentes que serão realizadas visitas da equipe comercial da concessionária a cada um dos interessados no transporte ferroviário”, afirmou a Rumo ao G1, por meio de nota.
Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)Movimentação no Porto de Presidente Epitácio é prejudicada pela ferrovia parada (Foto: Stephanie Fonseca/G1)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Barra da Tijuca ganhará balsa que chegará ao Metrô

AUTOR: CAIO LOBO 

O secretário municipal dos transportes do Rio de Janeiro, Fernando Mac Dowell, disse ao jornal Extra que pretende criar uma linha de balsas ligando o Condomínio Península até a estação do metrô Jardim Oceânico através da Lagoa da Tijuca. De acordo com Fernando, o trajeto levaria 15 minutos para uma demanda de 9 mil passageiros por hora. A previsão é que o serviço comece a funcionar ainda neste ano.
“A região está mal cuidada, vamos tratar disso, mas ela é linda. O serviço, porém, não é para turismo, não. É para as pessoas se locomoverem no dia a dia. Assim, eu tiro os carros da rua e o trânsito na região, que é caótico, pode fluir melhor”, disse o secretário.
A intenção é que a rota tenha entre 6 e 7 paradas e fazer uma parceria público-privada.
A travessia será feita com embarcações do tipo hovercraft, que plana sobre a lâmina d’água através de hélices que inflam de ar uma saia de borracha, impulsionada por ventiladores (motor elétrico e silencioso). Sendo assim, não depende de profundidade e não possui calado, podendo passar por cima de qualquer superfície, seja aquática ou terrestre (tem a capacidade de subir até mesmo rampa de concreto).
Pode ultrapassar os 60km/h. Porém, esta velocidade não precisa ser usada na lagoa. Ainda assim, seria superior aos veículos que transitam na Avenida das Américas. A embarcação pode transportar mais de cem passageiros sentados.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Dilma afoga o Fantástico no Pedral do Lourenço

Governo conclui licitação para obras que garantirão navegabilidade do Rio Tocantins

publicado 18/02/2016
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Desgaste das pedras que dificultam navegação no Rio Tocantins (derrocamento) facilitará escoamento de grãos e minério de ferro do PA, MA, TO, GO e MT.
Em novembro de 2013, no quadro "Quem paga é você", o Fantástico, da Rede Globo, tentou provar que um erro de projeto para transporte fluvial gerou gastos bilionários no Pará.

O programa viajou por 5.700 quilômetros de rios para mostrar, nas palavras do repórter, "o que faz o transporte fluvial brasileiro encalhar".

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/11/erro-de-projeto-para-transporte-fluvial-gera-gastos-bilionarios-no-tocantins.html

 Á época, o Fantástico tentava provar que o Governo Dilma não construiu eclusas ao lado das barragens do rio Teles Pires, em Mato Grosso.

E que o Governo construiu as eclusas do rio Tucuruí, no Pará, sem tirar as pedras do caminho, o Pedral do Lourenço. Na reportagem, o jornalista chega a classificar as eclusas do Tucuruí como "faraônicas".

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/11/fantastico-o-brasil-e-uma-m-e-lula-um-farao

Pois na última terça-feira (16), a Presidenta Dilma Rousseff deu início às obras do Pedral do Lourenço.

Do Blog do Planalto:

Governo conclui licitação para obras que garantirão navegabilidade do Rio Tocantins

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou, na terça-feira (16), que a empresa DTA Engenharia venceu a licitação para elaborar os projetos básico, executivo e de ações ambientais necessários à viabilização da hidrovia do Rio Tocantins, entre Tucuruí e Marabá, no Pará. A obra permitirá a ligação fluvial entre o porto de Vila do Conde e Marabá, município já provido de modal ferroviário e rodoviário, o que possibilitará a interligação do porto com o centro do País.

O edital foi lançado pessoalmente pela presidenta Dilma Rousseff no dia 20 de março de 2014. A execução desta obra fará o derrocamento do Pedral do Lourenço, no estado do Pará, operação que consiste em desgastar as pedras que impedem a navegação de comboios de carga durante os meses em que o Rio Tocantins fica mais raso. Para o ministro Helder Barbalho, da Secretaria de Portos, o resultado da licitação mostra que a presidenta Dilma Rousseff cumpriu a promessa de dar início às obras do pedral, cujo edital de derrocamento foi lançado por ela mesma, em 20 de março de 2014.

“A obra é fruto do esforço coletivo do governo federal e permitirá a navegabilidade do Rio Tocantins durante todo o ano”, comemorou o ministro por meio de uma rede social. E destacou que esse trabalho envolve uma logística hidroviária que propiciará maior desenvolvimento econômico e geração de empregos.

“A obra não é importante apenas para o escoamento de grãos, mas permitirá a verticalização do minério de ferro”, ressaltou ainda. “Além disso, a hidrovia criará condições melhores para os futuros leilões no Brasil”.

Arco Norte
O Arco Norte é composto pelos portos situados nos estados do Amazonas (Itacoatiara), Bahia (Salvador e Ilhéus), Maranhão (Itaqui) e Pará (Santarém e Vila do Conde), todos acima do Paralelo 16° Sul. As exportações de soja e milho pelos portos do Arco Norte saltaram de 13 milhões de toneladas para 20 milhões de toneladas no acumulado de 2015, em comparação com 2014. Esse resultado representa um incremento de 54% no volume de escoamento de grãos pelos portos da região, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A tendência é que esse volume aumente ainda mais, especialmente com a entrada em operação de novos terminais portuários, principal objetivo dos leilões de arrendamento de seis áreas, todas no Pará, que acontecerão no mês que vem – dia 31 de março.

Navegação para Brasil, Europa e EUA
O Pedral do Lourenço possui 43 quilômetros de extensão e está localizado entre a Ilha do Bogéa e o município de Santa Terezinha do Tauri, no Pará. A obra vai viabilizar o tráfego contínuo de embarcações e comboios em um trecho de 500 quilômetros, que vai de Marabá (PA) a Vila do Conde (PA).

A navegabilidade da hidrovia do Tocantins vai facilitar o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, que têm o Porto de Vila do Conde e a região do baixo Amazonas como destino. O porto também está situado em local privilegiado, em relação ao mercado europeu e ao norte-americano, com uma rota de capacidade operacional estimada em 20 milhões de toneladas para o ano de 2025.

O empreendimento representa mais um passo em direção à mudança na matriz de transportes brasileira. Um comboio de 150 metros de comprimento, com capacidade de 6 mil toneladas, equivale a 172 carretas de 35 toneladas de capacidade. Entretanto, atualmente, apenas 5% da carga no País é transportada por hidrovias. O transporte aquaviário é mais econômico e sustentável, pois reduz custos e diminui a emissão de poluentes, aumentando a competitividade da produção brasileiro no exterior.

Confira outras medidas da presidenta Dilma para consolidar essa nova rota logística:

Nesta segunda-feira (15), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em mais uma ação para impulsionar o Arco Norte, lançou o edital chamando empresas privadas a promoverem estudos técnicos e de viabilidade para subsidiar a concessão e prever as obras que deverão ser realizadas na BR-163 no trecho que faltava para chegar até Santarém (trecho Santarém-entroncamento com a BR-230). Dessa forma, os grãos transportados de Mato Grosso por rodovia podem chegar até o Porto de Santarém.
Em 29 de dezembro, a ANTT abriu para audiência pública as minutas de edital e contrato para concessão da BR-163/230/MT-PA – trecho Sinop (MT) a Miritituba (PA).
Além disso, em janeiro foi divulgado que a ferrovia que liga Lucas do Rio Verde a Miritituba, no Pará, com previsão de R$ 9,9 bilhões, será leiloada neste ano.

Governo Federal deve viabilizar hidrovia no rio Tocantins


AUTOR: RENATO LOBO

viatrolebus

Foi concluída na quarta-feira (17) a licitação para obras que vão permitir o escoamento de cargas pela Hidrovia do Rio Tocantins. As obras são para derrocamento do Pedral do Lourenço, uma formação rochosa situada no rio. A empresa DTA Engenharia Limitada venceu a concorrência ao custo 7,15 por cento menor do que o inicial, representando uma economia de 40 milhões de reais. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.
A licitação para a obra foi lançada pela presidente Dilma Rousseff em março de 2014 e de lá para cá foi necessário relançar a disputa pela segunda vez.
Tratam-se de 43 quilômetros de pedra que, no período do verão, impedem a navegabilidade do rio Tocantis. A expectativa é que o eixo hidroviário seja viável nos 12 meses do ano em um trecho de 500 quilômetros entre Marabá e a Vila do Conde, em Barcarena. É esperado que o escoamento de produção agrícola, pecuária e mineral do Pará, Tocantins, Goiás e Mato Grosso seja feita pelo porto de Vila do Conde.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Egito prepara ampliação do Canal de Suez

An aerial port bow view of the aircraft carrier USS AMERICA (CV 66) during its transit through the canal.
ClippingNEWS-PAO Egito se prepara para ampliar seus horizontes econômicos. O objetivo é reduzir sua dependência da indústria do turismo, que tem como base as visitas a templos milenares e exuberantes, como as pirâmides de Queops, Quefren e Miquerinos, a Grande Esfinge de Gizé, no Cairo, e o Templo de Karnac, em Luxor, margeando o Rio Nilo.
Ao lado do Canal de Suez, o país está finalizando a construção de um novo canal de 72 quilômetros, que vai acelerar a passagem de navios entre o Mar Vermelho, na Ásia, e o Mar Mediterrâneo, na Europa. Para a inauguração deste mega projeto, em 6 de agosto próximo, o governo do Egito elaborou uma extensa programação, que deverá contar com a presença de vários líderes mundiais.
A ideia de melhorar a passagem de navios com um novo canal é antiga e vem desde a época do ex-presidente Osni Mubarak. No entanto, não foi levada adiante pois ele teve que abdicar do poder após uma rebelião vitoriosa, que começou em janeiro de 2011. Os que o sucederam também pretendiam desenvolver o projeto, mas saíram bem antes de começar a se organizar a empreitada. O mesmo ocorreu recentemente com o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Mursi, eleito legitimamente, mas que trilhou caminhos que não agradaram à maioria. Em pouco mais de um ano no poder, um golpe militar colocou fim a seu governo.
Em novas eleições, o militar Abdel Fattah El-Sisi teve a maioria dos votos. Al-Sisi está tentando recolocar o país nos eixos, como dizem os egípcios. E com o novo canal, os árabes sonham com mais empregos.
O atual presidente da Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês), o almirante Mohab Memeesh, garante que o país terminará as obras de escavação e drenagem do novo canal neste mês, precisamente no dia 15. Com isso, será possível inaugurar a nova ligação marítima no dia previsto.
Havia um certo ceticismo em relação à data de entrega, pois, a princípio, a obra levaria 36 meses para ser concluída. No entanto, o presidente Al-Sisi ordenou que ela fosse realizada em 12 meses por 17 empresas egípcias, sob a supervisão direta do exército.
Em seu discurso, em agosto passado, na cidade de Ismailia, entre o Cairo e Alexandria e às margens do Canal de Suez, Al-Sisi pediu a ajuda da população egípcia para que comprassem ações – as EPG 100, no valor aproximado de US$ 14 por unidade, que seriam adquiridas pelos moradores do Egito, e as EGP 715, de US$ 100 cada, para os que vivem no exterior. Este dinheiro serviria para pagar os custos do projeto, avaliado em US$ 4 bilhões na primeira fase, devendo alcançar US$ 12 bilhões ao término de sua totalidade. O apelo foi prontamente atendido e em apenas seis dias, o governo arrecadou cerca de US$ 8 bilhões.
Agilizar
O Canal de Suez mede 193 quilômetros de extensão. Foi projetado pelo francês Ferdinand Lesseps e inaugurado em 17 de novembro de 1869. Pelo tratado firmado com a França e, depois, com a Inglaterra, a exploração do canal ocorreria por 99 anos. O Egito receberia 15% do lucro líquido dos pedágios. A administração e o controle ficariam entre os franceses e ingleses.
O presidente Gamal Abdel Nasser, em 29 de outubro de 1956, rompeu o acordo e nacionalizou o canal. A decisão revoltou os estrangeiros e, em pouco tempo, começou uma guerra que matou milhares de civis. Em virtude das sangrentas batalhas, o canal ficou fechado por diversas vezes – a última, em 1967, com a Guerra dos Seis Dias, conflito entre Israel e a frente árabe formada por Egito, Jordânia e Síria. A passagem só foi reaberta para todas as nações em l975.
O Canal de Suez é o maior canal do mundo e, com a nova obra, será reduzido consideravelmente o tempo de espera dos navios para acessá-lo. De acordo com o almirante Mohab Mameesh, presidente da Autoridade do Canal, a segunda via “é muito mais do que uma nova hidrovia. Trata-se de um impressionante feito de engenharia”.
Atualmente, a passagem de um navio pelo canal leva 18 horas, a uma velocidade de 14 km/h. Ela cairá para 11 horas. E o tempo de espera das embarcações passará das atuais 11 para três horas.
Desde o início da construção do canal, já foram escavadas mais de 210 milhões de toneladas de areia.
O Canal de Suez está no centro da economia do Egito há mais de 150 anos. Sua ampliação tem como objetivo principal permitir a circulação nos dois sentidos e dobrar a atual capacidade diária de transporte, aumentando a receita anual de US$ 5,3 bilhões, neste ano, para US$ 13,2 bilhões até 2023. Neste contexto, acreditam as autoridades, ficará evidente a importância do canal como uma das principais rotas de comércio marítimo do mundo.
Dentro deste quadro, o novo canal é o embrião de um megaprojeto que se completa com a construção de uma área industrial ao longo da hidrovia, conhecida como Zona do Canal de Suez. Segundo as autoridades egípcias, a região será expandida com a vinda de empresas de produção e logística e ainda estaleiros de reparos. O empreendimento deverá atender 1,6 bilhão de clientes em todo o mundo e garantirá ao Egito oportunidades, investimentos e a geração de empregos para os próximos anos.
Para o almirante Mameesh, “o novo canal é um símbolo do novo Egito. É um dos projetos mais importantes realizados na história moderna do País”.
Para promover este fato histórico, o governo federal contratou um consórcio – que inclui a WPP, uma das maiores empresas globais de comunicação e marketing, e uma série de empresas locais do Egito – para a realização de uma abrangente campanha, com o objetivo de envolver o povo egípcio e contar a história do canal e o impacto da obra na região e no mundo.
FONTE: A Tribuna On-line/Luigi Bongiovanni

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A revitalização das hidrovias no Rio Grande do Sul

Há três décadas o Rio Grande do Sul contava com 1,2 mil quilômetros de áreas navegáveis. Mas esse espaço foi limitado para 758 quilômetros, ao longo dos anos, por conta do aumento de trechos assoreados e falta de políticas para o incentivo de instalações de empreendimentos às margens das lagoas e rios. 
 
Agora, o governo local procura revitalizar o transporte hidroviário com projeções de aumentar para 930 quilômetros as áreas navegáveis, quando a Hidrovia do Mercosul, que ligará Montevidéu à São Paulo, passando por dentro do estado, for concluída. O superintendente de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul, coronel Arlindo Bonete Pereira, convidado para a mesa de debates do Fórum Brasilianas "Indústria Naval", realizado na última quinta-feira em São Paulo, lembrou que o estado é privilegiado, pois todos os seus rios convergem para a Lagoa dos Patos, com 260 quilômetros de extensão, favorecendo o uso do modal hidroviário pelos setores industrial e agrário. 
 
O transporte hidroviário, além de menos poluente e menos fadado aos transtornos de circulação e acidentes como o rodoviário, tem maior capacidade de carga, observou o representante do estado. A efeito de comparação, a hidrovia que liga a Lagoa dos Patos até Taquari, tem condições de navegabilidade de navios com dez mil toneladas, “isso significa retirar 400 caminhões das estradas”, completou o superintendente. 
 
Em relação a capacidade dos portos e terminais, o coronel lembrou que todos reunidos hoje movimentam uma carga anual de seis milhões de toneladas. “Só o porto de Porto Alegre movimentou, em 2013, um milhão de toneladas, com a previsão de aumentar em 10% esse fluxo em 2014”, destacou. 
 

(Imagem do Superintendente Coronel Arlindo Bonete Pereira, Fotógrafo Pedro Garbellini)
Ele apresentou alguns projetos fechados e em andamento para atrair recursos da iniciativa privada na revitalizar de áreas hidroviárias do estado, dentre os quais o investimento da indústria offshore no Polo Guaíba, criado em janeiro deste ano; a utilização de áreas do porto de Porto Alegre pelas empresas Koch e Palfigir na montagem de guindastes, e pela MBS Engenharia na montagem de estruturas para plataformas da Petrobras. O estado também fechou contrato com empresas coreanas pesqueiras do alto mar na Argentina e Uruguai que precisarão usar um espaço no porto de Pelotas para fazer a higienização de suas embarcações, durante quatro meses do ano.  
 
“Nós temos disponibilidade de mais áreas para arrendamento e esperamos, através desses investimentos, incrementar as nossas hidrovias”, apontou o coronel, que destacou que o estado possui dragas que ficaram mais de dez anos sem manutenção. 
 
“Há dez anos o rio Gravataí não recebia o processo de dragagem. A Petrobras, que usa nossos rios, fez uma reclamação e neste ano começamos realizar a limpeza. Estamos tirando tanto material que as dragagens estão se estragando antes do tempo. Mas o que nós queremos é que os 758 quilômetros de hidrovias estejam em condições para as embarcações navegarem sem transtornos”, concluiu. O superintendente também anunciou no evento que o governo do Rio Grande do Sul está disposto a discutir parcerias público-privadas para a utilização de espaços hidroviários estatais e também do Estaleiro Naval de Triunfo.
 
 
 


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Caso saia do papel, transporte hidroviário aceitará bilhete único

marginal_pinheiros_foto_wanderley_celestino1O prefeito Fernando Haddad sancionou lei que prevê transporte hidroviário na cidade de São Paulo. Caso este projeto saia do papel, os barcos deverão aceitar o Bilhete Único e integrar-se com ônibus, metrô e trem.
O transporte de passageiros poderá ser feito por meio de veículo anfíbio, aerobarco e barco elétrico, entre outros.
A legislação abre caminho para que o sistema hidroviário de transporte possa ser implantado por meio de PPP, sem custo algum aos cofres municipais.
O autor da lei, o vereador Ricardo Nunes, diz que as represas Billings e Guarapiranga podem se beneficiar do novo projeto.
“Elas funcionam como vias paralelas à estrada do M’Boi Mirim [no caso, a Guarapiranga] e à avenida Belmira Marim [Billings]“, afirmou.
Ele conta que fez trajetos de barco em cerca de dez minutos -percursos que, normalmente, a população leva mais de uma hora para fazer

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estiagem reduz transporte por hidrovias e traz prejuízos à indústria

Na Tietê-Paraná, como parte da água foi direcionada para a geração de energia, empresas que usam a hidrovia passaram a escoar boa parte das mercadorias por ferrovias e rodovias.
Foto: João Henrique Bosco / Canal Rural
Foto: João Henrique Bosco / Canal Rural
A Eldorado, exportadora de celulose, interrompeu há um mês o escoamento de sua produção pela Hidrovia Tietê-Paraná para chegar até Santos (SP). “Não foi uma opção.
O calado estava muito baixo e não tínhamos como usar a hidrovia”, diz José Carlos Grubisich, presidente do grupo. A empresa utiliza o trecho de Três Lagoas (MS), onde está a fábrica, até Pederneiras (SP) por hidrovia, depois faz transbordo via ferrovia.
A celulose é apenas uma pequena parte das commodities que são transportadas por hidrovia. Os grãos ocupam a maioria das barcaças. São cerca de 6 milhões de toneladas de capacidade de produtos por ano. Mas, desde fevereiro, o escoamento pela Tietê-Paraná está comprometido pela estiagem.
Com a seca, a navegação pela hidrovia está restrita. As águas locais estão sendo direcionadas para a geração de energia. Os comboios reduziram de 21 para 7 unidades e a capacidade de transporte dessas unidades caiu de 6 mil toneladas habituais para algo entre 2 mil e 3 mil toneladas.
“Não há condições para navegação”, afirmaram fontes ao Estado. O calado está em 1,40 metro. O padrão, com os comboios, é de 2,70 metros.
A Caramuru Alimentos, maior processadora nacional de grãos, já notificou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Cesp por se sentir prejudicada por ter de desviar boa parte dos grãos para outros modais – ferrovia e rodovia – para garantir o transporte de seus produtos, afirmou César Borges, vice-presidente da empresa. O grupo está preparando uma cobrança judicial contra a Cesp por causa dos prejuízos, que estão sendo levantados.
A expectativa da companhia era escoar 1 milhão de toneladas de grãos este ano a partir de São Simão (GO) até Pederneiras (SP). Até abril, foram escoadas 130 mil toneladas, das 300 mil programadas para o período.
Procurada, a Cesp informou que as usinas que integram o sistema têm sua operação determinada pelo ONS. Essa operação leva em consideração todos os fatores considerados multiuso relacionados às usinas.
Custos
As discussões sobre o uso múltiplo das águas, desviadas para as usinas hidrelétricas para gerar energia, vão ganhar novos contornos nesta semana. “Pedimos ajuda para o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), interceder por nós em Brasília”, afirma Luiz Fernando Horta Siqueira, presidente do Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo (Sindasp).
“O prejuízo provocado pela paralisação do sistema às empresas que operam a hidrovia é estimado em mais de R$ 100 milhões até o momento, sem contar o descrédito que causa ao modal hidroviário com os embarcadores.”
Uma das maiores empresas que operam as embarcações, a DNP Indústria e Navegação, que também esteve na mesma reunião com Perillo, já fez as notificações aos órgãos do governo federal.
“Cada comboio que não desce coloca nas estradas cerca de 200 caminhões. Os custos com frete chegam a ser de quatro a seis vezes mais caros. A tonelada embarcada por hidrovia gira entre R$ 40 a R$ 60, dependendo da carga. Por caminhão, varia de R$ 140 a R$ 200″, diz Nelson Michielin, presidente da companhia.
Indústria
Não é apenas o transporte de mercadorias que fica prejudicado pelo baixo nível dos rios – processos industriais também são afetados. A Rhodia paralisou uma de suas unidades em Paulínia (SP) por 14 dias. A interrupção ocorreu entre os dias 6 e 20 de fevereiro na unidade que produz materiais para a cadeia do náilon.
O complexo da Rhodia em Paulínia opera 20 fábricas. A unidade afetada tem um processo produtivo específico em que capta água do Rio Atibaia para usar em sistemas de resfriamento de caldeiras, explicou um porta-voz da empresa.
Em razão da baixíssima vazão do Atibaia, a Rhodia foi obrigada a parar essa unidade – os 122 empregados foram deslocados para outras atividades. A empresa teve de importar produtos para não comprometer contratos.
“Essa situação toda coloca o setor em estado de alerta. Só para ter uma ideia, um apagão de dois a três minutos significa três dias de fábrica parada”, afirma Fernando Figueiredo, da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).
Para Carlos Cavalcanti, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a iminência de racionamento de água é mais presente na cidade de São Paulo.
“Boa parte do abastecimento na cidade é pelo sistema Cantareira. O que dizer para as indústrias de alimentos e bebidas que vão utilizar volume morto? Qual a qualidade dessa água?”
Segundo ele, indústrias cimenteiras, de cerâmica e metalurgia serão altamente afetadas pelo racionamento. “O que mais assusta é que você não sabe quando isso vai ocorrer, se antes ou depois das eleições.”
No caso das cimenteiras, segundo José Otávio Carneiro de Carvalho, do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento, a falta de água vai afetar diretamente a construção civil.
Fonte:  O Estado de S.Paulo, Por Mônica Scaramuzzo

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Falta de água pode paralisar hidrovia Tietê-Paraná


A hidrovia Tietê-Paraná chega ao nível mínimo permitido para navegação dos comboios de grandes barcaças e poderá parar nos próximos dias se não houver oferta de água para navegação. A hidrovia transporta 6 milhões de produtos/ano, entre eles celulose, madeira e etanol, mas principalmente a produção da safra recorde de soja de Mato Grosso e Goiás e destinada ao Porto de Santos.

De acordo com o Departamento Hidroviário (DH), responsável pelo gerenciamento da hidrovia no Estado de São Paulo, se a usina de Três Irmãos continuar a consumir água para geração de energia no mesmo ritmo da semana passada, o nível de água no Rio Tietê será insuficiente para a navegação das embarcações no trecho da hidrovia na usina de Nova Avanhandava, em Buritama (SP).

O trecho é o mais crítico entre os reservatórios de Três Irmãos e Nova Avanhandava, que estão com 32% e 31% da capacidade. No feriadão, dois comboios da Louis Dreyfus Commodities (LCD), com 8 mil toneladas de soja, ficaram encalhados e outros cinco, de outras operadoras, com mais de 20 mil toneladas de soja, tiveram de esperar até dois dias.

O encalhe ocorreu por erro de rota e a espera foi determinada pela Marinha porque o nível do rio não permitia a passagem pela eclusa de Nova Avanhandava. O problema só foi solucionado domingo, com a adoção da chamada "onda de vazão", operação especial que consiste em turbinar a geração de energia em Nova Avanhandava e reduzir a captação em Três Irmãos, aumentando o nível do rio e possibilitando a navegação.

O Departamento Hidroviário emitiu comunicado extraoficial aos operadores da hidrovia informando que a partir de amanhã o calado para navegação será reduzido de 2,30 metros para 2,20 metros. E os 2,20 metros só serão possíveis, no trecho de Nova Avanhandava, com as ondas de vazão. Por isso, a expectativa de que os comboios voltem a ficar parados são grandes. "Vamos reduzir para 2,20 metros, que é o mínimo permitido. Abaixo disso, a navegação vai ser paralisada, o que pode ocorrer nos próximos dias", disse Tércio Casemiro Carvalho, diretor do DH.

Com a nova redução, para 2,20 metros, as operadoras, que já tinham reduzido em 30% o volume de cargas nas embarcações, terão de reduzir ainda mais. Os comboios transportam em média 6 mil toneladas, mas com a queda do calado de 2,90 para 2,30 metros passaram a transportar 4,2 mil toneladas.

De acordo com o DH, com a redução do volume de soja transportado na hidrovia, cerca de 140 mil caminhões são colocados a mais por dia para transportar a soja até o Porto de Santos. O preço da tonelada pela hidrovia gira em torno de R$ 40 a R$ 45, enquanto de caminhão não sai por menos de R$ 130 e pode atingir, nesta época de safra, até R$ 400 ou R$ 500.

Segundo Carvalho, a redução do calado não resolverá o problema se a geração de energia continuar no mesmo ritmo em Três Irmãos. "O problema é que a água que falta para navegação é usada para gerar energia", disse. "E, se continuar desse jeito, a hidrovia vai parar, não tenho dúvidas." O Departamento Hidroviário tenta achar uma saída com o Operador Nacional do Sistema (NOS) para que a geração de energia seja reduzida.
Fonte:Portal Logweb

sábado, 26 de abril de 2014

Dilma inaugura nova rota da soja pelo Pará. E por hidrovia.



Isso o Jornal Nacional esconde e a gente mostra.

No Pará a presidenta Dilma inaugurou o complexo portuário Miritituba-Barcarena, envolvendo estação de transbordo para hidrovia e porto para exportação.

É uma nova rota para escoar a produção de grãos do centro-oeste, desafogando os portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR), e reduzindo mil quilômetros de transporte por caminhão.

Agora os caminhões podem subir ao norte até Itaituba pela BR-163 e fazer o transbordo da soja e do milho para as barcaças. O transporte hidroviário desce o Rio Tapajós até Barcarena (PA), porto muito mais próximo de destinos como Europa e China.

Uma obra dessa importância para o desenvolvimento e quase ninguém noticiou. No novelão tucano chamado Jornal Nacional, que odeia dar notícias sobre a prosperidade nacional, nem pensar.

Na visita, ela também participou da formatura de alunos do Pronatec, e entregou máquinas do PAC para prefeituras fazerem pequenas obras e manterem estradas vicinais de forma a escoar a produção da agricultura familiar.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Brasil abre nova rota para escoamento de soja pelo Norte

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O Brasil inaugura nesta sexta-feira um terminal de embarques de grãos na cidade de Barcarena, no Pará, abrindo uma nova rota de escoamento de produtos agrícolas que utiliza a BR-163 e os rios Tapajós e Amazonas.
A operação do novo corredor logístico começa por um terminal da Bunge, mas diversas empresas já investem na região com o objetivo de elevar a sua competitividade na exportação de soja e milho, já que o sistema promete reduzir custos da cadeia produtiva.
Conheça mais detalhes da nova rota:
* O terminal de Barcarena, na região metropolitana de Belém, no Pará, receberá barcaças fluviais e caminhões com soja e milho, viabilizando a exportação por um caminho mais curto para a Ásia e a Europa.
* A capacidade de escoamento da Bunge (terceira maior empresa exportadora do Brasil) neste novo complexo logístico ainda em 2014 é de até 2,5 milhões de toneladas de grãos. Nos próximos anos, operando com capacidade total, a empresa deverá exportar por lá 4 milhões de toneladas por ano.
* Os grãos serão originados no norte de Mato Grosso, principal região produtora do país, e seguirão rumo ao norte, cruzando o Pará pela BR-163, até um terminal de transbordo no distrito de Miritituba, município de Itaituba, onde o produto será embarcado em balsas.
* As balsas farão o transporte entre Miritituba e Barcarena percorrendo mais de 1.000 quilômetros pelos rios Tapajós e Amazonas.
* O terminal de Barcarena tem capacidade estática para armazenar 150 mil toneladas de grãos, ou cerca de 2,5 navios Panamax de aproximadamente 65 mil toneladas (categoria máxima que os canais da região podem receber no momento).
* A Bunge investiu 700 milhões de reais no complexo Miritituba-Barcarena.
* Até o final de 2015, a Bunge estima que Barcarena será seu segundo maior terminal exportador no Brasil.
* O terminal de Barcarena receberá 85 por cento dos grãos por barcaças e 15 por cento por caminhões.
* Cada comboio que faz o trajeto entre Miritituba e Barcarena tem 20 barcaças, em uma capacidade total de 40 mil toneladas de grãos, equivalentes a 1.000 caminhões.
* O terminal de Barcarena deverá dar prioridade para exportação de soja no primeiro semestre de cada ano e abrir espaço para milho ao final do ano, no momento em que o Brasil colhe a segunda safra do cereal.
* Os caminhões que sairão do norte de Mato Grosso até Miritituba percorrerão aproximadamente 1.000 quilômetros pela BR-163. Para levar a mesma carga até os portos de Santos e Paranaguá, no litoral Sul-Sudeste do país, o trecho rodoviário ultrapassa 2.200 quilômetros.
* O Movimento Pró-Logísitica, dos produtores rurais de Mato Grosso, estima que a redução do trecho percorrido de caminhão (modal mais caro) e o uso de hidrovias (mais barato) trará uma economia de 34 por cento para o frete entre as fazendas e os portos.
* Quando a ampliação do Canal do Panamá estiver concluída, possivelmente em 2015, terminais na região de Barcarena, também conhecida como Vila do Conde, serão os com a menor distância entre Brasil e China (20.100 km). O porto também estará mais próximo da Europa (7.750 km) do que os do Sudeste, permitindo uma economia adicional com frete marítimo.
* A BR-163, peça fundamental, do novo corredor logístico, foi inaugurada na década de 1970, mas não chegou a ser asfaltada. O trabalho de pavimentação está em andamento há cinco anos, com prazo de entrega sucessivamente postergado. A previsão mais recente do governo federal é de conclusão em 2015. As condições ainda ruins da rodovia dificultam o uso mais amplo da rota pelas empresas exportadoras.
* Pelo menos sete empresas já compraram terreno ou manifestaram interesse de instalar terminais de transbordo às margens do Tapajós, em Miritituba. A previsão da associação que reúne os terminais da região é inaugurar praticamente uma nova unidade por ano no distrito.
Fonte: Reuters, Por Gustavo Bonato