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quinta-feira, 23 de março de 2017

BYD vai inaugurar fábrica de chassi de ônibus e de painéis solares em Campinas

Unidades da BYD, ainda com carroceria importada, operam comercialmente em Campinas

Investimentos serão de R$ 150 milhões e devem ser gerados 300 novos postos de trabalho
ADAMO BAZANI
A BYD vai inaugurar no próximo dia 6 de abril de 2017 uma fábrica de chassis de ônibus elétricos e outra de painéis solares fotovoltaicos em Campinas, no interior de São Paulo.
A empresa já está instalada desde 2015 na cidade e agora amplia a atuação.
Em relação aos ônibus, a companhia até então monta os equipamentos importados da China, país de origem da empresa.
Com a linha, os chassis passam a ser produzidos com maior nível de nacionalização.
De acordo com o diretor de relações governamentais e marketing da BYD Brasil, Adalberto Maluf, ao Diário do Transporte, inicialmente serão produzidos chassis para os modelos K7 (midi) e K9 (convencional, de 12 metros).
Numa segunda etapa, ainda de acordo com o executivo, devem ser fabricados os modelos K10 (15m – três eixos) e K11 (18.9m – articulado).
Os veículos devem receber carrocerias nacionais.
Já existem unidades em operação comercial dos ônibus da BYD, em Campinas, e foram realizados testes e apresentações em diversas cidades brasileiras, como Tocantins, Rio de Janeiro, Hortolândia, Sorocaba, Piracicaba, Fazenda Rio Grande, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, entre outras, e também no Distrito Federal.
Já em relação aos painéis solares fotovoltaicos, a BYD informou que a planta terá capacidade de produção de 200 MW por ano, o suficiente para suprir cerca de 10% do consumo de uma cidade como Campinas, que possui, segundo o IBGE, população estimada em 1 milhão 173 mil 370 pessoas.
Para as plantas, o investimento foi de R$ 150 milhões e com a geração de 300 empregos diretos.
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, deve comparecer à inauguração.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Mobilidade Urbana pode salvar futuras gerações: Poluição mata 1,7 milhão de crianças por ano no Mundo

onibusOMS indica que modelo de Curitiba e região deve ser seguido.

No Brasil, a taxa é de 41 mortes de crianças com menos de cinco anos para cada 100 mil nascimentos, segundo OMS
ADAMO BAZANI
Diário do Transporte
A poluição do ar tem comprometido as futuras gerações, agora.
É o que mostram dois estudos da Organização Mundial da Saúde – OMS, divulgados nesta semana.
De acordo com os levantamentos, 1,7 milhão de crianças em todo o mundo morrem por ano, em média, por problemas ocasionados ou agravados pela poluição. No total, morreram 5,2 milhões de crianças por diversas causas.
No Brasil, ainda de acordo com a OMS, os números são altos. Morrem, em média, 41 crianças a cada 100 mil habitantes por causa da poluição.
Entre as causas, estão a falta de saneamento básico, descarte irregular do lixo, que contamina solo e água, e a poluição do ar, em especial provocada pelo excesso de veículos automotores.
Denominados “Herdando um mundo sustentável: Atlas sobre a saúde das crianças e o meio ambiente” e “Não polua o meu futuro! O impacto do meio ambiente na saúde das crianças”, os levantamentos mostram que as doenças mais comuns de causa de morte são respiratórias, como pneumonia, que responderam por 15,5% das mortes de crianças até 5 anos de idade em 2015. São cerca de 570 mil crianças mortas por problemas respiratórios.
Diarreia e Malária são outras das principais enfermidades relacionadas à poluição.
MOBILIDADE URBANA:
Os investimentos em mobilidade urbana, ampliando a oferta de transporte coletivo, são considerados pela OMS essenciais para a preservação das futuras gerações.
Corredores de ônibus, implantação de ônibus não poluentes, como trólebus e elétricos a bateria, e ampliação das malhas de trens pesados e metrô, estão entre as soluções.
O relatório da OMS, “Não polua o meu futuro! O impacto do meio ambiente na saúde das crianças”, cita como exemplo a ser seguido no Brasil, Curitiba.
A capital paranaense, desde 1974, investiu em transporte por ônibus em corredores. Segundo o relatório, isso trouxe um impacto positivo para vida humana e meio ambiente.
“Apesar da população de Curitiba ter quintuplicado nos últimos 50 anos, a qualidade do ar em Curitiba é melhor do que em muitas outras cidades com crescimento rápido”, mostra parte do trabalho da OMS, que ainda diz que os índices da capital paranaense são próximos aos níveis indicados pelo órgão.
Numa PMI – Proposição de Manifestação de Interesse da iniciativa privada, feito pela prefeitura, a proposta aprovada prevê a ampliação dos BRTs (corredores de ônibus) com veículos menos poluentes.
Denominado de CIVI – City Vehicle Interconnect, o projeto deve contar com ônibus híbridos e, posteriormente, elétricos puros, e é de iniciativa de um consórcio formado pela Associação Metrocard, que reúne as empresas de ônibus da região metropolitana de Curitiba, da Nórdica, representante da montadora Volvo, e da construtora Cesbe S.A. – Engenharia e Empreendimentos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Estudo do Greenpeace mostra que SP já poderia cumprir Lei de Mudanças Climáticas se quisesse

Diário do Transporte

Confira o estudo na íntegra:
Um extenso relatório com dados técnicos elaborados pelo Greenpeace, ao qual o Diário do Transporte teve acesso na íntegra, mostra que a cidade de São Paulo poderia cumprir sim a lei 14.933, de 5 de junho de 2009, chamada de Lei de Mudanças Climáticas que, entre outros aspectos, determina que até 2018 nenhum ônibus em São Paulo dependa exclusivamente de óleo diesel para se movimentar. Mas para isso, conclui o estudo, a lei deveria ter sido levada a sério desde o início.
Desde a promulgação da lei em 2009, 10% da frota deveriam ser trocados até 100% em 2018. No entanto, São Paulo tem menos de 300 ônibus de fato pouco poluentes ou com poluição zero, incluindo os 201 trólebus, de uma frota total de 14.782 veículos.
A alegação do poder público e das empresas de ônibus é que não haveria tempo hábil e capacidade industrial para atender a legislação.
Mas com base nos números apresentados pelas fabricantes e em pesquisas sobre outros sistemas, inclusive internacionais, o Greenpeace diz que São Paulo está muito atrasada em relação aos veículos limpos e ao cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas.
Se todo o percentual previsto para 2018 não fosse alcançado, se a lei fosse considerada, pelo menos uma grande parte da determinação já poderia ter sido atendida.
Veja um dos trechos da conclusão do relatório:
“A viabilidade técnica de substituir o óleo diesel por combustíveis renováveis na frota de ônibus de São Paulo é comprovada desde 2009, quando a cidade foi pioneira em estabelecer sua lei municipal de clima. O percentual de 10% ao ano para a transição dos combustíveis foi determinado a partir de diversos pareceres técnicos. Essa obrigação legal, no entanto, vem sendo negligenciada e postergada pelas empresas concessionárias do setor de transporte com a conivência do poder público municipal sob a justificativa de inviabilidade técnica. Não podemos mais aceitar esses argumentos. Como demonstrado ao longo deste relatório, a transição para combustíveis renováveis é um importante vetor de desenvolvimento econômico, estímulo à inovação e promoção da saúde no espaço urbano. Mesmo seu custo inicial de implementação, um investimento necessário ao bem-estar da população, torna-se viável a partir de medidas como o leasing, além de ser amenizado ou mesmo revertido com o passar do tempo. A transição se torna ainda mais imperativa após a ratificação do Acordo de Paris, no qual o Brasil estabeleceu o compromisso de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% até 2025 (tendo como referência o ano base de 2005). Por representar 46% das emissões totais de energia, o setor de transporte é parte fundamental de qualquer estratégia de mitigação, além de ser o que mais cresce em emissões e possuir altíssimo impacto na saúde da população, especialmente em grandes cidades. Diante de uma exigência legal existente desde 2009, de amplo conhecimento do setor, e que já estabelecia um processo gradual de adaptação às empresas concessionárias, não é aceitável considerar qualquer possibilidade de anistia àquelas que não cumprirem a meta de substituir totalmente o diesel em seus veículos até 2018.”
SISTEMA MAIS BARATO:
O relatório também mostra que o cumprimento da Lei de Mudanças Climáticas poderia fazer com que o sistema de transporte de São Paulo fosse mais barato Hoje uma das grandes discussões é justamente o alto custo que não é coberto pelas tarifas e que necessita de subsídios, somente neste ano vão ultrapassar R$ 2,39 bilhões, valor que poderia ser investido em outras áreas carentes da cidade, como saúde educação, ou mesmo no transporte, como para a construção de corredores de ônibus.
Em um dos gráficos, já levando em conta os modelos disponíveis no mercado, o Greenpeace mostra que o custo global de alguns veículos seria menor, como o modelo Híbrido BR, da Eletra e o elétrico puro da BYD
CAPACIDADE INDUSTRIAL:
Outro argumento utilizado para defender a não implantação dos ônibus elétricos ou com outras formas de tração menos poluentes é que a indústria não teria capacidade de atender à demanda da capital paulista.
O Greenpeace entrou em contato com as três maiores fabricantes destes modelos: a chinesa BYD, instalada em Campinas, a Volvo, em Curitiba, e Eletra, em São Bernardo do Campo.
Segundo os técnicos da organização em prol do meio ambiente, com base nos dados apresentados, São Paulo poderia agora estipular um programa ousado, porém realista, para que os ônibus fossem menos poluentes.
Tais números demonstram que os argumentos apontados pela SPTrans para não implementar uma política de substituição dos veículos que usam combustível fóssil são questionáveis e precisam ser mais bem avaliados. Os fabricantes garantem que há vantagens econômicas implicadas na compra de seus produtos, além de todas as melhorias que isso proporcionaria ao meio ambiente e aos usuários dos serviços. E pelo que pudemos comprovar, essas vantagens são bastante relevantes.
Segundo Ayrton Amaral, a fábrica da Volvo está pronta para produzir cerca de 600 unidades do modelo Híbrido Volvo por ano. Esse número poderia ser ainda maior se a demanda justificasse a nacionalização de componentes que hoje são importados. Possivelmente, a produção saltaria para 1 mil veículos/ano, o que significaria a contratação de 100 novos funcionários. Havendo a devida demanda, a empresa brasileira Eletra assegura que, em até 10 meses, é capaz de produzir 2.400 veículos anualmente. Para viabilizar o aumento de produção, Iêda Oliveira afirma que seriam necessários 550 novos funcionários. Ela lembra ainda que esses números se referem apenas a empregos diretos e, sendo a Eletra uma fábrica que está na ponta da cadeia produtiva, já que integra partes produzidas por outras indústrias, o número seria muito maior, ao contabilizar o restante da cadeia.
Já a BYD tem capacidade de produzir 500 unidades por ano. A previsão é de que, se houver a quantidade de pedidos que a empresa espera receber nos próximos anos, seja possível aumentar a produção para 2 mil veículos anuais. Para isso, a fábrica poderia incorporar 1.400 novos funcionários à sua planta.
Adamo Bazani, jornalista especializado

Microfloresta Urbana Zumbi dos Palmares- TodaVida

 ANTP

Quando pensamos no desenvolvimento das cidades, a colaboração entre os diversos atores sociais que compõem o espaço urbano é essencial para tornarmos nossas comunidades mais resilientes. As grandes ilhas de calor em áreas centrais e a poluição do ar são um enorme problema. Com esse foco, a Associação TodaVida (ONG) mobilizou profissionais de diversas áreas, que estão trabalhando de forma voluntária, para entregar à comunidade a primeira Microfloresta Urbana do RS.
 500 mudas de árvores nativas serão plantadas em uma área de 120 m², em pleno centro de Porto Alegre, além de um espaço de convivência de 170 m².  O local escolhido é largamente utilizado pela população nos dias de feira livre e em manifestações, porém em outros dias serve de estacionamento.  
As microflorestas urbanas utilizam uma metodologia desenvolvida pelo professor emérito da Universidade Nacional de Yokohama e diretor do Centro Japonês de Estudos Internacionais de Ecologia, Dr Akira Miyawaki. Com eficiência comprovada em mais de 3000 florestas criadas em todo mundo, a técnica acelera o processo de crescimento e formação de florestas de 10 a 20 vezes, melhora em até 30 vezes a absorção de compostos orgânicos voláteis (VOCs) e CO², aumenta a biodiversidade pois é orgânica e em 3 anos fica livre de manutenção. 
Na área destinada à convivência haverá uma uma cisterna para captação da água da chuva que fará a irrigação da microfloresta quando necessário e está sendo negociada com a Ecotelhado. Uma árvore solar da LLBC e OZ Engenharia, também instalada nesta área, iluminará o espaço, terá as funções de controlar a umidade do solo, movimentar a bomba para irrigação, além de sonorização para eventos e carga de celulares. Uma estátua em homenageando ao Zumbi dos Palmares será confeccionada pela artista plástica Arminda Lopes.  
Para que este projeto seja completamente viável, a Associação TodaVida e parceiros criaram uma campanha de crowdfunding através do site https://www.kickante.com.br/campanhas/microfloresta-urbana-todavida. Convidam a comunidade porto-alegrense a tomar parte nesta ação comunitária, que pretendem seja a primeira de muitas para tornar nossa cidade mais saudável e com a participação de todos os cidadãos.  
Saiba mais sobre este projeto: https://www.facebook.com/MicroflorestaUrbana

Eng. Ligia Miranda - Presidente da Associação TodaVidaTelefone 55-51-99571167

Articulado da BYD deve rodar em São Paulo

Diário do Transporte

RENATO LOBO
São Paulo pode ter em operação o primeiro ônibus elétrico articulado da BYD. A Chinesa está presente na FetransRio, feira especializada do setor de transporte no Rio de Janeiro.
A informação foi revelada por funcionários da empresa. O veículo foi desenvolvido com especificações técnicas da São Paulo Transportes – SPTrans, e operava em uma linha na região Metropolitana de Curitiba.
A autonomia do ônibus é em torno de 250 quilômetros, suficiente para realizar oito viagens por dia. Outros dois ônibus da BYD rodaram na capital paulista em carácter experimental, entre eles um de 15 metros pela empresa Santa Brigida. Outro de 12 metros já foi testado pelas empresas Ambiental Transportes e Gato Preto.
Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Justiça proíbe licenciamento em novos corredores de ônibus e em monotrilhos

ônibus
Ônibus em São Paulo. Decisão da Justiça sobre licença ambiental pode atrasar novos corredores de ônibus e monotrilho. Enquanto isso, táxis são liberados mesmo sem passageiros à noite nos corredores. Foto: Adamo Bazani
Justiça proíbe prefeitura de realizar obras de novos corredores de ônibus e licenciar monotrilhos
Enquanto isso, Haddad libera táxis sem passageiros nos espaços durante a madrugada
ADAMO BAZANI – CBN
Uma decisão de segunda instância do desembargador Alexandre Jorge Carneiro da Cunha Filho, do Tribunal de Justiça de São Paulo, pode atrasar a construção de corredores, garagens e terminais de ônibus e das linhas 15 Prata e 17 Ouro do Monotrilho.
Há 15 dias aproximadamente, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente não emite mais qualquer licenciamento.
A prefeitura deve recorrer no STJ – Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.
A decisão judicial atende ação do Ministério Público Estadual que contesta convênio entre prefeitura de São Paulo e Governo do Estado firmado em 2001 para a descentralização de concessão de licenças ambientais, com base na Resolução 237/97 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Pela resolução, prefeitura e Cetesb – órgão estadual – entraram num acordo para que os licenciamentos de intervenções dentro da cidade sejam concedidos pelo poder público municipal.
O Ministério Público Estadual entende que a Resolução é inconstitucional e que mesmo dentro de São Paulo, as obras podem trazer impactos em outros municípios. Sendo assim, no entendimento do Ministério Público, os licenciamentos devem ser emitidos pelo Estado.
O jornal O Estado de São Paulo enumerou algumas obras de mobilidade que podem ser afetadas pela decisão estão:
Corredores de ônibus: Capão Redondo/ Campo Limpo/ Vila Sônia, Belmira Marin, Itaquera -Harry Dannenberg-São Teodoro, Leste 1, Leste 2, Sul 1, Sul 2, Itapecerica, Agamenon/Baronesa.
Monotrilho: Lina 15 Prata, Linha 17 Ouro
Terminais e Garagens de Ônibus: Terminal Baronesa, Terminal Pinheiros, Gato Preto, Terminal Anhanguera, Terminal Jardim Ângela e Terminal Parelheiros
Prefeitura e Ministério Público devem realizar audiência na Justiça sobre o assunto. O MPE acusou a prefeitura de descumprir a determinação judicial.
TÁXIS LIBERADOS EM CORREDORES DURANTE A MADRUGADA:
Enquanto as novas obras para o transporte público podem atrasar, a Prefeitura de São Paulo flexibilizou ainda mais o uso dos corredores de ônibus pelos táxis na Capital Paulista.
De acordo com portaria na edição de sábado passado do Diário Oficial do Município, agora os táxis estão autorizados a circular em passageiros nos corredores de ônibus à esquerda da via, de segunda a sexta-feira, das 20 horas às 06 horas.
Nos demais horários, os táxis só podem circular nos corredores de ônibus com passageiros menos nos horários de pico do transporte coletivo, das 06h às 09h e das 16h às 20h, quando a proibição é total. Durante o dia, também é proibida a circulação sem passageiros.
Estudos da CET, da SPTrans e de uma empresa independente mostram que a presença dos táxis nos corredores reduz em média 28% a velocidade dos ônibus nos espaços que deveriam ser exclusivos.
Pelo Ministério Público de São Paulo, os táxis seriam proibidos de circular durante todo o dia, mas a prefeitura cedeu a pressão de vereadores ligados a sindicatos de taxistas.
Além de proibir somente em horários de pico a circulação nos corredores, a gestão Haddad liberou durante todo o dia os táxis nas faixas de ônibus à direita nas seguintes vias: “Marginal do Rio Tietê, a Marginal do Rio Pinheiros, no corredor Norte-Sul – formado pelas avenidas Santos Dumont, Tiradentes, Prestes Maia, 23 de Maio, Rubem Berta, Moreira Guimarães, Washington Luís e Interlagos –, e também a avenida Indianópolis, avenida Sumaré e avenida Corifeu de Azevedo Marques”
Ainda sobre os táxis sem passageiros, a portaria prevê que os veículos também podem trafegar pelos corredores aos finais de semana também.
A autorização vale para os corredores Pirituba-Lapa-Centro, o Inajar de Souza-Rio Branco-Centro, o Campo Limpo-Rebouças-Centro, o Santo-Amaro-Nove de Julho-Centro, o Jardim Ângela-Guarapiranga-Santo Amaro, o Capelinha-Ibirapuera-Centro, o Parelheiros-Rio Bonito-Santo Amaro, o Itapecerica-João Dias-Centro e o Paes de Barros.
A exceção é o corredor Expresso Tiradentes, realmente segregado para transportes públicos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

OMS CLASSIFICA POLUIÇÃO DO AR CAUSADA PELOS CARROS COMO CANCERÍGENA

Viatrolebus

por Renato Lobo

 problema do trânsito nas cidades não é meramente as pessoas perderem tempo paradas nas longas filas. É de saúde pública. O tema é tão sério que a Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou nesta quinta-feira (17) que a classificação da poluição do ar exterior como cancerígena, de acordo com a AFP.

“O ar que respiramos tem sido contaminado por uma mistura de substâncias que provoca câncer”, disse Kurt Straif, chefe da seção de monografias da IARC. “Agora sabemos que a contaminação do ar exterior não apenas é um risco maior para a saúde em geral, mas também uma causa ambiental de mortes por câncer”.
“Os especialistas concluíram que existem provas suficientes de que a exposição à poluição do ar provoca câncer de pulmão. Também notaram uma associação com um risco maior de câncer de bexiga”, destacou a IARC em um comunicado.
Apesar das concentrações de poluentes variar dependendo da região, a agência destacou que suas conclusões se aplicam a todas as regiões do mundo. Os dados mais recentes da agência mostram que, em 2010, mais de 223 mil pessoas morreram de câncer de pulmão relacionado à poluição do ar.
De acordo com uma nota divulgada após uma semana de reuniões entre especialistas que revisaram a literatura científica mais recente, a IARC disse que a poluição atmosférica ao ar livre e o material particulado – um importante componente da poluição – devem passar a ser classificados como agentes carcinogênicos do Grupo 1, de acordo com informações da Agência Reuters.
Essa classificação abrange mais de cem outros agentes cancerígenos conhecidos, como o amianto, o plutônio, a poeira de sílica, a radiação ultravioleta e o cigarro.
Dana Loomis, subdiretora da seção é categórica: “Os resultados dos estudos revistos apontam na mesma direção: o risco de desenvolver câncer de pulmão é significativamente maior em pessoas expostas à poluição atmosférica.”
Quem é o maior vilão?
De acordo com o levantamento “Mobilidade Urbana e Poluição do Ar”, grande parte da poluição do ar é produzida pelos veículos. Segundo os pesquisadores envolvidos no estudo, investimentos em sistemas de transporte coletivo de qualidade poderiam contribuir (e muito) para a redução no número de mortos no Estado em decorrência da poluição do ar.
Com as informações de G1 e Épocasp_poluicao_ar

sexta-feira, 17 de maio de 2013

São Paulo perde entre R$ 30 e R$ 40 bilhões por ano por causa do trânsito


por 

transito
Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que os custos do trânsito para o bolso do paulistano pode chegar entre 30 bilhões e 40 bilhões de reais. Quase um terço do combustível dos carros é queimado a toa, nos congestionamentos. Especialistas indicam intervenções com resultados rápidos, como corredores de ônibus para combaterem os problemas. Foto: Agência Estado
Trânsito pesa no bolso do cidadão, pelo menos entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões ao ano
Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que modelo de mobilidade que prioriza os carros além prejudicar a qualidade de vida , não é inteligente do ponto de vista econômico
ADAMO BAZANI – CBN
Persistir nas políticas públicas que priorizam o transporte individual não só prejudica a qualidade de vida dos cidadãos, mas do ponto de vista econômico não é nada inteligente.
O que parece óbvio foi demonstrado em números por um estudo da Fundação Getúlio Vargas. Os dados são impressionantes e mostram que se o poder público, em suas diversas esferas, não priorizar os transportes coletivos, os cidadãos continuarão, pelos motores de seus carros, a literalmente queimar dinheiro.
Por ano, o trânsito para os cidadãos, de acordo com o estudo divulgado nesta semana, custa somente na cidade de São Paulo: entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões. Dinheiro que poderia ser usado para a qualidade de vida das pessoas.
E quem usa somente carro em nome de um conforto e de uma rapidez que são cada vez menores, paga muito caro por isso.
Com o trânsito complicado, o consumo de combustível cresce gradativamente para se percorrer a mesma quilometragem.
Segundo a estimativa da FGV – Fundação Getúlio Vargas, cada paulistano gastou R$ 2 mil 670 com gasolina no ano, isso sem levar em consideração os impostos e custos de manutenção e estacionamento do carro.
De acordo com os especialistas, deste total de combustível, praticamente um terço, R$ 930, foi desperdiçado nos congestionamentos. É combustível queimado com carros parados ou em baixa velocidade.
E quanto mais combustível queimado, mais poluentes lançados na atmosfera.
O estudo mostra que só por causa da poluição gerada pelos congestionamentos dos automóveis, o cidadão paulistano em média gasta R$ 88 por mês, seja em tratamentos médicos, remédios simples para dores de cabeça que não necessitam de prescrição médica, fora os casos de acompanhamento de doenças mais graves.
O estudo mostra a necessidade de investimentos em transportes públicos de maneira urgente. Enquanto se planeja grandes redes de metrôs e trens, que são necessárias, ações com resultados satisfatórios por longo prazo e mais rápidas devem ser tomadas, como criação de corredores de ônibus de alta e média capacidade e faixas exclusivas onde não há estrutura para obras.
Se o transporte coletivo for mais rápido e mais confortável, as pessoas vão sentir estimuladas a usá-lo. Com isso, o espaço urbano vai ser aproveitado de melhor maneira (ônibus, trem e metrô poupam área urbana) e a qualidade de vida será ampliada.
Ao substituir de uma só vez de 40 a 80 carros de passeio, os ônibus já trazem vantagens ambientais.
Quando o ônibus segue em corredores, desenvolvendo uma velocidade maior e estando livre do para e anda dos congestionamentos com melhor desempenho da máquina, ele gasta menos combustível, o que reduz a poluição e os custos de operação, podendo refletir no valor das passagens.
Se os ônibus forem movidos por combustíveis e formas de tração limpas, as vantagens são maiores ainda, tanto econômicas como ambientais. É o exemplo dos veículos elétrico-híbridos, dos trólebus, que hoje são cada vez mais modernos, e ônibus a etanol, células de hidrogênio e a biodiesel.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hong Kong inicia troca de taxis por carros elétricos


Fabricante chinesa BYD entrega primeiro lote dos automóveis 6D que não emitem poluentes

Apresentação do e6 - APHONG KONG - Com apoio do megainvestidor Warren Buffett, a montadora chinesa BYD lançou a primeira frota de táxi elétrico nesta quarta-feira, 15. Trata-se de um marco na evolução dos carros não poluentes pela sua bateria totalmente elétrica.
"Esperamos aumentar o número de táxis elétricos para 5 mil em três anos", disse Liu Xueliang, gerente geral da BYD, ao apresentar as primeiras unidades da frota. A empresa anunciou que pretende ajudar a ex-colônia britânica a converter toda a sua frota de táxis para veículos elétricos.
Os modelos e6 prometem baixar a zero a poluição, mas ainda são considerados caros. O modelo é vendido por US$ 60,2 mil na China continental e por US$ 57,7 mil em Hong Kong.
A BYD vendeu cerca de 1,7 mil unidades do e6 no ano passado, segundo dados da indústria. O fracasso da tentativa de popularizar o e6 não é apenas uma má notícia para BYD, mas ilustra como a promessa da China de colocar 5 milhões de carros elétricos nas estradas até 2020 não está indo como o planejado.
Para compensar as vendas fracas do e6, os executivos da BYD disseram que pretendem promover um modelo híbrido (elétrico e a gasolina).
Sociedade com Warren Buffett
O dono da BYD, Wang Chuanfu, é considerado hoje um dos homens mais ricos do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 5,1 bilhões.  Ele fundou a montadora há apenas 14 anos, mas ao se antecipar no lançamento mundial do primeiro carro elétrico, no ano passado, atraiu o investidor Warren Buffett, que
adquiriu 10% das ações da empresa.
Desde então, a BYD vem ganhando destaque no mundo automotivo.  Em recentes declarações, Chuanfu disse que o grupo será o maior fabricante de veículos da China até 2015 e o maior do mundo até 2025.

 



sexta-feira, 22 de março de 2013

Alckmin defende inspeção veicular só na Grande SP


AE - Agência Estado
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) descartou, na quinta-feira (21), pressionar sua base governista na Assembleia Legislativa a aprovar o projeto de lei que institui a inspeção veicular em todo o Estado, como quer o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT). O tucano voltou a defender a realização das vistorias na Grande São Paulo.
No dia seguinte à aprovação das mudanças no programa municipal, Alckmin elencou outras medidas para combater a poluição provocada por automóveis nas grandes cidades. "Uma das ações é a redução do valor do etanol para estimular proprietários de veículos flex a usar esse tipo de combustível. Mas a Petrobrás também precisa fazer a sua parte, melhorando a qualidade de seus produtos", disse.
A diminuição do valor se daria, segundo ele, com a diminuição da alíquota do ICMS. "Temos de investir maciçamente em transporte de alta capacidade, movido a energia elétrica, como metrô e ônibus, evitando, assim, a utilização de combustíveis poluentes, como diesel e gasolina."
Mais uma vez, Alckmin citou o investimento de seu governo em obras que visam tirar carros da capital, como a construção do Rodoanel. Mas, segundo ele, há necessidade de investimentos na malha ferroviária. "O Ferroanel também pode ser uma grande saída para diminuir caminhões das estradas e nos acessos a São Paulo, além de melhorar a logística para o porto de Santos", afirmou.
Ataque
Já o prefeito Fernando Haddad (PT) atacou o PSDB afirmando que o partido é contraditório ao não aprovar o projeto que está parado na Assembleia Legislativa. "A oposição está em contradição grande. Tem uma reação na Câmara e uma na Assembleia Legislativa. Tem alguma coisa errada no PSDB. Quantos PSDBs existem?"
Durante a aprovação do projeto que acabou com a inspeção anual na capital e estabeleceu o reembolso da taxa neste ano e a isenção em 2014 para veículos aprovados, os vereadores que apoiam Haddad na Câmara chegaram a propor uma emenda à lei que suspenderia o programa no Município caso o governo não aprovasse uma lei estadual. Ao fim da sessão, a base desistiu.
Haddad ressaltou a responsabilidade do Estado. "Se vocês forem ler a legislação federal, vão ver que se trata de programa estadual. Estamos aguardando há dez anos a regulamentação disso", disse. O petista, no entanto, evitou criticar Alckmin. "O governo já mandou a lei para a Assembleia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Inspeção veicular foi um grande tiro no pé da cidade, diz Haddad


Funcionário faz inspeção veicular em carro no pátio da Controlar em SP; Alckmin não deve apoiar ampliação. Foto: Joel Silva/Folhapress
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a criticar a empresa Controlar, responsável pela inspeção veicular na cidade, e afirmou que não há vontade do governo estadual em implantar o sistema em outros municípios.
“A inspeção veicular foi um grande tiro no pé da cidade de São Paulo. Foi um equívoco de ponta a ponta, a começar dessa empresa, uma empresa ficha-suja. São pessoas sem o menor interesse público, pessoas que tentam obstinadamente manter esse contrato, esse caça-níquel”, disse em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (21).
Na terça-feira (19) o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ser favorável à ampliação da inspeção veicular só para regiões metropolitanas, mas não deve, segundo aliados, usar sua influência na Assembleia para levar o tema adiante.
A cobrança que o prefeito tem feito nos últimos dias gerou desconforto no Palácio dos Bandeirantes, que vê uma tentativa de arrastar o governo do Estado para uma pauta impopular.
Procurada pela reportagem, a Controlar ainda não se manifestou sobre as declarações de Haddad.
Contratos Suspensos
Haddad afirmou ainda que contratos de várias pastas da prefeitura foram suspensos após a sua eleição, em outubro do ano passado.
A redução de recursos para obras em creches e escolas, conforme reportagem publicada hoje na Folha, também foi lembrado na entrevista à rádio.
“Quatro mil crianças estão sem aula. Elas deverão ser realocadas em escolas que estão funcionando, e as obras que estão paradas serão retomadas”, afirmou.
Sobre as escolas, a assessoria de imprensa do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que as matrículas nas escolas em obras foram feitas para que “o atendimento fosse dimensionado” e para que fossem providenciadas a mão de obra e a infraestrutura necessárias.
A nota da assessoria de imprensa do ex-prefeito não trata dos atrasos nas entregas das unidades. Também não comenta a diminuição dos recursos para as obras no final de 2012, citada pela gestãoHaddad.
Chuvas
Segundo Haddad, seu governo priorizou nesses dois primeiros meses de gestão a preservação das vidas durante o período de chuvas. “No dia 2 de janeiro a Defesa Civil foi chamada para estruturar o serviço e evitar a perda de vidas. Das 20 pessoas que morreram, nenhuma foi na cidade, mas na Grande São Paulo”.
Ele criticou os serviços atuais da prefeitura em relação à poda de árvores. Para o prefeito, a poda não tem uma ação coordenada e a legislação ambiental deve ser simplificada, de modo que a poda de árvores condenadas não precisem passar por suas análises diferentes.
O aterramento dos fio de transmissão de energia é outro ponto que Haddad disse que precisar mudar. Ele pretende debater o assunto com a Eletropaulo, que ganhou na Justiça a desobrigação de aterrar os fios, já que o edital de venda durante privatização não previa o serviço. “As empresas foram vendidas sem os cuidados devidos”, afirmou.
Fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Haddad estuda reembolsar taxa da inspeção veicular em SP


Foto: Reprodução
A Prefeitura de São Paulo estuda devolver a taxa da inspeção veicular paga pelos motoristas em vez de simplesmente extingui-la, como o prefeito Fernando Haddad (PT) prometeu em campanha.
O argumento é que contrato com a Controlar impede que o Tesouro municipal remunere os serviços. Em outras palavras, pelo contrato é proibido sair dinheiro direto dos cofres municipais para a empresa.
A saída jurídica para a questão é devolver o dinheiro de quem for aprovado na inspeção. Dessa forma, a prefeitura estaria subsidiando o proprietário do veículo, não a empresa.
O prefeito Haddad ainda não bateu o martelo. A decisão final deve sair nesta semana, pouco antes do envio do projeto de lei sobre o assunto para a Câmara. A tendência, no entanto, é que a devolução seja a opção adotada mesmo.
Equilíbrio Financeiro
A Controlar tem um contrato de concessão com a prefeitura que vale até 2018. Por ser assim, o poder público, que deu a concessão ao setor privado, pode implementar a regrar que quiser.
Existe apenas um item, conforme a Folha apurou, que não pode ser quebrado. O equilíbrio econômico e financeiro do contrato deve ser mantido, sob pena de a administração pública ter que ressarcir a Controlar por eventuais perdas.
Exemplo
Um exemplo concreto: para atender à atual demanda, a empresa precisou montar uma série de centros de inspeção e, também, contratar mão de obra para o serviço.
Na hipótese de a inspeção virar bianual, o esquema privado montado para a checagem da frota vai ficar ocioso, provavelmente pela metade. Ou seja, a Controlar poderá cobrar a conta da prefeitura. Ou, então, pedir que o prazo do contrato seja esticado. O poder público, por sua vez, pode recorrer à Justiça se ele achar que a conta para ele pagar ficou alta demais.
Ministério Público
A prefeitura também estuda “mudar o polo” na ação que o Ministério Público Estadual move contra o contrato da inspeção veicular. Hoje, a prefeitura é ré no processo. Haddad analisa pedir à Justiça que mude a prefeitura para coautora da mesma ação.
Assim, oficialmente, a administração passaria a concordar com os argumentos dos promotores de que o contrato não poderia ter sido firmado nos moldes que foi.
Editoria de Arte/Folhapress
Fonte: Folha de S. Paulo, Por Evandro Spinelli