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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Uber wants to test its network of flying taxi planes by 2020

UberElevate VTOL planesAn illustration shows an Uber Elevate plane landing in Dallas, Texas, one of its partner cities. Uber
http://www.businessinsider.com/uber-elevate-vtol-summit-flying-cars-by-2020-2017-4

Uber isn't just about cars on the ground anymore. By 2020, the company wants to have its first public demonstration of its network of electric planes that would ferry passengers at 150 m.p.h. through urban skies to their destinations.
To reach its ambitious goal in the next few years, Uber Elevate has partnered with Dallas-Forth Worth and Dubai to be its launch partners. Uber plans to announce on Tuesday that it's aiming to debut the Uber Elevate network when Dubai hosts the World's Fair in 2020. 
"It’s push a button and get a flight," said Jeff Holden, Uber's Chief Product Officer, in his keynote at the Uber Elevate Summit.  
The vision for Uber Elevate is to build a network of vertical take-off and landing (VTOL) aircraft that would make aviation on-demand. The project will have "significant cost advantages" over other modes of solving transportation problems, like building new roads, bridges, or tunnels, Uber says. Since the planes don't need to follow set routes, it would help avoid congestion and improve commute times, the company says. 
"Just as skyscrapers allowed cities to use limited land more efficiently, urban air transportation will use three-dimensional airspace to alleviate transportation congestion on the ground," Uber wrote in its white-paper on Uber Elevate, which it unveiled in October 2016. 
Based on Uber's calculations, a two-hour drive between San Francisco's Marina neighborhood to downtown San Jose would only take 15 minutes in a VTOL aircraft. In an app demonstration, Holden showed how "UberAir" could become an in-app option, just like choosing between UberPOOL and UberXL. Uber says its key to unlocking this kind of urban air travel is being able to understand demand and pricing.
"We think we can start this for roughly the cost of UberX," said Holden. 
To get there though requires an infrastructure build out. The company suggests parking garages and helipads could be repurposed to be used as "vertipods" and "vertistops." As part of its partnerships with Dubai and Dallas-Fort Worth, Uber will also be working with two real estate holding companies to work on building the infrastructure needed for it. The Dubai Road and Transport Authority will also be funding studies on pricing and demand for a VTOL network.
Uber is also working with NASA, the FAA, and the National Air Traffic Control Association to work on a different approach to air traffic control.
uberElevate DubaiA visualization by Uber of what its Uber Elevate network could look like in Dubai. Uber

Flying cars

Building out the infrastructure is just one part of the puzzle. The other roadblock is perfecting an all-electric VTOL plane that is quiet enough that it could be used to bring people from the cities to the suburbs, or even across cities, in a short amount of time.
Uber, for now, has decided not to build its own aircraft, but partner with other manufacturers who are designing planes to fit Uber's design needs. At the Uber Elevate summit in Dallas, Uber announced its first five VTOL vehicle partners will be Aurora Flight Sciences, Pipistrel Aircraft,Embraer, Mooney, and Bell Helicopter.
Here's what Aurora is envisioning for what an Uber VTOL plane could look like:
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While these types of vertical take-off aircraft might sound similar to helicopters, Uber argues that the planes would have key advantages over helicopters: since they'll be electric, the planes would have zero emissions, and they'll be significantly less noisy than helicopters. 
"The Uber Elevate mission is all about low noise, high reliability, and low cost," said Aurora CEO John Langford in a press release about the news. "We have already built and flown the first proof-of-concept aircraft and we’re excited to partner with Uber in accelerating the eVTOL initiative."
Launching a demonstration in a few years is ambitious for the $69 billion ride-hailing company that's currently saddled with enough problems across its other business units. But Uber seems to be aware of the challenges ahead in its path.
"We have a lot of work to do," Holden said. "This isn’t going to be easy."

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

GRU Airport descarta monotrilho e fará ligação por ônibus até a linha 13-Jade

linha-13

Trajeto será de até 3 km. Para evitar transtornos, Governo do Estado propõe check-in e despacho de bagagens na Estação Brás do Metrô e da CPTM
ADAMO BAZANI
Diário do Transporte
A ligação entre a futura linha 13-Jade da CPTM, prevista para o primeiro semestre de 2018, e o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, deve ser feita por meio de ônibus.
É a terceira mudança no acesso da futura linha de trem para o aeroporto.
Inicialmente, os trens chegariam perto da área de check-in, permitindo com que os passageiros chegassem a pé, mas a concessionária GRU Airport decidiu construir um shopping no local que deveria ser ocupado pela estação, o que fez com que o Estado revisse o projeto. A contrapartida da concessionária foi se comprometer em transportar gratuitamente os passageiros.
A empresa então propôs a construção de um monotrilho para ligar a linha 13-Jade ao Aeroporto. No entanto, o custo e o tempo para obra são considerados entraves.  O monotrilho ficaria pronto em 2020, ou seja, dois anos depois da previsão de inauguração da linha de trem, com um custo aproximado de US$ 40 milhões.
Em diversos sistemas mundiais, os monotrilhos não são mais usados no transporte urbano em linhas superiores a seis quilômetros e com maior demanda, mas são aplicados nestas ligações menores, como entre o transporte de alta capacidade e aeroportos ou parques.
Agora, o percurso de 2 quilômetros até o Terminal 2 e de 3 quilômetros até o Terminal 3 deve ser feito de ônibus
Há um temor em relação ao descompasso da demanda atendida pelo trem, pelo monotrilho e pelo ônibus, que é menor.  Mas a quantidade de coletivos seria ampliada, com a opção de modelos articulados que transportam mais que os 80 passageiros dos ônibus padrons e convencionais.
Para evitar transtornos há uma proposta do Governo do Estado que é de permitir que os passageiros dos voos façam check-in antecipado e despacho de bagagens na estação Brás do Metrô e da CPTM. De lá o passageiro, seguirá para linha 12-Safira até Estação Engenheiro Goulart, de onde embarcaria para a linha 13-Jade, por mais 12 km.
Entre o Brás e o Aeroporto, a previsão é de 50 minutos de viagem.
Vagões dos trens seriam disponibilizados para o transporte das bagagens.
A ligação entre o centro de São Paulo e o Aeroporto de Guarulhos por trilhos é uma promessa antiga.
Em 2002, na campanha para reeleição, o governador Geraldo Alckmin prometia um Expresso Aeroporto para 2005, ligando a Luz à Cumbica em 22 minutos, com tarifa estimada, à época, em R$ 20. O plano não teve prosseguimento.
Em 2007, já na gestão de José Serra, houve a promessa para entregar a linha em 2010. No entanto, em 2009, houve nova previsão e o trem seria incluído no pacote de obras para a Copa de 2014. Não houve, entretanto, empresas interessadas no trem Expresso.
Em 2011, já no comando de Geraldo Alckmin novamente, a ideia do trem Expresso foi abandonada e planejada a expansão da malha da CPTM até a Guarulhos, com a linha 13-Jade.
A primeira data de inauguração prometida foi para 2014, depois 2015 e 2016.
A linha 13 Jade deve transportar 130 mil pessoas por dia e o custo da obra hoje está em R$ 1,8 bilhão. O intervalo entre os trens seria em torno de 8 minutos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Governo vai ajudar aeroportos privatizados a quitar dívidas

 
Jornal GGN - O governo decidiu que a Infraero fará um aporte parcial de R$ 120 milhões para ajudar a concessão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, a pagar uma fatia da outorga de quase R$ 1 bilhão, vencida em maio.
 
Também foi acertado que os sócios privados do consórcio que administra o aeroporto colocarão o mesmo valor, somando R$ 240 miilhões. De acordo com o jornal O Globo, serão realizados aportes mensais de R$ 10 milhões.
 
O prazo para o pagamento total da outorga termina no último dia de dezembro, e inclui multas e juros. Entretanto, órgãos do governo pretendem aumentar o prazo para a concessionário, aceitando desembolsos parciais ao longo de 2017. 
 
O objetivo é esperar que o Congresso aprove a Medida Provisória (MP) 752, que altera o processode concessões. O governo federal também apoiará uma emenda à medida que vai permitir o parcelamento das outorgas. 
 
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve definir nesta semana o total a ser pago pelas concessionárias referente à outorga deste ano. Os consórcios que administram os aeroportos do Galeão, Confins, Brasília, Natal e Viracopos estão devendo R$ 1,437 bilhão em outorgas para a União, vencidas no primeiro semestre deste ano. 
 
O consórcio que administra o Galeão é controlado pela Odebrecht Transport (60%) e Changi Airports International (40%). A administração é dividida entre as empresas privadas, que tem 51% do capital, e a estatal Infraero, que tem 49%. 
 
O aeroporto enfrenta queda de receitas causada pela recessão econômico e também pelo envolvimento da Odebrecht na Lava Jato. Em 2013, o aeroporto foi leiloado por R$ 19 bilhões, e a concessionária assumiu a operação e administração do Galeão em agosto de 2014 por um prazo de 25 anos. 
 
O consórcio diz que as receitas não são suficientes para pagar a outorga, afirmando que necessita de um empréstimo do BNDES, que foi suspenso em razão da Odebrecht. Para resolver o problema, o sócio estrangeiro pode aumentar sua participação no negócio e também trazendo um novo investidor. 
 
No total, a dívida da RIOgaleão está em R$ 3 billhões, considerando a outorga vencida, a que irá vencer e um empréstimo concedido pelo BNDES. 
 
Além do Galeão, Viracopos também enfrenta dificuldades e entrou na Anac com pedido de reprogramação do cronograma de pagamento para a União.
 
De acordo com o deputado Sérgio de Souza (PMDB-PR), relator da medida provisória, o texto recebeu mais de 80 emendas, que serão analisadas no ano que vem. Ele diz que pretende realizar audiências públicas e apresentar o relatório em março.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Terminal 1 do Galeão será desativado em novembro

AUTOR: CAIO LOBO 

viatrolebus
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil | Fotos Públicas
Apesar de ter sofrido melhoras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Terminal 1 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, será desativado em novembro. Com a mudança, toda a operação será no Terminal 2, tanto para voos nacionais e internacionais.
De acordo com a concessionária RIOgaleão, no terminal 1 continuarão funcionando apenas as pontes de embarque para as aeronaves, o centro de operações, o estacionamento e serviços como bancos e o posto para emissão de passaportes da Polícia Federal.
Desde o começo do ano o Terminal 1 já vinha sendo desocupado. Hoje, só o check-in da Azul e dos voos domésticos da Gol são mantidos nesta parte do aeroporto.
De acordo com Antonio Carlos Pinto, diretor de engenharia do RIOgaleão, ainda não se sabe que destino será dado à área desativada.
“Num futuro próximo, o Terminal 1 vai ter que ser reaberto. Jamais pensamos em abrir mão dele. Mas, agora, ele será fechado, primeiro, porque a demanda de passageiros hoje não justifica mantê-lo em funcionamento. Isso já estava em nosso plano diretor, desde quando participamos do leilão de concessão, em 2013”, diz Antonio.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aeroporto de Guarulhos deixará de ter balizadores


O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, irá concluir até final do ano a instalação de um novo sistema eletrônico que fará o serviço dos balizadores, ou os mais conhecidos “flanelinhas”.
O programa conhecido como VDGS, ou sistema avançado de docagem visual, usa sensores para reconhecer a posição da aeronave na vaga.
Quando ela começa a ser estacionada, o painel localizado na ponta dianteira da vaga emite sinais para indicar ao piloto as manobras necessárias. Segundo a GRU Airport, concessionária do aeroporto, as vantagens da tecnologia são precisão e segurança.
O novo sistema avisa com precisão os pilotos quantos metros faltam até a parada. Outro ponto positivo é agilidade para alocar as aeronaves nas pontes de embarque.
Este tecnologia já é usada em aeroportos como Heathrow, em Londres, Charles de Gaulle, em Paris, e JFK, em Nova York

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Aerorporto de Congonhas deve ser ampliado e reformulado

A Infraero prepara uma concorrência pública para ampliar e reformar o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A concorrência deve acontecer no segundo semestre e as obras devem ser concluídas em 2018 ou 2019.
O atual terminal deverá aumentar dos atuais 64,5 mil m² para 100,8 mil m², ampliando sua capacidade de 17,1 milhões passageiros/ano para 25 milhões. A obra prevê ainda 10 novas pontes de embarque (hoje há apenas 12). Outra novidade será a construção de um novo edifício-garagem com ao menos 3.000 novas vagas.
Ao lado, estão reservados 10,7 mil m² para um empreendimento comercial –um hotel, um centro empresarial ou shopping; a decisão ficará a cargo do vencedor dessa concorrência pública.
Como a estatal está sem caixa para tocar a obra e o governo federal não pretende privatizar o aeroporto, a Infraero pretende passar a iniciativa privada apenas a área comercial do aeroporto, mesmo modelo que pretende adotar no Santos Dumont, do Rio. A vencedora ficaria com as receitas comerciais por 25 anos e em troca teria que fazer a obra.
De acordo com a empresa, já há interessados no projeto, entre eles administradores de shopping center, concessionários de aeroportos e fundos de investimento. Empreiteiras poderão participar comprovando que possuem experiência já em algum negócio.
Com essa nova reformulação, haverá uma pressão para que Congonhas receba mais voos. Desde o acidente da TAM, em 2007, uma das duas pistas deixou de ser usada pela aviação regular, o que acabou reduzindo a capacidade do aeroporto.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Editais para concessão de aeroportos sai em maio

AUTOR: CAIO LOBO 

De acordo com Felipe Borim, diretor do departamento de infraestrutura de logística do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo federal deve lançar o edital para a concessão dos aeroportos de Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis para a iniciativa privada até o fim de maio. Os leilões serão realizados ainda este ano.
Borim ainda disse que a gestão deve leiloar 6 rodovias este ano, além de licitar mais 12 terminais portuários e autorizar 43 terminais de uso privado (TUPs). Disse, ainda, que serão licitados, neste ano, os trechos Sul e Norte da ferrovia Norte-Sul e a Ferrogrão.
As rodovias que devem ser leiloadas são a BR 476-153-282-480, entre Paraná e Santa Catarina; a BR 364-365, entre Goiás e Minas Gerais; a BR-364/060, entre Mato Grosso e Goiás; e a BR-163. Outras duas também devem ter concessões, uma no Rio de Janeiro e outra em Pernambuco – Borim não informou quais.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pior do que um filme de terror: avião aterra no aeroporto mais 'assustador'


VIDEOCLUBE

Sputnik News 

Os pilotos devem ter ficado com mais cabelos brancos durante suas tentativas de aterrissar o avião de passageiros no aeroporto da Madeira, Funchal, frequentemente descrito como o "mais assustador" da Europa por causa dos ventos loucos.

Alguns dos aviões até cancelarm o pouso e tentam mais uma vez.


Leia mais: http://br.sputniknews.com/videoclube/20160223/3653205/aeroporto-madeira-video.html#ixzz412GqG5VQ

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Aeroporto de Guarulhos muda número de terminais e portões

AUTOR: CAIO LOBO 

Viatrolebus
A concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos decidiu mudar o número dos terminais e portões do aeroporto para facilitar os usuários.
Os terminais 1 e 2, que hoje são responsáveis por vôos nacionais e pela América do Sul, terá um único nome e se chamará Terminal 2. O terminal 4 passará a ser o 1 e o terminal 3 não muda. Assim, a numeração segue a ordem de sua localização a partir da Rodovia Helio Smidt, que dá acesso ao aeroporto. O atual Terminal 4 é o primeiro para quem chega no aeroporto, por isso ele passará a ser o Terminal 1.
A medida valerá a partir do próximo dia 2 de dezembro. Os portões de embarque também sofrerão mudanças, com início a partir do dia 17. Os portões terão 3 dígitos, onde o primeiro será o mesmo do Terminal. Por exemplo, no Terminal 1 estarão os portões 101 a 109. Já no Terminal 2, os portões 201 a 246 e no Terminal 3 estarão os portões 301 a 326.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Em 10 anos, quase 13 milhões trocam ônibus pelo avião, indica Anac

Número de passageiros que optaram pelos ônibus caiu 12,8 milhões.

Participação destes dois meios de transporte inverteu-se no período.

Do G1, em São Paulo
Avião ou ônibus: saiba o que pode e o que não pode levar na bagagem (Foto: Rede Globo)Em dez anos, cresceu número de passageiros que
viajam de avião e caiu o dos que preferem ônibus.
(Foto: Rede Globo)
Nos últimos dez anos, o transporte aéreo de passageiros cresceu, enquanto o rodoviário interestadual caiu, segundo pesquisa da Agência Nacional de Avião Civil (Anac).
Enquanto o número de passageiros transportados por ônibus em viagens de longa distância teve redução de 19%, passando de 67,2 milhões em 2004 para 54,4 milhões em 2013 (12,8 milhões a menos), a quantidade de pessoas que viajaram usando avião (em voos interestaduais) cresceu 177,9%, indo de 29,9 milhões em 2004 para 83 milhões no ano passado (53,1 milhões a mais).
Segundo a Anac, a participação destes modais no transporte interestadual de passageiros de longa distância inverteu-se no período observado, já que, em 2004, o transporte rodoviário era
responsável por 69,2% dos passageiros transportados e o aéreo por 30,8%. No ano de
2013, as empresas aéreas transportaram 60,4% dos passageiros neste mercado e as de
transporte rodoviário 39,6%.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Golpe de 64 fechou a maior empresa de aviação



Militares, o PiG e a UDN de SP se uniram para defender os americanos !

Em fevereiro de 1965 , despacho assinado pelo  presidente da República, o marechal Castello Branco, e pelo ministro da Aeronáutica, brigadeiro Eduardo Gomes  extinguiu a maior empresa de aviação comercial do Brasil, a Panair.

A Panair explorava a maior parte dos voos internacionais do Brasil, liderava os voos para a Europa, e tinha uma vasta rede nacional. Além de possuir uma complexa estrutura em terra com aeroportos próprios e uma área de telecomunicações aeronáuticas privada. 

A destruição da Panair – um dos primeiros atos do regime militar de 1964 -  fez parte de uma operação orquestrada, que destruiu o conglomerado empresarial de Mário Wallace Simonsen, também dono da Rede Excelsior e da empresa de café Comal, que era o centro financeiro do grupo.

A versão das autoridades governamentais à época era a de que a Panair seria “devedora da União e de diversos fornecedores”. O jornalista Daniel Leb Sasaki tem outra explicação.

Sasaki lança nesta terça-feira (28), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, a 2a edição do livro “Pouso Forçado – A história por trás da destruição da Panair do Brasil pelo Regime Militar” (Editora Record), em que mostra como a união do Governo, de empresários e de parte da imprensa culminou no fim da companhia aérea.

Na segunda-feira (27), Sasaki esteve no Conversa Afiada para entrevista com Paulo Henrique Amorim.

“As denuncias contra o Simonsen começaram com os negócios de café. Em 1960, ele resolveu criar uma subsidiária brasileira na Suíça para intermediar negócios de café com a Europa, EUA e com planos de entrar na Ásia. O Saulo Ramos [ex-ministro da Justiça] foi advogado do escritório que defendeu o Simonsen, conta que o ponto culminante foi quando o Simonsen teve a ideia de entrar no varejo ( do café). Ele queria chegar à etapa final, e os concorrentes internacionais pensavam que ele iria dominar todo o processo”, revelou o jornalista formado pela PUC-Campinas. 

“Na época do Golpe, o Simonsen já sofria um ataque sustentado em veículos da mídia, entre eles Estadão que esculachou o Simonsen. No jornal, era colunista o Herbert Levy, que foi deputado [pela UDN], que transformou denuncias contra o Simonsen em uma CPI. Denuncias com provas falsas. Os advogados do Simonsen alegam que foi uma disputa concorrencial política e houve evidências disso”, continuou o autor de “Pouso Forçado – A história por trás da destruição da Panair do Brasil pelo Regime Militar”.

Leia um resumo da entrevista:


O que houve com a Panair no Brasil

O que aconteceu foi um grande susto, pois era uma companhia muito consolidada, a mais tradicional do país, estava em nível de igualdade com as grandes do mundo. E, literalmente, do dia para a noite ela parou de funcionar. 

No mesmo dia que a empresa recebeu o despacho por telegrama, à noite o voo que sairia para a Europa não saiu e já havia uma substituição por um avião da Varig.


Quem foi o responsável?

Eu precisei de um livro inteiro para contar. Alguns episódios só foram confirmados muito recentemente e por um civil: oJosé Carlos Fragoso Pires, última pessoa viva do grupo de trabalho que preparou o fim da Panair. Ele assessorou o ministro da Aeronáutica, Eduardo Gomes. 

O José Carlos me contou que foi dele a ideia de cassar as linhas da Panair, pois eles não conseguiriam fechar a empresa sem cassar as linhas. Quer dizer, cassou as linhas e preparou as concorrentes (a Varig) para assumir os voos. 

A tese defendida era provar que a Panair não era essencial para a aviação comercial brasileira.. 


Por que os militares queriam fechar a Panair

Tem uma confluência de fatores. O fato é que eram dois acionistas majoritários – Mário Wallace Simonsen e Celso da Rocha Miranda. E os dois eram bem consolidados nas áreas deles. O Mario principalmente em exportação de café,  tinha a maior exportadora brasileira. Ele diversificou os negócios, já que fundou o supermercado Sirva-se, montou a TV Excelsior. Ele tinha mais de 30 empresas em setores diferentes.

Já o Celso tinha uma atuação forte em seguros.

Acontece é que na época do Golpe, o Simonsen já sofria um ataque sustentado em veículos da mídia, entre eles Estadão que esculachou o Simonsen.


Quais eram as denúncias

As denuncias contra o Simonsen começaram com os negócios de café. Em 1960, ele resolveu criar uma subsidiária brasileira na Suíça para intermediar negócios de café com a Europa, EUA e com planos de entrar na Ásia.

O Saulo Ramos [ex-ministro da Justiça] foi advogado do escritório que defendeu o Simonsen conta que o ponto culminante foi quando o Simonsen teve a ideia de entrar no varejo, ele queria chegar à etapa final, e os concorrentes internacionais pensavam que ele iria dominar todo o processo.

(No fim do processo, Simonsen poderia chegar ao que é hoje a Starbucks americana.)

O único jornal que colocou a versão do Simonsen foi a Última Hora, do Samuel Weiner. 

Ficou muito nitido que o interesse era estrangeiro e o Herbert Levy era ligado a esses grupos estrangeiros e foi usado como um instrumento para travar o Simonsen aqui.

A Varig, nos dez anos antes da cassação da Panair,  tentou conseguir concessões de voos para a Europa e não conseguiu. E o Rubem Berta [que foi presidente da Varig] era um cara muito enérgico e fez uma campanha imensa contra os sócios da Panair.


O uso dos seus veículos

O Janio de Freitas conta que o Simonsen não usou os seus veículos de comunicação para ajudá-lo politicamente.

Uma evidência é que, havendo os ataques contra ele, inclusive antes do Golpe, ele não usou a Tv Excelsior para se defender.


Como acabou o Simonsen

Ele acabou no meio turbilhão, porque foi muito rápido esse processo.

Ele já aparece nos jornais no contexto de escândalo.

Em dezembro de 1963, o Herbert Levy consegue instalar uma CPI contra  o Simonsen. A CPI conclui os trabalhos um mês depois do Golpe, acusando-o de 14 denuncias.

Um mês depois, a Comal, que era a empresa de café, foi proibida de operar e o café sustentava os negócios do grupo.

Em outubro de 1964, a esposa do Simonsen morreu e em fevereiro de 1965 a Panair foi cassada.  E dias depois ele morreu em Paris.

domingo, 26 de julho de 2015

Destruição política de empresas: o caso Panair

Por André Araújo
Novo livro sobre a saga da Panair do Brasil, companhia aérea que representava a bandeira do Brasil em linhas para todo o mundo, inclusive Atenas, Beirute e Cairo. A Panair nasceu como subsidiária da Pan American, mas tornou-se independente depois da guerra e criou um padrão de qualidade, organização e abrangência nacional e internacional jamais igualada, uma companhia padrão internacional, seus pilotos eram disputados pelo mundo.
A Panair foi politicamente destruída, de propósito, por uma visão caolha do regime militar. A implicância veio porque o maior acionista da Panair, Mario Wallace Simonsen, era amigo do presidente deposto João Goulart.
O caso Panair é um clássico exemplo de uma empresa que foi atacada pelo Poder e deixou de existir por causa dessa ação. Foi predecessora do caso das 29 empresas atacadas pela Operação Lava Jato, as quais estão sendo deliberadamente destruídas em nome da justiça, como se outros valores tão ou mais importantes não estivessem em jogo, o principal dos quais é o INTERESSE NACIONAL, que diz respeito à população de hoje e às gerações futuras.
A Panair do Brasil era um CAPITAL do País, como toda grande empresa.  Não era só um negócio privado, era também a bandeira do Brasil no exterior. Suas lojas era verdadeiros consulados do País, lojas grandes e espaçosas com jornais diários do Brasil, café do Brasil, brasileiros usavam como ponto de encontro e endereço de correspondência.
Seus aviões Constellation eram, na época, os mais modernos no mundo aeronáutico e suas tripulações eram o top da aviação nacional e internacional. Era realmente uma das mais conhecidas empresas aéreas do planeta, suas rotas até hoje não foram igualadas, nenhuma linha aerea brasileira vai hoje a Atenas , Beirute ou Cairo.
A Odebrecht é a 8ª construtora do mundo, no ranking da respeitada revista ENGINEERING NEWS RECORD, que anualmente faz a lista das 250 maiores construtoras globais. Grande parte dessas maiores construtoras no ranking são hoje de países emergentes, coreanas, chinesas, indianas, indonésias, turcas, malaias, paquistanesas, árabes.
Nenhuma delas jamais foi submetida a um ataque tão violento como se faz no Brasil contra as maiores construtoras nacionais. A Lava Jato vai, aliás já conseguiu em vários caos, DESTRUIR o setor nacional de construção de obras publicas em nome da santidade e da pureza no mundo dos negócios de construção.
Muitos bem pensantes respondem: "Ah, mas as médias empresas agora podem ocupar esse lugar ou que venham as entrangeiras". Afirmações de completos desconhecedores do tema.
As grandes empreiteiras são INTEGRADORAS de mão de obra, de centenas de fornecedores, de prestadores de serviços subcontratados, elas conhecem o terreno geológico brasileiro, conhecem a nossa mão de obra, nossos materiais, o tipo de projetos de engenharia que se adequa ao Brasil. Uma ponte americana é completamente diferente de uma ponte do mesmo tamanho no Brasil. As características de solo, os materiais, o tipo de projeto são próprios de cada País. Uma estrangeira levaria décadas para entender todo esse know how doméstico, as médias não tem a curto prazo capital e corpo técnico para rapidamente assumir grandes obras públicas de infra estrutura.
O Brasil, em nome de uma visão justiceira menor, está destruindo CAPITAL NACIONAL que não é só dos donos das construtoras, é tambem do País, grandes empresas em qualquer País são PATRIMÔNIO NACIONAL, por isso são defendidas com vigor por seus governos. Mas e a propina? Era o MODELO DE NEGÓCIOS corrente, o empresário se adapta às circunstâncias para ganhar contratos. Todas as construtoras dos países emergentes operam dentro das circunstâncias. Obras públicas no Oriente Médio, na Ásia, na África no geral carregam propina. Vamos acabar com nossas empreiteiras, que ficaram queimadas no mercado internacional pela escandalização das prisões mas as empreiteiras de paises emergentes vão continuar a operar do mesmo jeito, agora sem a concorrência das brasileiras, destruídas em nome da moral e dos bons costumes por um Poder que também tem seus pecados e que não são poucos. O Tribunal Federal do Rio está fazendo um rodízio diário de juízes para duplicar os salários, o juiz finge que muda de Vara e ganha um adicional, todos os juízes estão fazendo esse troca troca para aumentar os ganhos, o caso foi reportado em matéria de meia página na imprensa, com todos os detalhes e tudo fica poi sso mesmo.
O que no caso Panair e no caso das empreiteiras não foi e não está sendo defendido é o INTERESSE NACIONAL, que está acima da justiça, da moral e outros valores individuais. Como os demais grandes países operam pelo guia do INTERESSE NACIONAL, os países que desprezam esse objetivo estão fadados à mediocridade e à decadência.
A Odebrecht levou 40 anos para ganhar o mercado internacional. Os sacristãos da força tarefa liquidaram com esse capital em nome da santidade dos negócios, algo que o mundo desconhece. Seremos os únicos coroinhas no bordel das grandes empreiteiras em disputa de obras pelo mundo. Não teremos contratos mas podemos nos orgulhar da pureza de nossas empreiteiras, purificadas no altar de Curitiba, no Estado menos corrupto do Brasil.


terça-feira, 16 de junho de 2015

A QUEM INTERESSA A CAMPANHA CONTRA O BNDES

:
'Quando a Embraer começou a incomodar a Bombardier com sua concorrência, o Canadá logo tratou de questionar o financiamento de suas exportações na OMC; Não bastasse, acabou levantando suspeitas de que o gado “verde” brasileiro poderia estar contaminado com o mal da vaca louca. Agora, setores do Congresso perseguem o BNDES, presidido por Luciano Coutinho, com argumentos tão toscos e desonestos quanto o usado pelo governo canadense; Uma coisa, porém, é certa: a Bombardier agradece'; alerta é do sociólogo e especialista em Relações Internacionais Marcelo Zero, em artigo para o 247; leia
Por Marcelo Zero 
Em 1996, a EMBRAER participou de sua primeira grande concorrência internacional.

Tratava-se do fornecimento de 150 aeronaves para as empresas americanas de aviação regional ASA e Comer. A Embraer entrou na concorrência com o seu ERJ-145, um jato regional moderno e eficiente. Era o melhor avião e ainda tinha a grande vantagem de ser o mais barato.
Contudo, a EMBRAER perdeu. Perdeu para a Bombardier, que oferecia melhores condições de financiamento para os compradores, pois contava com forte apoio governamental para a comercialização de suas exportações.

Pouco tempo depois, a gigante American Airlines lançou concorrência de US$ 1 bilhão para a compra de jatos regionais. Era a grande oportunidade que a Embraer tinha de pagar o custoso desenvolvimento do ERJ-145 e de se lançar no promissor mercado internacional de aviação regional, que crescia exponencialmente.

Mas a Embraer sabia que não tinha a menor condição de ganhar a concorrência, mesmo tendo o melhor avião, se não contasse com condições de financiamento semelhantes às que dispunham as suas concorrentes.

Resolveu, então, bater na porta do BNDES. A Embraer tinha de oferecer um financiamento à American Airlines que contemplasse não apenas taxas de juros baixas e amortização de longo prazo, mas também a garantia da devolução das aeronaves, caso houvesse algum problema com os equipamentos.

Para o BNDES, era uma aposta de risco considerável. A Embraer era novata nesse mercado e, caso ocorresse algum problema com as suas aeronaves, o banco ficaria em maus lençóis. Nenhum banco privado, nacional ou internacional, queria assumir esse risco.

O BNDES, entretanto, resolveu confiar na Embraer e ofereceu o financiamento com todas as garantias exigidas pela American Airlines.

Resultado: a Embraer ganhou a concorrência e, com isso, iniciou uma carreira vitoriosa no mercado internacional de aviação regional e executiva.

Hoje, a Embraer oscila entre a terceira e a quarta maior empresa mundial do setor. Apenas em 2013, entregou 90 aeronaves comerciais e 119 de aviação executiva, obtendo uma receita líquida de R$ 13, 64 bilhões. É, de longe, a empresa brasileira que mais exporta produtos de alto valor agregado, gerando altos rendimentos e empregos muito qualificados no Brasil.

Assim, a Embraer e o Brasil aprenderam a lição. Não se faz exportações volumosas de bens e serviços, no concorridíssimo mercado internacional, sem apoio financeiro governamental e bancos públicos de investimento.

A Embraer da qual tanto nos orgulhamos simplesmente não existiria, caso não tivesse contado com o apoio do BNDES.

Ironicamente, o orgulho justificado que dedicamos à Embraer não se estende ao banco público que financiou o seu sucesso e o de tantas outras empresas brasileiras.

Ao contrário, há, atualmente, uma grande campanha contra esse estratégico banco público de investimentos.

Uma campanha bem sórdida, por sinal. A desonestidade intelectual que cerca o debate sobre a atuação desse grande banco público de investimentos é assustadora. A bem da verdade, ou é desonestidade intelectual assustadora ou é ignorância abissal.
Com efeito, divulgou-se uma série de mentiras deslavadas sobre esse banco.
Disseram, por exemplo, que o BNDES investe muito em obras na Venezuela, Cuba, Angola, etc., em detrimento dos investimentos imprescindíveis para o Brasil.
Ora, como bem assinalou o presidente Luciano Coutinho, entre 2007 e 2014, as operações de apoio à exportação de serviços do BNDES corresponderam a apenas cerca de 2% do total dos financiamentos que foram oferecidos pelo banco.
Portanto, o BNDES investe ao redor de 98% de seus recursos no Brasil.
Mesmo assim, há gente que, iludida pelas mentiras divulgadas, quer simplesmente proibir o BNDES de dar apoio financeiro à exportação de serviços. A natureza obviamente beócia da proposta deveria saltar aos olhos até do reino mineral, caso lá houvesse olhos, mas há gente que a leva a sério, mesmo no Congresso Nacional.
Da mesma forma, alegou-se que as taxas usadas pelo BNDES para a exportação de serviços constituíam “subsídios indevidos” às empreiteiras. Argumento muito parecido ao usado pelo governo canadense, quando nos acionou na OMC quanto às exportações da Embraer. Ora, o uso das taxas Libor nessas operações foi estabelecido em 1996, pois, para ser competitivo no mercado mundial, é necessário praticar financiamentos com base em taxas internacionais.
Insinuaram também que o sigilo envolvido nas operações financeiras de exportação de serviços destinava-se a ocultar ilícitos e favorecimentos ideológicos a governos “comunistas” e “bolivarianos”, lançando uma suspeita indigna sobre o BNDES, banco que opera com critérios técnicos rigorosos e no qual a análise da concessão de um grande empréstimo demora, em média, 450 dias.
Ora, o BNDES não pode divulgar os detalhes dessas operações financeiras não porque não queira, mas simplesmente porque não pode. Ele é proibido por lei de fazê-lo.
A Lei Complementar nº 105, de 2001, ratificada no segundo governo tucano, protege o sigilo do tomador de empréstimo, independentemente do banco ser público ou privado. Não interessa se o empréstimo foi obtido junto ao Itaú, ao Bradesco, ao Banco do Brasil ou ao BNDES: a proteção jurídica é a mesma.
Há quem argumente, entretanto, que, no caso de banco público, não deveria haver nenhum sigilo. Bom, nesse caso, a lei tucana teria de ser modificada.
O problema maior, porém, não é esse. Leis podem ser modificadas. A dura realidade do concorrido mercado internacional de bens e serviços não pode.
Imaginemos o cenário idealizado pelos que propugnam pela total transparência dessas operações financeiras. Caso a Embraer precisasse do apoio do BNDES para fazer uma grande exportação de aeronaves, esse banco estaria obrigado a divulgar ao público informações sensíveis e estratégicas da empresa, como nível de endividamento, capacidade de pagamento, nível de exposição ao risco, probabilidade de êxito na concorrência, competitividade do bem a ser exportado, estratégia de atuação da empresa no mercado mundial, etc.
Bonito, não? Bonito, e por certo, muito inteligente também. A Bombardier e outras empresas concorrentes das empresas brasileiras lá fora concordam inteiramente.
É por isso que nenhum banco que financia exportações no mundo divulga detalhes sensíveis dessas operações. Os americanos não o fazem, os alemães e os chineses, tampouco. Ninguém faz. É fácil imaginar a razão. Menos no Brasil.
Na realidade, conforme a Open Society Foundations, principal ONG mundial dedicada à transparência, o BNDES já é o banco de investimentos mais transparente do mundo. E essa transparência não adveio de pressões recentes. Ela já fazia parte da linha de atuação do banco há bastante tempo. Conforme o testemunho da Open Society, que participou de muitas reuniões com o BNDES, o programa de crescente transparência do banco avançou por iniciativa da própria gestão do BNDES.
Há muito que o BNDES disponibilizava informações sobre essas linhas de crédito que praticamente nenhum banco semelhante do mundo fornecia. Junto com o Eximbank dos EUA, o BNDES era o único banco que, há anos, oferecia ao público informações como relatórios detalhados anuais, portal de transparência com possibilidade requisição de informações e estatísticas detalhadas online.
O novo portal apenas ampliou a transparência já existente.
Tudo isso deveria ser motivo de orgulho em qualquer país do mundo. Menos no Brasil.
Aqui continuam as acusações parvas contra o banco e as iniciativas para submeter o BNDES a uma CPI. Sempre com argumentos desonestos e mal informados.
Quando a Embraer começou a incomodar a Bombardier com sua concorrência, o governo canadense logo tratou de questionar o financiamento de suas exportações na OMC. Não bastasse, acabou levantando suspeitas de que o gado “verde” brasileiro poderia estar contaminado com o mal da vaca louca. Um golpe desonesto, que, por iniciativa do então deputado Aloizio Mercadante, provocou a pronta resposta do Congresso Nacional, o qual sustou a tramitação dos atos internacionais firmados com o Canadá. Assim, o Legislativo brasileiro defendeu o Brasil, a Embraer e, por tabela, o banco que financiou seu sucesso mundial.
Agora, setores desse mesmo Congresso perseguem o BNDES, com argumentos tão toscos e desonestos quanto o usado pelo governo canadense.
Não se sabe ao certo no que isso vai dar.
Uma coisa, porém, é certa: a Bombardier agradece.
Haja vaca louca!