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sexta-feira, 1 de julho de 2016

SÃO PAULO Pedágios aumentam 9,32% nas rodovias estaduais

Novas tarifas passaram a vigorar a partir da meia-noite de hoje; também começa a cobrança de pedágio na Rodovia dos Tamoios
por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil publicado 01/07/2016 17:09
MEMÓRIA/EBC
pedágio.jpg
A tarifa mais cara cobrada em estradas do estado é de R$ 25,20
São Paulo – As tarifas de pedágio das rodovias estaduais de São Paulo ficarão mais caras a partir da meia-noite de hoje (1º). Com isso, os motoristas que passarem pelas praças de pedágio nas rodovias estaduais paulistas poderão pagar, em média, 9,32% a mais. O reajuste foi autorizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e se refere à correção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado nos últimos 12 meses.
A tabela completa com as tarifas das praças de pedágio está disponível na internet.
A tarifa mais cara - cobrada entre as praças - está no km 32,3 da Rodovia dos Imigrantes, em Piratininga. Nesse local, o valor cobrado será de R$ 25,20. A mais barata está no bloqueio de Diadema para a mesma rodovia, na altura do km 15,9. Custa R$ 1,80.
Segundo a Artesp, a receita com os pedágios em 2015 viabilizou R$ 4,7 bilhões em investimentos em obras, manutenção e operação nos 6,4 mil quilômetros de rodovias paulistas sob concessão. O órgão informou ainda que outros R$ 451,7 milhões foram repassados para 264 prefeituras, relativos ao imposto municipal (ISS-QN) que incide sobre a tarifa de pedágio.

Rodovia dos Tamoios

A Artesp também autorizou o início da cobrança de pedágio na Rodovia dos Tamoios a partir de hoje. Para o início da cobrança era necessário, segundo a Artesp, a execução de no mínimo 6% das obras de duplicação do trecho de serra, por exemplo. As praças dos quilômetros 15,7 e 56,6 passarão a cobrar, respectivamente, R$ 3,50 e R$ 6,20. A tarifa vai viabilizar a construção de 21,6 quilômetros de novas pistas para a duplicação do trecho de serra da rodovia – orçada em R$ 2,6 bilhões.

Transporte intermunicipal

A partir de terça-feira (5), o sistema de transporte intermunicipal de passageiros também passará a ter novo valor. O reajuste médio é de 9,56%, que representa a recomposição dos custos operacionais do sistema e que considera, por exemplo, o preço do diesel e aumento dos salários da categoria. A dica da Artesp é que os passageiros que viajam com frequência comprem seus bilhetes rodoviários antes do reajuste – as passagens têm validade de 12 meses.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Rodovia dos Tamoios inicia cobrança em pedágios

AUTOR: RENATO LOBO 

A partir desta sexta-feira, 1º de julho, o motorista deverá pagar pedágio nas novas praças da rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos a Caraguatatuba e São Sebastião. Por hora, a Concessionária responsável pela rodovia não divulgou valores.
As praças estão localizadas no km 16,1, em Jambeiro, e no km 59,3, em Paraibuna.
Nova descida da Serra
Em dezembro de 2015, foram iniciadas as construções de duplicação do trecho de Serra da Tamoios, com previsão de conclusão em 2020, orçada em 2,6 bilhões.
A rodovia terá 12 quilômetros de túneis e três de viadutos. Dos cinco túneis, o mais perto de Caraguá, terá 3.675 metros e se tornará o maior do Estado

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Concessão da CCR Nova Dutra deve ser aditivada em 13 anos

AUTOR: RENATO LOBO 

viatrolebus
A Concessionária CCR Nova Dutra deve ter o contrato de concessão aditivado em 13 anos, em troca de melhorias e construções de novas pistas, segundo informações do jornal “Valor Econômico”
A empresa deverá arcar com os custos, entre outras melhorias, com a construção de uma nova pista para subida da Serra das Araras, trecho considerado sinuoso que fica na região de Piraí, no estado do Rio de Janeiro. A atual subida será revertida em descida. A obra deverá custar R$ 1,7 bilhão.
Outra frente de trabalho será na construção de marginais nas áreas da rodovia que passam pelas cidades de São Paulo, São José dos Campos e Rio de Janeiro. Também estão previstas obras que dizem respeito a segurança viária.
Com a prorrogação, o contrato de concessão da Rodovia prevê investimentos de R$ 2,3 bilhões e agora deve expirar em 2034. Este é o primeiro aditivo firmado no programa de investimentos em concessões existentes, lançado pelo governo federal em junho deste ano.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Obra em rodovia concedida vai ter taxa de retorno de até 9,9% ao ano


22/10/2015 - Valor Econômico

A diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou ontem a taxa interna de retorno (TIR) que vai remunerar os investimentos em rodovias já concedidas à iniciativa privada. Após audiências públicas e a análise dos estudos de viabilidade econômica, ficou definido que a TIR poderá variar entre 9,4% e 9,9% ao ano, a depender do estágio de maturidade de cada concessão. A decisão foi publicada na edição de ontem do "Diário Oficial da União".

A remuneração definida pela agência ficou bem acima dos 9,2% oferecidos pelo governo para as novas concessões rodoviárias, anunciadas em junho pela presidente Dilma Rousseff, durante a apresentação da segunda fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Em sua banda mais alta, a TIR das estradas já concedidas ficou próxima dos 10% que os agentes do setor privado consideram suficiente para atrair investidores no atual cenário econômico.

O retorno mais alto das rodovias concedidas é explicado, em boa medida, pelas condições de financiamento, que são melhores para os novos projetos. Outra diferença é que a demanda das novas concessões é apenas estimada, enquanto que as antigas já contam com valores mais consistentes de tráfego.

Na solenidade de anúncio do PIL, o governo estimou que as estradas já concedidas poderiam movimentar R$ 15,3 bilhões em investimentos distribuídos em 11 trechos rodoviários. Os gastos das concessionárias com as melhorias nessas estradas poderão ser compensados com reajustes nas tarifas de pedágio ou com a extensão dos prazos dos contratos. Estudos específicos vão definir qual a modelagem ideal para cada concessão.

Segundo apurou o Valor, o diagnóstico preliminar da ANTT aponta que os trechos repassados à iniciativa privada na segunda etapa das concessões, realizada em 2007, estão mais aptos para compensarem os investimentos com aumento do pedágio. Na avaliação da agência reguladora, as tarifas praticadas nessas estradas são relativamente baixas e comportariam, em tese, um reajuste.

Dos 11 lotes incluídos no PIL pelo governo, 7 foram repassados ao setor privado na segunda etapa das concessões. O mais importante em volume de investimentos é a duplicação da BR-153, no interior de São Paulo. Com 321 km de extensão, o trecho é administrado pela Transbrasiliana, concessionária controlada pelo grupo Triunfo. A estimativa é que a obra consuma R$ 4 bilhões em investimentos.

Já os aportes na Via Dutra, administrada pela CCR, têm maiores chances de serem compensados com extensão do contrato de concessão, assinado em 1996. A principal intervenção prevista para a estrada, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, é a construção da terceira pista na descida da Serra das Araras, no Rio. O projeto é orçado em R$ 2,3 bilhões.

A aplicação da taxa de retorno vai depender da maturidade das concessões, dividida em três estágios. Para os contratos assinados a partir de 2007, que têm duração de 25 anos, o primeiro estágio se encerra ao final do quinto ano da concessão. O segundo vai do sexto ao 16º ano e o terceiro, do 17º ao 25º ano. Quanto maior a maturidade do contrato, mais alta é a TIR.

A nota técnica da audiência pública que discutiu a TIR explica que a remuneração vale apenas para os novos aportes e não para o que foi negociado no contrato original. "Novos investimentos e serviços não previstos inicialmente seriam inseridos com base no cenário econômico que lhes deu luz, desde que mantidas as condições para os investimentos originalmente previstos", diz o documento.

Apesar da aprovação da TIR, os primeiros aditivos contratuais só serão assinados no ano que vem. Também vão ficar para 2016 quase todos os leilões de novas concessões. Até pouco tempo, o governo pretendia realizar cinco certames este ano, mas a chance de que isso aconteça é quase zero.

O processo mais adiantado é a duplicação da chamada Rodovia do Frango, que liga Chapecó (SC) a Lapa (PR) em um percurso de 460 km. A obra foi estimada em R$ 4,5 bilhões e os estudos de viabilidade apontaram para uma tarifa de pedágio de R$ 14 a cada 100 quilômetros, quantia considerada muito alta pelo governo e insuficiente por fontes do setor privado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Antônio de Souza: Alckmin não cumpre promessa; rentabilidade das concessionárias de estradas é quase quatro vezes maior que a dos bancos

Viomundo

Nova leva de secretários de Alckmin inclui Saulo de Castro nos Transportes

por Antônio de Souza, especial para o Viomundo
Na campanha eleitoral de 2010, Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, prometeu que iria revisar o preço dos pedágios paulistas, que são os mais caros do Brasil.
Alckmin esqueceu a sua promessa e resolveu congelar os preços por um ano, mas manteve as tarifas muito altas e as tem reajustado mesmo  que as concessionárias devam R$ 2 bilhões para o governo paulista.
Em 2013, o governador não concedeu reajuste da tarifa do pedágio e, para bancar o custo de aproximadamente R$ 500 milhões, adotou as seguintes medidas: cortou em R$ 130 milhões os recursos para a Artesp; adotou a cobrança do chamado eixo suspenso de caminhões; utilizou os créditos que o governo estadual tem referentes a obras atrasadas; e, por último, reduziu da receita de concessão, ônus fixo, a ser pago pelo governo estadual.
Já em 2014 e agora em 2015 Alckmin concedeu reajuste. Mesmo assim, a receita de pedágio subiu 16% em valores corrigidos pelo IPCA até maio de 2015. Ou seja, as empresas quase não sentiram o efeito de não ter sido dado o reajuste em 2013. Aliás, de 2000 até 2014, as concessionárias paulistas tiveram ganhos de 269% acima da inflação pelo IPCA.
Em 2000,  a receita de pedágio corrigida pelo IPCA era de R$ 2,5 bilhões e  agora chegou a R$ 9,47 bilhões. Um dos fatores que explicam isto é que os contratos até recentemente eram corrigidos pelo IGP-M. De março de 1998, quando foram assinados os primeiros contratos  para concessão das rodovias até maio 2015, o IGP-M cresceu 197%, enquanto a correção pelo IPCA seria de apenas 155%. Esta diferença de mais de 42% explica parte da elevação astronômica da arrecadação de pedágio. O aumento do fluxo de  veículos e da frota, causados pelo maior desenvolvimento do país, pode também ter contribuído.
Pedágio 1
LUCRO DAS CONCESSIONÁRIAS CRESCEU EM MÉDIA 290% 
O lucro das concessionárias rodoviárias em valores corrigidos pelo IPCA pulou de R$ 520 bilhões para pouco mais de R$ 2 bilhões, ou seja 290%. De 2010 para 2014, este crescimento foi de 56,5%. O mais interessante é que a maior participação dos lucros frente à receita de pedágio foi em 2013, ano que não teve o reajuste do pedágio, e em 2014. Foi o terceiro percentual mais alto da série histórica e quase 5 pontos percentuais acima da média do período. Ainda vale lembrar que nos primeiros cinco anos as concessionárias acumulam prejuízo, visto que devem bancar as obras e depois ter o retorno.
Quanto ao lucro líquido, há duas situações distintas.
As concessionárias antigas (os contratos são principalmente de 1998 a 2000), que já passaram da fase de perdas dos primeiros cinco anos, quando os encargos são maiores. Integram esse grupo Autoban, Tebe, Viaoeste,Via Norte, Ecovias, Autovias, entre outras.
E as concessionárias novas, que passaram a operar após 2008. Por exemplo, Ecopistas, que administra a Ayrton Senna e a Carvalho Pinto, Rodoanel e Auto Raposo Tavares.
Pedágio 2
Já as antigas concessionárias – que são a imensa maioria — superaram um ano de crise econômica com um crescimento do lucro líquido de 356 % comparando 2003 com 2014. Já comparando 2014 com  2010, este valor passou de R$ 1,67 bilhão em 2010 para R$ 2,37 bilhão.
Desde que começaram a operar, o lucro líquido total das antigas concessionárias chegou a R$ 16,6 bilhões. Curiosamente os maiores valores de participação do lucro líquido frente  à receita ocorreu em 2013, quando não houve reajuste, e no ano passado, quando chegaram a 25%.
RENTABILIDADE DE 70% NAS ANTIGAS CONCESSIONÁRIAS EM 2014 
A rentabilidade seria o percentual de Lucro Líquido ou Prejuízo Líquido auferido relacionado ao montante total aplicado pelos acionistas, ou patrimônio líquido. Neste quesito a campeã é a Via Oeste (123%), seguida da autoban ( 114%) e Centrovias (81%).
Pedágio 3-001
INVESTIMENTOS EM RODOVIAS  CAEM 30%
 
Se o lucro  e  a rentabilidade das antigas concessionárias vão bem, os investimentos realizados nelas vão mal. Em 2013, foram gastos com novas construções R$ 4,24 bilhões, especialmente graças à construção do Rodoanel Leste. Já em 2014,este valor chegou a R$ 2,93 bilhões essas despesas. Ou seja, caíram R$ 1,3 bilhão.
As maiores quedas de investimentos, entre 2014 e 2013, ocorreram na Autoban (-32%), Renovias (-71%), Ecopistas (-24%), Rota das Bandeiras (-11%), Marechal Rondon Oeste (-40%) e Spmar (-64%). Já a Ecovias elevou os investimentos em 70%.
Os números desfazem as promessas do governador de São Paulo de revisão dos pedágios e estes ainda pesam muito no bolso dos paulistas. A partir de 2018, quando o Estado deixará de receber das concessionárias algo como R$ 1 bilhão, referente ao ônus fixo,  os lucros aumentarão ainda mais. Além disto, os R$ 2 bilhões cobrados a mais pelas concessionárias não são usados para beneficiar os cidadãos paulistas e estes mais uma vez  vão pagar por esta conta.
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terça-feira, 30 de junho de 2015

Pedágios sobem até 8,47% em São Paulo a partir de quarta-feira

or Redação RBA publicado 29/06/2015 18:29
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VALTER CAMPANATO/ABR
aumento pedágio sp.jpg
Novos valores são válidos a partir do dia 1º de julho, de acordo com comunicado da Artesp
São Paulo – A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) divulgou aumento nas tarifas nos pedágios em rodovias estaduais a partir de quarta-feira (1º). O anuncio foi publicado no Diário Oficial no sábado (27). O ajuste será realizado a partir do IGP-M e do IPCA, com variação respectiva de 4,11% e 8,47%.
O aumento afetará 17 lotes de rodovias sob concessão, além do Rodoanel Mário Covas trecho Oeste/Sul. As concessionárias cujos reajustes terão como base o IGP-M são Autoban, Tebe, Vianorte, Intervias, Centrovias, Triângulo do Sul, Ecovias, SPVias, Viaoeste, Colinas, Renovias e Autovias.
Já os ajustes maiores, que devem seguir o IPCA, ficam para a Rota das Bandeiras, Viarondon, Auto Raposo, Rodovias do Tietê, Ecopistas e as praças do trecho Oeste/Sul do Rodoanel Mário Covas.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Ponte Rio-Niterói já está mais barata !



A “concessão” anterior foi do Príncipe da Privataria.



Saiu no Portal Brasil:

PEDÁGIO NA PONTE RIO-NITERÓI TEM REDUÇÃO DE 29%



Concessão

Preço de R$ 5,20 caiu para R$ 3,70 a partir desta segunda-feira (1) e vai beneficiar quem usa diariamente a ponte

A redução do pedágio na ponte Rio-Niterói (de R$ 5,20 para R$ 3,70) está valendo a partir de meia-noite desta segunda (1).  Para marcar a data, foi realizada uma solenidade próxima à praça de pedágio Rio de Janeiro, com as presenças do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues e do diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos.

“Os investimentos de R$ 1,3 bilhão que serão feitos pela nova concessionária atenderão perfeitamente o eventual aumento de demanda provocado pela redução do pedágio”, destacou o ministro Antonio Carlos Rodrigues.

A nova concessão da BR-101/RJ é administrada pela Concessionária Ecoponte, do grupo EcoRodovias Infraestrutura e Logística. Além do pedágio mais barato, estão previstos investimentos para melhorar as vias de acesso à ponte e facilitar o fluxo de veículos.

A Rio-Niterói inaugurada em 1974 foi a primeira concessão de rodovia no Brasil, feita em 1995. O novo leilão definiu que a empresa poderá explorar o serviço pelos próximos 30 anos. Os 151 mil veículos que trafegam diariamente no local serão beneficiados também pelas obras previstas que vão melhorar o fluxo de acesso à ponte.

A participação popular foi destaque na construção do processo licitatório da ponte. Em 2014, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ouviu os usuários para colher sugestões. Foram realizadas duas audiências públicas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília, além de uma reunião participativa em Niterói.

A Ponte Rio–Niterói é um dos trechos rodoviários incluídos no Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado em agosto de 2012. Foram concedidos seis trechos a empresas privadas, num total de 4.873 quilômetros. 

Somado o trecho da BR 101 (do entroncamento da BA 698 – acesso Mucuri – até a divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro), concedido no modelo antigo, o total licitado no governo Dilma Rousseff alcançou 5.349 km de rodovias federais. Mais 2.625 quilômetros estão em análise e serão leiloados proximamente.


domingo, 22 de março de 2015

Concessão de rodovias é desafio para o governo

Para viajar por 213 quilômetros entre Ponta Grossa, no interior do Paraná, e o Porto de Paranaguá, no mesmo estado, o motorista gasta 31,9 reais em pedágios na BR-277, operada pela Rodovias das Cataratas desde 1997, uma das primeiras concessões do País. Para percorrer praticamente a mesma distância entre Curitiba e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, na BR-376 e na BR-101, parte das concessões federais de 2007, pagam-se 5,4 reais. Apesar do pedágio mais baixo, a estrada, operada pela Autopista Litoral Sul, é mal avaliada pelos usuários, por causa dos atrasos nas obras. Os dois casos ilustram as disparidades das concessões de rodovias no País, baseadas na Lei nº8.987, de 1995. Os usuários são obrigados a optar entre estradas boas com pedágios elevadíssimos e rodovias com tarifas baixas e quase intransitáveis. A rodada de concessões federais em 2013 foi um avanço, segundo especialistas, ao criar condições para a combinação de tarifas baixas com uma maior exigência de desembolso e investimentos das concessionárias antes da cobrança dos pedágios.
Problemas com concessões eventualmente envolvem governadores. Em 2002, o Paraná ampliou irregularmente um trecho de rodovia explorado pela Caminhos do Paraná. No mesmo ano, o candidato Roberto Requião foi eleito com a proposta de baixar os pedágios dos contratos em vigor. A briga foi parar na Justiça e as concessionárias venceram. Em 2011, o ex-governador do Paraná Jaime Lerner foi condenado por conta da irregularidade cometida em 2002, mas o crime prescreveu.
Carta Capital
Vinte anos depois das primeiras concessões, permanece o desafio de combinar bons serviços e tarifas justas de pedágio
Rodovia
por Samantha Maia — publicado 22/03/2015
Os elogios dos usuários às boas condições de algumas vias são acompanhados de críticas aos pedágios extorsivos, que pesam no bolso dos donos de automóveis e passageiros de ônibus e reduzem a competitividade dos transportadores de cargas. A tarifa média em São Paulo, onde foram concedidos 3,5 mil quilômetros de rodovias em 1998 e 1,8 mil quilômetros em 2008, é de 12,76 reais por 100 quilômetros, atrás apenas do Rio de Janeiro (12,93 reais) e acima da média brasileira (9,04 reais). Os contratos assinados pelo ex-governador Mario Covas garantem atualmente às empresas, entre elas as maiores empreiteiras do País, uma lucratividade não encontrada em outros investimentos de infraestrutura.
As condições econômicas desfavoráveis da época do início das concessões, com juros e dólar altos, são a justificativa do estado de São Paulo para aceitar uma taxa interna de retorno média de 19,3% ao ano para as concessionárias, mais do dobro dos 8,9% adotados nas concessões federais em 2007. Permanece sem explicação, entretanto, a não renegociação dos contratos com a mudança do ambiente de negócios, que não justificava mais porcentuais daquela magnitude. Pesa nas tarifas o critério de escolha, na licitação, do maior valor de outorga pago pelas concessionárias ao estado, em detrimento do custo baixo do pedágio. O governo paulista arrecadou em dois lotes de rodovias 14,7 bilhões de reais em valores correntes. No primeiro lote, o impacto na tarifa é de, aproximadamente, 10%, segundo concluiu a Comissão Parlamentar de Inquérito implantada na Assembleia Legislativa de São Paulo em 1999.
O modelo pautado na modicidade tarifária, adotado no governo Lula a partir de 2007, significou uma contraposição à fórmula paulista. Extinguiu-se a cobrança de outorga, baixou-se a taxa interna de retorno e definiu-se como critério de classificação a proposta de tarifa mais baixa. O formato atraiu a espanhola OHL, que arrematou cinco dos sete lotes leiloados.
Não demorou muito para os atrasos de obras essenciais evidenciarem a incapacidade de a empresa realizar os investimentos e as fragilidades do novo modelo. A OHL se desfez das concessões no fim de 2012, um ano depois do prazo da entrega das obras, não cumprido. Segundo a companhia, a demora na liberação de licenças ambientais e os constantes pedidos do Poder Público para mudanças no projeto causaram os seus problemas. Outra explicação é a tarifa excessivamente baixa, insuficiente para arcar com os custos das obras.
No mesmo ano, os contratos da OHL foram assumidos pela Arteris, controlada pela espanhola Abertis, a maior concessionária de rodovias do mundo, e os prazos foram prorrogados para 2017. Depois da assinatura, em 2013, de termos de ajuste de conduta com as concessionárias que apresentavam atrasos, a Agência Nacional de Transportes Terrestres garante que 79% das obras previstas estão concluídas ou em execução.
Os problemas levaram os governos a rever o desenho das suas concessões. São Paulo adotou um modelo híbrido em 2008, de combinação do critério do menor pedágio com o pagamento de outorga, mas não obteve uma tarifa significativamente mais baixa. O preço por 100 quilômetros, de 13,65 reais nas concessões da década de 1990, ficou em 10,62 reais. Os questionamentos levantados pela segunda CPI do Pedágio da Assembleia Legislativa de São Paulo, instalada em 2014, não provocaram a revisão dos contratos antigos.
Uma medida de 2006 do governo paulista aumentou ainda mais os ganhos das concessionárias. A prorrogação do contrato de 10 das 12 empresas por até oito anos gerou um ganho indevido de 2 bilhões de reais até 2012, segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo. Para o órgão regulador, os critérios usados para o reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos resultaram em aumento da taxa interna de retorno das empresas. A TIR da Autoban passou de 19,78% para 20,25%. O ex-governador Cláudio Lembo, que assumira o mandato no lugar de Geraldo Alckmin, licenciado para concorrer à Presidência da República, disse à época não saber o conteúdo da prorrogação que assinou. O caso continua em análise e há questionamentos na Justiça, afirma a Artesp.
Tabela
No leilão de 2013, o governo federal adotou novas exigências. Fixou tarifas-teto mais altas e condicionou o início da cobrança de pedágio à duplicação de 10% da rodovia. Segundo Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, o formato é mais equilibrado, por perseguir a modicidade tarifária sem inviabilizar o investimento. “A exigência de um desembolso da concessionária antes da cobrança da tarifa forçou a formação de consórcios financeiramente fortes, com capacidade de realizar as obras necessárias.” O pedágio de 2,64 reais/100 km na BR-163, concessão arrematada pela Odebrecht, e o de 2,85 reais das BRs 060, 153 e 264, concedidas à Triunfo, entre Brasília e Belo Horizonte, confirmam o avanço em relação ao modelo antigo, representado na tarifa média de 12,76 reais nas rodovias de São Paulo.
Para Joísa Dutra, professora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV, o governo federal corrigiu os erros da rodada anterior ao estabelecer requisitos mais rigorosos em relação às responsabilidades dos concessionários. Nas próximas concessões, ela prevê, porém, a necessidade de investimentos maiores e dificuldade em manter baixos os pedágios. Propõe o uso da Parceria Público-Privada, para garantir segurança jurídica à contrapartida do governo. Segundo Resende, a PPP não resolve o problema da desconfiança do setor privado em relação ao orçamento público. A melhor solução, diz, está no formato das concessões adotado em 2013. Para a Associação Brasileira de Concessões  de Rodovias, não há um modelo melhor que o outro, pois depende dos objetivos do governo e das características do projeto. A entidade prevê investimento 55 bilhões de reais em concessões no País nos próximos cinco anos. A intenção do Planalto era licitar neste ano mais cinco trechos de rodovias. O ajuste fiscal coloca, porém, os planos em compasso de espera.
Resposta da Arteris:
A Autopista Litoral Sul dedica constantes esforços para melhorar as condições de tráfego, serviço e segurança dos usuários, diferente do que sustenta a reportagem “Estradas sinuosas”, da última edição de CartaCapital. A concessionária investiu mais de R$ 1,4 bilhão desde 2008. Os recursos garantiram a recuperação de 358 quilômetros de vias duplicadas, um trevo concluído e seis em andamento, 29 passarelas e 30 quilômetros de terceiras faixas concluídos. Desta forma, não procede que a rodovia tem baixa aprovação por falta de obras. A taxa de satisfação dos usuários é elevada, conforme pesquisa recente. A Arteris promove um intenso programa de infraestrutura, não procedendo que a baixa tarifa representa um entrave. Em 2014, a companhia investiu R$ 1,9 bilhão, sendo 85% em estradas federais.
Assessoria de imprensa da Arteris
*Reportagem publicada originalmente na edição 840 de CartaCapital, com o título "Estradas sinuosas"

sábado, 21 de março de 2015

O que muda na nova concessão da Ponte Rio-Niterói?

http://www.zedirceu.com.br/o-que-muda-na-nova-concessao-da-ponte-rio-niteroi/
Por José Augusto Valente
O antigo contrato de concessão da operação e manutenção da Ponte Rio-Niterói se encerra neste ano, o que levou o governo federal a fazer um novo leilão dessa concessão.
O certame foi realizado quarta-feira passada (18/3) e a empresa Ecorodovias foi a vencedora do leilão público para operar, nos próximos 30 anos, sob concessão, os 13,2 quilômetros de extensão da Ponte Rio-Niterói.
Pelas regras do leilão, venceria quem apresentasse proposta de menor preço de pedágio, cujo teto foi fixado pelo governo em R$ 5,18620, a preços de janeiro de 2014.
A vencedora apresentou a menor oferta de pedágio de R$ 3,28 reais por veículo, um preço 36,67% menor do que o teto máximo fixado pelo governo no Edital.
Uma grande vitória para o governo Dilma, para os usuários da Ponte e para o país!
O que muda nesse novo contrato?
Para começar, o pedágio que atualmente está em R$ 5,20, para automóveis ou por eixo de caminhão, passará a R$ 3,70, já que o valor proposto (R$3,28) referia-se a janeiro de 2014.
O melhor de tudo é que, apesar da redução significativa do valor do pedágio, investimentos significativos serão realizados no período do contrato. os investimentos em infraestrutura na concessão foram calculados em R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 810 milhões nos cinco primeiros anos.
Entre as obras se destacam um viaduto entre a ponte e a Linha Vermelha; a construção de uma passagem do tipo ‘mergulhão’ na Avenida Feliciano Sodré (direção leste-oeste) passando sob a Praça Renascença, em Niterói; e a Via Portuária, que ligará a Ponte e a Av. Brasil ao Porto do Rio de Janeiro, melhorando o fluxo de caminhões e evitando a interferência urbana no bairro do Caju, adjacente ao porto.
A ponte Rio-Niterói tem um fluxo de 56 milhões de veículos por ano e atende, em grande parte, as necessidades de deslocamentos entre Rio/Baixada Fluminense e Niterói, São Gonçalo, Rio Bonito, Macaé, Campos e Vitória/ES. Nos fins de semana, feriadões e no verão, atende aos deslocamentos de veranistas que moram no Rio e Baixada Fluminense em direção à Maricá, Saquarema, Araruama, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, Rio das Ostras, Cabo Frio e Búzios, entre outras cidades.
Um aspecto importante, nisso tudo, é que o governo federal vem conseguindo, sucessivamente, reduzir tarifas de pedágio, graças ao seu modelo de leilão buscando o menor preço. É muito grande o contraste entre os valores de pedágios do governo do Estado de São Paulo e das rodovias federais, na medida que aqueles visam auferir receita com o leilão (outorga onerosa), refletindo em elevados valores, como é o caso da Imigrantes, Bandeirantes e Anhanguera, entre outras rodovias de São Paulo.
Com o leilão de nesta quarta-feira, o governo retomou o programa de concessões à iniciativa privada de trechos de rodovias do país. Na lista de possíveis próximos leilões estão trechos da BR 163 entre Sinop, em Mato Grosso, e o Pará; da BR 364, entre Rondonópolis (MT) e Goiânia (GO); outro trecho da BR 364, entre Mato Grosso e Minas Gerais; da BR 476, entre Paraná e Santa Catarina; e da BR 480, entre Goiás e Minas Gerais. Estima-se nesta nova fase do programa investimentos da ordem de R$ 18,3 bilhões.
José Augusto Valente é especialista em logística

quinta-feira, 19 de março de 2015

Concessão da Ponte Rio Niterói do Governo DILMA dará uma redução de R$ 900,00 ao ano para os usuários


 



Setorial Nacional de Transportes do 
PT



Em junho de 2015 quando a nova concessionária assumir a Ponte Rio Niterói, cuja licitação ocorreu ontem, o valor da tarifa será de R$ 3,70. Atualmente os usuários pagam R$ 5,20. Assim haverá um ganho de R$ 1,50 por travessia da ponte. Como os motoristas fazem no mínimo duas viagens diariamente, haverá um ganho de R$ 3,00, o que num ano o cidadão deixará de gastar R$ 900,00, ou seja, mais do que um salário mínimo adicional. Isso porque o governo da nossa Presidenta preza pela modicidade tarifária, ou seja, ganha quem apresentar o menor preço. Além disso a concessionária terá de investir R$ 1,3 bilhão, fazendo obras que vão beneficiar a cidade do Rio de Janeiro e a de Niterói, melhorando a mobilidade urbana. Já em São Paulo os pedágios continuam muito caros e os tucanos nem ai. Na CPI dos Pedágios que ocorreu no ano de 2014 na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a Bancada  do PT chegou à conclusão de que se adotar medidas adequadas, a redução das tarifas de pedágios poderia ser de 51%, mantendo o mesmo nível do serviço. Em 2018, duas concessões de rodovias estaduais estarão vencendo, esperamos que o governo estadual não as prorroguem, como fez com outros 10 lotes, e licite esses dois para que os usuários paulistas possam ter um pouco de alívio, pois pagam um dos pedágios mais caros do mundo, principalmente se formos levar em conta a renda média dos países que tem rodovias pedagiadas.

Leilão da Rio-Niterói tem deságio de 37%

Os aecistas lá fora panelando e a Dilma governando …

 culpa é do Lula, deixar o pobre ter carro ...

Do Portal Brasil:

ECORODOVIAS VENCE CONCESSÃO DA RIO-NITERÓI COM UM DESÁGIO DE 36,6%


Rio-Niterói recebe um fluxo de mais de 56 milhões de veículos ao ano e é considerada a maior ponte rodoviária do País

O leilão da Ponte Rio-Niterói foi arrematado, na manhã dessa quarta-feira (18), pela EcoRodovias Infraestrutura e Logistica SA, com um deságio de 36,67% em relação ao teto de R$ 5,18. A oferta de pedágio proposta pela empresa foi de R$ 3,284, sendo que a tarifa cobrada atualmente é de R$ 5,20.

Estima-se que com a nova proposta o preço do pedágio deve cair para R$ 3,70 a partir de 1º de junho. A diferença entre este valor e o resultado do leilão se deve à projeção da variação do IPCA em relação à data base do contrato, janeiro de 2014.

Em segundo lugar ficou o Consórcio Nova Guanabara, com um lance de R$ 3,35900 e deságio de 35,23%. E em terceiro, o TPI – Triunfo Participações e Investimentos S.A. , com lance de R$ 3,86999 e deságio de 25,38%.

Considerada a maior ponte rodoviária do País, a Rio-Niterói recebe um fluxo de mais de 56 milhões de veículos ao ano e 151 mil diariamente.

Obras obrigatórias

A EcoRodovias deverá implantar uma alça de ligação do sistema rodoviário à Linha Vermelha com o objetivo de evitar que os usuários com destino à Baixada Fluminense e à Rodovia Presidente Dutra utilizem a Avenida Brasil.

O edital prevê a obra da Avenida Portuária, permitindo o acesso de veículos pesados da Avenida Brasil à área do porto, evitando a passagem dos caminhões às vias de acesso e saída da Ponte e melhorando, dessa maneira, a fluidez do tráfego local.

Também deve ser implantada uma passagem subterrânea sob a Praça Renascença em Niterói, na direção da Avenida Feliciano Sodré, com o objetivo de proporcionar maior fluidez ao tráfego do sistema rodoviário.

Navalha
O amigo navegante percebeu que o pedágio deve cair de R$ 5,20 para R$ 3,30.
R$ 5,20 é o valor do pedágio tal qual fixado pelo leilão doPríncipe da Privataria.
Além dos R$ 3,30, os novos termos do leilão do Governo Dilma exigem obras para aliviar o trafego na Linha Vermelha, na Avenida Portuária e no desembarque em Niterói.
Pois é isso, amigo navegante, o PiG tenta o Golpe.
O Ataulfo Merval (ver no ABC do C Af) ainda não entendeu que o artigo 85 da Constituição exige que a Presidenta rouba para haver o impítim.
Os 82% de aecistas vão continuar batendo na panela Le Creuset e a Dilma lá no Palácio … Governando.
A MP do Esporte e a nova ponte Rio-Niterói.
Tudo isso em dois dias …
Vai ser assim quatro anos.



Em tempo: o jornal (?) O Globo, numa “informação” ao lado da colona (no ABC do C Af) da Urubóloga, considera a notícia um desastre ferroviário. É que, com a redução do pedágio, vai aumentar o numero de carros (de pobres) na ponte … E isso é uma vergonha ! Vai provocar engarrafamentos !


Paulo Henrique Amorim

Pedágio na ponte Rio-Niterói (via federal) cai de R$ 5,20 para R$ 3,70



Na licitação realizada hoje (18) para renovar a concessão da Ponte Rio-Niterói pelos próximos anos, o preço do pedágio caiu dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70 a partir de 1º de junho deste ano.

A Ecorodovias Infraestrutura e Logística S.A. foi a vencedora ao oferecer preço bem menor do que a atual concessionária CCRponte, que administra a via por 20 anos até o mês de maio quando vence a antiga concessão.

Ecorodovias vence concessão da Rio-Niterói e pedágio cairá para R$ 3,70

  • 18/03/2015 11h36
  • São Paulo
Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil* Edição: Denise Griesinger
Ponte Rio-Niterói - Rio de Janeiro
A partir de 1° de junho, o pedágio da Ponte Rio-Niterói para carros de passeio vai passar dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70Alexandre Macieira/Riotur
A Ecorodovias Infraestrutura e Logística S.A venceu na manhã de hoje (18) o leilão de concessão da Ponte Rio-Niterói. A companhia ofereceu deságio de 36,67%, o que significa tarifa-base de R$ 3,28. Com isso, a partir de 1º de junho deste ano o pedágio para os usuários da ponte cairá dos atuais R$ 5,20 para R$ 3,70 (veículos de passeio).
O Consórcio Nova Guanabara ficou em segundo lugar, oferecendo deságio de 35,20% – tarifa de R$ 3,39. O Consórcio Ponte, do qual faz parte a atual concessionária (CCR), ofereceu o pior lance entre os seis que disputaram a concorrência, tarifa de R$ 4,24 – deságio de 18,20%. A companhia administrou a ponte por 20 anos e o contrato vence no mês de maio.
Inaugurada em 1974, a Rio-Niterói é a 11ª maior do mundo, tem 13,2 quilômetros de extensão e 72 metros de altura. A ponte é a principal ligação da cidade do Rio de Janeiro com Niterói e o inetrior do estado.
A nova concessionária assinará um contrato para prestar serviços por 30 anos. A administradora deverá fazer investimentos estimados em R$ 1,3 bilhão. Entre as obras obrigatórias, está a construção de uma via elevada ligando a ponte à Linha Vermelha. Está prevista também ligação na Avenida Feliciano Sodré que passe sob a Praça Renascença, em Niterói.
O secretário estadual de Transportes, Carlos Osorio, ao comentar o resultado da licitação para a escolha da nova concessionária que administrará a Ponte Rio-Niterói, disse que, no edital de licitação, constam investimentos nos acessos à Ponte Rio-Niterói, tanto do lado do Rio de Janeiro quanto de Niterói. Entre eles está a construção de um mergulhão de acesso direto da ponte ao centro de Niterói, que vai ter impacto positivo tanto na chegada quanto na saída ao município da Região Metropolitana do Rio.
No sentido contrário, será construída um alça de acesso à Avenida Brasil e à Linha Vermelha. A alça vai melhorar o tráfego de 40% dos motoristas que atualmente circulam pela ponte em direção às zonas norte e oeste do Rio, à Baixada Fluminense e também às rodovias Washington Luis e Presidente Dutra.
“Com a construção da alça de acesso haverá uma divisão do trânsito em direção ao Centro do Rio e [também haverá] um acesso direto da Avenida Brasil, na altura de Manguinhos, ao Caju, tirando da proximidade do Centro da Cidade um número grande de caminhões de carga, com impacto positivo para o trânsito na região”, acredita o secretário.
*Colaboraram Nielmar Oliveira e Tâmara Freire, do Rio de Janeiro//Matéria ampliada às 13h56 do dia 18/03.