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terça-feira, 13 de junho de 2017

Empresas pedem mais tempo para participar da licitação do VLT de Salvador

VIATROLEBUS

Está marcado para o próximo dia 30 de junho a licitação para a construção do VLT de Salvador mas as empresas que estão interessadas em participar estão pedindo para que o Governo do Estado dê mais 60 dias de prazo para mostrarem suas propostas.
O Governdo do Estado vai analisar o pedido.
O VLT devrá ter extensão de 18,5 km com 21 estações e está orçado em cerca de  R$ 1,5 bilhão e ligará Calçada, na Cidade Baixa, ao subúrbio de Salvador.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Com obra parada, VLT custa R$ 16 milhões por mês

viatrolebus

As obras do VLT de Cuiabá estão paradas desde dezembro de 2014 e consommé R$ 16 milhões por mês dos cofres públicos, diz o governo do Estado de Mato Grosso. O montante é referente a dívidas passadas com o Consórcio VLT, responsável pela implantação, e a manutenção do que já foi adquirido pelo estado para o metrô de superfície rodar em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana.

“Temos hoje um custo de correção monetária sobre valores que são devidos ao consórcio, que não foram pagos até dezembro de 2014, de R$ 300 milhões. Todos os meses encarecem em mais R$ 800 mil, que é a correção pelo IPCA. E os veículos parados têm custo de manutenção, em torno de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões por mês. E com o veículo parado, o mato-grossense já paga o financiamento tomado com a Caixa Econômica e com o BNDES, em torno de R$ 14,5 milhões”, disse Rogério Gallo, procurador-geral do estado.

Um acordo havia sido firmado em março entre governo do estado e o consórcio para retomada das obras porém o Ministério Público Estadual e Federal questionam valor de R$ 922 milhões para dar continuidade e terminar a implantação do VLT.

Transporte inovador chinês: nasceu o primeiro 'filho' da era não tripulada

Trem sem trilhas

Transporte inovador chinês: nasceu o primeiro 'filho' da era não tripulada

© Foto: Youtube/CGTN
SPUTNIK
https://br.sputniknews.com/videoclube/201706098609809-primeiro-trem-sem-trilhos/

No mundo moderno é difícil criar algo realmente novo. Por isso, o mais interessante é encontrar uma ideia fresca que combine conceitos existentes de maneira inovadora, tal como fez a empresa chinesa CRRC.

A companhia asiática combinou dois métodos de transporte existentes – a ferrovia e o ônibus – com as tecnologias não tripuladas para criar o ART, "transporte sobre carris autônomo rápido", que ainda não tem um nome formal.
O aparelho peculiar segue de forma autônoma uma trajetória definida pintada sobre a superfície da estrada, como um bonde, e consiste de vagões, como um trem. Além disso, tem um lugar para o condutor em caso de ser preciso se desviar do seu caminho.
Sua instalação motriz é eléctrica, e o primeiro protótipo é capaz de viajar 25 quilômetros por cada recarga de 10 minutos. Além disso, o veículo está dotado de vários sensores destinados a monitorizar a situação na estrada.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Congresso UITP: VLT da Baixada Santista recebe prêmio internacional

Sobre ônibus elétricos, especialistas dizem que sistemas de recarga poderão demorar apenas dois segundos no modo rápido. Em relação à mobilidade, consenso é que informação atrai passageiros
ADAMO BAZANI
O Congresso Internacional sobre mobilidade urbana realizado em Montreal, no Canadá, teve como um dos vencedores do prêmio UITP Awards o projeto de VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, que liga as cidades de Santos e São Vicente, no litoral Sul de São Paulo.
O evento é realizado pela UITP – União Internacional de Transporte Público e ocorreu entre os dias 15 e 17 de maio.
Apesar de não estar ainda completo em relação ao projeto original e os trechos em operação terem sido entregues com atraso, o projeto recebeu a premiação na categoria “financiamento inteligente e modelos e negócios”.
Estão hoje em operação 11,5 quilômetros do primeiro trecho entre as estações Barreiros (São Vicente) e Porto (Santos). As obras custaram ao Governo do Estado, R$ 1,3 bilhão somente neste trecho.
Ainda estão em obras os 8 km do segundo trecho, entre “Conselheiro Nébias – Valongo”.
O prazo inicial de conclusão dos dois trechos era entre 2014 e 2015.
As operações do VLT da Baixada Santista se dão pelo modelo de PPP – Parceria Público-Privada, entre o Governo do Estado de São Paulo, por meio da EMTU -Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, e o Consórcio BR Mobilidade, do Grupo Comporte, da família de Constantino de Oliveira, mesmo proprietário da Viação Piracicabana, que concentra todo transporte municipal de Santos (linhas comuns) e detém a maior parte das linhas da região metropolitana da Baixada Santista.
Foram premiadas a EMTU – Empresa metropolitana de Transportes Urbanos e a Addax, empresa que fez o projeto de negócios.
A empresa em seu site diz que atua em vários projetos de transportes, alguns bem sucedidos, como o próprio VLT e a Linha 4 Amarela, outros ainda em estudos como o PPP do sistema de bilhetagem eletrônica do metrô, os corredores de ônibus da SATras, em Santo André, o Expresso Oeste Sul da CPTM, o Expresso ABC da CPTM, O Expresso Aeroporto linha 14 Onix, também da CPTM, e ainda os que enfrentam vários entraves, como o monotrilho da linha 18 do ABC Paulista a linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, entre outros.
INFORMAÇÃO E ÔNIBUS ELÉTRICOS:
No último dia de congresso foram discutidos diversos temas: a sustentabilidade continuou entre os principais assuntos.
Os ônibus elétricos a bateria devem ser a tendência para que os veículos de transporte coletivo sobre pneus poluam menos.
Atualmente, um dos entraves para que frotas maiores não utilizem esses tipos de ônibus é o tempo de recarga das baterias. Segundo os especialistas que participaram do evento, a indústria do setor já tenta resolver o problema.
As estimativas é que seja comum que as recargas rápidas em terminais e estações demorem entre 2 segundos e 10 minutos e as lentas completas, entre 30 minutos e sete horas, dependendo da operação do veículo.
Já em relação a como deixar o transporte coletivo mais atraente para as pessoas, os especialistas destacam o acesso à informação, como um dos principais meios.
Assim, segundo estes profissionais e estudiosos, as pessoas querem confiabilidade nos transportes e, para isso, devem saber os trajetos que os ônibus vão fazer, as linhas em detalhes com pontos de conexão, a previsão de chegada dos ônibus nos pontos e informações básicas como o nome das paradas de ônibus nas estruturas físicas, algo simples, mas ausente em diversos sistemas.
A tecnologia também deve estar a serviço de uma melhor gestão de transportes, como por exemplo, facilitando decisões rápidas para desviar os ônibus de rotas obstruídas por congestionamentos e acidentes para que vários coletivos não fiquem parados por causa de um único trecho na linha.
A integração entre transporte individual e coletivo também foi debatida:
O pesquisador em transportes, Mário dos Santos Custódio, esteve no evento e enviou ao Diário do Transporte, um relato sobre os painéis que participou.
Há um grande congestionamento de veículos nas ruas e estradas do mundo, atingindo todos os países em todos os Continentes.
Como resolver, se as pessoas que usam carro não querem saber de deixá-lo para tomar o transporte público?
Segundo os especialistas, para atrair as pessoas para o transporte público, além da setorização dos deslocamentos ou deslocamentos regionais até estações de transferência, é imprescindível:
–  criar vagas de estacionamento públicas e seguras, abraçando carros, motos e bicicletas;
–  estabelecer rotas de ônibus que levem as pessoas aonde as pessoas precisam ou querem ir;
–  ter tabelas de horários e informá-las às pessoas.
Aplicativos de alta tecnologia estão sendo desenvolvidos para alterar a forma como os ônibus se relacionam com as pessoas.
Precisamos equacionar como os motoristas vão administrar trafego e cumprir horário.
Hoje um ônibus permanece muitas vezes parado por “n” motivos. A ideia é que sistemas identifiquem imediatamente o que fazer, quais as melhores opções de tráfego para tirar o ônibus dali, ao menos para fazer andar a fila e tirar as pessoas do sufoco.
Quanto à emissão zero, mais uma vez disseram que não há solução única. Cada região deve analisar seus aspectos locais para determinar a solução mais adequada.
Sobre o desempenho dos ônibus a bateria, espera-se que, a partir de 2020, haja uma revolução, passando o desempenho desse tipo de ônibus ser superior ao diesel.
As cargas rápidas passarão a ser de 2 segundos a 10 minutos e as lentas de 30 minutos a 7 horas, dependendo da operação do veículo.
Na questão das operações de ônibus, foi dito que hoje há as seguintes restrições: dinheiro para pagar as tarifas, contratos capazes de ser cumpridos e gratuidades. Entretanto, há várias oportunidades, quais sejam: declínio do carro privado, melhoria dos sistemas de informação e melhor organização das operadoras.
Cidades citadas hoje: Barcelona, Bruxelas, Chicago, Cingapura, Guadalajara, Londres, Los Angeles, Madri, México, Montreal, Nova Delhi, Nova Iorque, Puebla, Santa Cruz de la Sierra e Sidney.
Finalizando, houve a Sessão de Encerramento, na qual a EMTU foi premiada pelo Projeto do VLT BAIXADA SANTISTA.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Aviso de licitação do VLT do Subúrbio é publicado; veja vídeo do projeto

Modal vai substituir trens do Subúrbio Ferroviário de Salvador; previsão é que obras sejam concluídas no segundo semestre de 2019

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
CORREIO
O aviso de licitação para implantação e operação do Veículo Leve sobre Trens (VLT) em Salvador foi publicado na edição desta quarta-feira (3) no Diário Oficial. Os dois processos serão realizados por meio de Parceria Público Privada (PPP). As propostas serão recebidas e abertas no dia 30 de junho de 2017, na sede da BM&FBOVESPA, em São Paulo.
O Edital de Concessão nº 01/2017 estará disponível a partir desta quinta-feira (4) no site da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) ou na sede da pasta. 

Obras do VLT devem começar no segundo semestre deste ano (Foto: Divulgação/ Casa Civil)
A previsão é que as obras comecem em até 90 dias após a assinatura do contrato da PPP, enquanto o prazo estimado para conclusão é de 24 meses. Com cerca de 19 quilômetros de extensão e 21 paradas, o VLT vai substituir o Sistema de Trens do Subúrbio, ligando a região do Comércio a Paripe. 
A primeira fase das intervenções contemplará o trecho entre o Comércio e Plataforma, de 9,4 quilômetros. A segunda é entre as estações de Plataforma e São Luiz, de 9 quilômetros.
O Sistema de Trens do Subúrbio tem 13,6 km e liga os bairros de Paripe a Calçada. Com a implantação do VLT, o novo modal ampliará a ligação da Cidade Baixa em cerca de 5 km, chegando até a Avenida São Luiz, em um extremo, e o bairro do Comércio no outro.
O VLT será formado por 20 composições de tração elétrica, com capacidade de levar mais de 600 passageiros cada. A estimativa é que, com a conclusão das obras, o trajeto entre a primeira e última estação seja feito em 40 minutos. A expectativa do Governo do Estado é de beneficiar mais de 1,5 milhão de moradores do Subúrbio Ferroviário.
O VLT começa com pelo menos dois anos de atraso. O primeiro projeto foi enviado para captação de recursos no Ministério das Cidades em 2011 e o edital de licitação chegou a ser anunciado para 14 de agosto de 2015. O certame foi adiado diversas vezes.  A obra está orçada em R$1,5 bilhão de reais. 

VLT de Salvador deve começar a operar em 2019


Nesta semana foi publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia o edital para licitação do VLT que vai ligar a região de São Luiz, em Paripe, até o bairro do Comércio.
O sistema será implantado por PPP (Parceria Público-Privada) e a abertura das propostas está marcada para o dia 30 de junho na Bovespa. As obras devem ter início em até 90 dias após a assinatura do contrato da parceria, enquanto o prazo de conclusão das intervenções é de 24 meses. O valor estimado dos investimentos é de R$ 1,5 bilhão.
Ao todo serão 19km de extensão, 21 paradas e 2 pátios de manutenção dos trens. O modal será formado por 20 composições de tração elétrica, capaz de levar mais de 600 passageiros em cada uma. Se tudo correr dentro do esperado, a operação do VLT deve ser iniciada em 2019.
De acordo com o Governo do Estado, as obras estão dividas em duas fases: a primeira, entre o Comércio e Plataforma, tem aproximadamente 9,4 quilômetros e a segunda, entre Plataforma e São Luiz, com nove quilômetros. Após entrar em operação, a expectativa é a de que todo o percurso seja feito, de uma ponta a outra, em 40 minutos. Ainda de acordo com o projeto, o VLT estará integrado as linhas 1 e 2 do metrô e aos roteiros do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) metropolitano, a ser implantado na Linha Vermelha, cujas obras estão em andamento.
“A implantação do VLT caracteriza a prioridade que o Governo da Bahia tem com a população do Subúrbio de Salvador. Vamos dar mais dignidade, qualidade de vida aos moradores da região, diminuindo o tempo de locomoção, oferecendo um sistema de qualidade, com conforto e segurança”, afirmou o secretário Bruno Dauster, da Casa Civil.

terça-feira, 25 de abril de 2017

VLT de Fortaleza terá operação assistida em maio


O trecho em questão, de número dois, está com 93% das obras concluídas e será o primeiro a ficar pronto
ALEXANDRE PELEGI
Demorou, mas finalmente a população de Fortaleza vai poder utilizar um trecho do VLT para se locomover na capital cearense. A informação partiu da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), que estima começar em maio o que chamou de “operação assistida” de parte do ramal Parangaba-Mucuripe, no trecho entre as estações Parangaba e Borges de Melo.
Quando pronto, o modal terá 13,4 quilômetros de extensão, dos quais 12 quilômetros em superfície e 1,4 em trechos elevados. O VLT de Fortaleza atravessará 22 bairros onde moram mais de 500 mil pessoas.
A implantação do VLT foi iniciada em 2012. As obras, divididas em três trechos, ficaram paralisadas por mais de um ano por conta de problemas com a empresa responsável. Outro fator que contribuiu para alongar a entrega da obra foram os impasses que surgiram nas desapropriações. Por fim, as obras foram retomadas em 2015.
A operação assistida funcionará como um teste com passageiros, sem cobrança de tarifa. O VLT funcionará de segunda à sexta-feira, das 8h ao meio dia, segundo informações do Metrofor, órgão responsável pela operação dos trens. O trecho que passará a funcionar no próximo mês é o de número dois, já com 93% de execução e que será o primeiro a ficar pronto. Desde setembro de 2016 esse trecho funciona em caráter experimental, apenas das 10h às 11h, quando são realizadas quatro viagens por dia. Nessas ocasiões são verificados o funcionamento da via férrea, da plataforma e das estações.
O trecho um do VLT de Fortaleza abrange a construção da passagem inferior da Avenida Borges de Melo, e deve ser concluído na sequência. A previsão de entrega parcial desse trecho está prevista para acontecer a partir do mês de junho deste ano. Os trabalhos alcançam, atualmente, 50% de execução.
Já o trecho três demandará mais tempo para ficar pronto. A estimativa de entrega ficou para o início de 2018, sem previsão de data para início da operação comercial.
Os serviços nos três trechos são executados pelo Consórcio VLT Fortaleza, formado pelas empresas AZVI S. A. do Brasil e Construtora e Incorporadora Squadro Ltda, com orçamento total da obra de R$ 284.644.592,16.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bahia quer lançar edital de licitação do VLT até março

Viatrolebus

O Governo do Estado da Bahia deve lança até o mês de março o edital de licitação do Veículo Leve Sobre trilhos – VLT que substituirá o sistema de Trens do Subúrbio de Salvador, e ainda acrescentar novas estações.
A previsão foi confirmada pelo diretor financeiro da Bahiainveste, Ataíde Oliveira. Por hora uma comissão analisa as propostas de interessados no financiamento do projeto recebidas pelo edital de chamamento.
“Fizemos uma consulta pública em Paripe, para a população, e outra para empresários na Bovespa, em São Paulo”, diz Oliveira. Esta sendo elaborada a modelagem técnica e econômico-financeira do projeto. “A[A consultoria] será realizada para atualização e revisão de estudos que vem acontecendo há mais de dois anos. O governo vem produzindo informações e debatendo sobre o projeto desde o começo de 2015”, explica Oliveira.
O chamado VLT Metropolitano é um projeto do governo Baiano, que busca interligar a capital e cidades próximas. Em Salvador, existe projeto para a prolongação de Pirajá até a Avenida São Luís, ainda no bairro de Pirajá, e da Estação da Calçada até o bairro do Comércio, além de ramais para conectar com o metrô. Na região Metropolitana, o VLT atenderia a Dias d’Ávila, Candeias, São Francisco do Conde, Pojuca, Catu e por fim Alagoinhas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

VLT da Baixada Santista ganha 4 novas estações

 RENATO LOBO 

viatrolebus
O sistema de Veículo Leve Sobre Tilhos da Baixada Santista ganha nesta terça-feira, 31 de janeiro, mais quatro estações: Ana Costa, Washington Luís e Porto, em Santos e na cidade de São Vicente a parada Barreiros.
Com a entrega, 14 das 15 estações do trecho de 11 km entre Barreiros e o Porto de Santos estarão em funcionamento, restando apenas a Conselheiro Nébias.
Esta última parada teve as obras civis concluídas, mas passa por implementação do sistema de comunicação.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

VLT de Natal ganha nova composição

 RENATO LOBO 

O sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos de Natal recebe a quarta composição nesta sexta-feira, 18 de novembro, com direito a solenidade e presença do Ministro das Cidades – Bruno Araújo, do Diretor Presidente da CBTU – José Marques, do Presidente do Conselho Administrativo da CBTU – Joaquim Francisco e do Superintendente da CBTU NATAL – Leonardo Diniz.
A comitiva deve ainda anunciar ações previstas para os próximos meses, dentro do projeto de modernização do sistema ferroviário da Região Metropolitana da capital do estado do Rio Grande do Norte.
O sistema é composto por 22 estações em 56,2 quilômetros de extensão, que interligam os municípios de Ceará Mirim, Extremoz, Natal e Parnamirim, transportando uma média de 9,3 mil passageiros por dia.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Bonde Santa Teresa deverá custar R$ 20,00

AUTOR: RENATO LOBO 

viatrolebus
O turista que visitava o Rio de Janeiro, e quisesse andar pelo bonde de Santa Tereza, em 2010 deveria desembolsar uma quantia de R$ 6,00. A partir do dia 15 de dezembro, o acesso ao famoso meio de transporte deverá custar R$ 20,00.
A nova tarifa representa cinco vezes o valor do Bilhete Único por conta de “necessidade de reequilíbrio das finanças estaduais, abaladas pela forte crise que atingiu o Estado”, diz nota do Governo Estadual. A linha funciona das 6h30 às 16h15 em dias úteis, e das 10h às 18h, aos sábados, com saídas a cada 15 minutos.
A gratuidade ainda continua para moradores da região, desde que cadastrados previamente, a partir do dia 21, das 8h às 16h, na Estação Carioca dos Bondes (Rua Lélio Gama, s/nº, Centro). Eles deverão apresentar comprovante de residência, identidade e CPF (original e cópia) e uma foto 3×4. Os dependentes que não possuem os documentos necessários poderão apresentar a certidão de nascimento.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Para que veio o VLT? Uma análise sobre o Veículo leve sobre trilhos



ATILIO FLEGNER/Diário do Rio

Diário do Transporte

O sistema VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, que foi implementado no Centro e Zona portuária do Rio, ainda não mostrou para que veio. Qual a sua função na rede de transportes do Rio de Janeiro? Inaugurado no dia 5 de Junho de 2016, o VLT transporta pouca gente, anda devagar e os intervalos são muito altos.
Ao custo de 1,2 bilhão de reais, por enquanto temos somente uma única linha de 6,5 Km de comprimento, ligando o Aeroporto Santos Dumont a Rodoviária Novo Rio. Inegável que é uma ligação importante, o VLT passa ainda pela AV. Rio Branco e também por toda a Zona Portuária, porém devido a uma falta de visão do contexto urbano e social do Rio, o VLT não se insere como modal de sucesso.
Cabe lembrar que essa não é a primeira experiência com VLT no Rio de Janeiro. No passado, o Rio possuiu uma rede de mais de 400Km de bondes urbanos, essa rede foi desmantelada nos anos 1960, sobrando apenas o bonde de Santa Tereza. Posteriormente, na década de 1970, foi implementado o primeiro VLT do Brasil, no leito que hoje corre a Linha 2 do metrô. O sistema inédito, chamado de pré-metrô e operado pela Companhia do Metropolitano, operou até meados de 2004, quando os VLT´s foram substituídos por composições de metrô. Infelizmente os bondes que trafegavam na Linha 2 estão todos abandonados bem em frente à prefeitura, aos olhos cegos do poder público. O VLT do pré-metrô podia transportar cerca de 650 passageiros, o VLT Carioca, apenas 420.
Em diversas cidades da Europa vemos o VLT trafegando nas ruas. Paris, Budapest, Berlin, são exemplos de cidade com esse sistema. Ocorre que aqui no Rio o custo por quilometro do VLT atingiu cifras estratosféricas. Quando a Linha 2 do VLT estiver pronta, teremos duas linhas, somando um sistema de 12,2 Km  (A Linha 1 tem 6,5 Km e a Linha 2 compartilha parte dessa quilometragem, mas percorre 5,7Km em outros trilhos). O VLT custou 1,2 bilhão de reais, sendo assim o custo por Km foi de 98,3 milhões de reais.


VLT do pré-metrô, passando em Vicente de Carvalho, anos 1980 VLT do pré-metrô, passando em Vicente de Carvalho, anos 1980
VLT do pré-metrô, passando em Vicente de Carvalho, anos 1980

É um custo muito elevado para transportar poucas pessoas. Estive na parada Santos Dumont do VLT Carioca e os bondes saiam a cada 15 minutos, um intervalo demasiadamente alto. Se o passageiro perder o VLT e seu destino for a Cinelândia, por exemplo, vale mais a pena ir a pé do que esperar longos 15 minutos pelo próximo VLT.
Com 15 minutos de intervalo, o VLT possui capacidade de transportar apenas 1680 passageiros/hora/sentido, equivalente a uma linha de ônibus, a título de comparação, uma linha de metrô custa entre 350 e 500 milhões de reais  o Km, mas pode transportar 80 mil passageiros/hora/sentido. As promessas de retirar carros das ruas com o VLT não se concretizaram, bem como as linhas de ônibus retiradas da Av. Rio Branco, muitas tiveram que ser repostas.

O VLT é um modal interessante devido ao seu caráter silencioso e não poluidor, mas a sua implementação no Centro do Rio tem se mostrado desastrosa. Devido a erros construtivos no sistema de drenagem, quando chove, os trilhos do VLT acabam alagando, como mostra a imagem abaixo,
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Recentemente saiu na imprensa o problema das obras paradas na região da Central do Brasil, trata-se do trecho da Linha 2 do VLT, que não tem previsão de entrar em funcionamento, inicialmente iria ser inaugurado em agosto, mas com o atraso o prazo foi modificado para final de 2016. A Linha 3 do VLT (que passaria na Av. Marechal Floriano) não possui previsão de sair do papel, as obras ainda não foram iniciadas.

Outro fator que tira a paciência dos usuários é a baixa velocidade média do modal. Na Av. Rio Branco, existem cerca de 15 cruzamentos e o VLT para em todos eles, a baixa velocidade média, aliado ao longo tempo de espera, fazem do VLT um modal nada recomendável para quem está com pressa. Infelizmente inauguraram o VLT sem antes acertar as questões relativas a preferência semafórica. Deve ser também o único VLT do mundo que trafega com motos a frente. Cena um tanto inusitada, para não dizer ridícula.

Pesa também contra o VLT o alto preço da tarifa em relação a pouca quilometragem que ele anda. Aqui no Rio o VLT custa R$3,80, mas o nosso salário mínimo é de 880 reais. Em Paris, onde o salário mínimo equivale a cerca de 5 mil reais, a tarifa de VLT custa o equivalente a R$6,45. Em Budapest capital da Hungria, conhecida por sua grande rede de VLT´s amarelos, o salário mínimo equivale a 1125 reais e a tarifa de bonde custa equivalente a R$3,85 (valores de cambio 25/10/2016). Ou seja, pelo salário mínimo que temos no Brasil as passagens deveriam ser bem mais baratas. No caso do VLT a falta de integração tarifária com outros modais, ainda prejudica o seu uso.
Infelizmente o VLT não possui transparência em passar seus números. Numa recente tentativa de saber quantos passageiros por dia o VLT Carioca está transportando, recebi um e-mail nada amigável do consórcio
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Mesmo sendo um serviço público, construído com dinheiro público o consórcio diz que os dados são “confidenciais”. É muito frustrante conseguir acesso ao carregamento de VLT´s de várias partes do mundo, mas não ter acesso ao carregamento do VLT de sua própria cidade. O

O VLT, por se tratar de um serviço público, está sujeito as normas da Lei Lei Nº 12.527/ 2011, a Lei de Acesso a Informação. Cito ainda a Lei Nº 8.987/95 onde no Capitulo III, Artigo 7° item 2 diz o seguinte: “receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos.

Esse modal VLT tem um contrato para lá de amigável, não com a população. Caso o consórcio não atinja um determinado número de usuários, a prefeitura entra com recursos públicos para cobrir o prejuízo. Se o calote dos passageiros for alto a prefeitura também injeta dinheiro no consórcio operador. A prefeitura ainda subsidia o modal. É como você ter uma loja e se não vender uma certa quantidade de produtos o governo vem e tira dinheiro de outras áreas para cobrir seu prejuízo, enfim, um ótimo negócio, não para a população.

Para o VLT ter alguma expressividade na rede de transportes metropolitanos do Rio, primeiramente ele deve satisfazer o princípio da transparência ao usuário, atualmente não temos acesso aos números da empresa. Posteriormente deve atender a requisitos básicos como capacidade de transporte (diminuindo intervalos), confiabilidade e tarifa acessível e integrada, fatores esses que infelizmente não são atendidos atualmente.
Atilio Flegner
Administrador do Movimento O Metrô que o Rio Precisa
Membro do Fórum de Mobilidade Urbana do Clube de Engenharia, administrador do movimento O Metrô que o Rio Precisa, estudante de Urbanismo e História, pesquisador sobre transportes, administrador da página História das Barcas e ciclista usuário de transporte público

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Trecho 2 do VLT de Fortaleza inicia testes



AUTOR: RENATO LOBO

viatrolebus
Foi iniciada a operação experimental do VLT de Fortaleza, que corresponde ao trecho 2. Os experimentos estão sendo feitos entre as estações Montese e Borges de Melo, parte do ramal Parangaba-Mucuripe, realizado pela Cia. Cearense de Transportes Metropolitanos – Metrofor.
A operação em teste é realizada no trecho de 3,6 quilômetros, o que equivale a 70% do percurso e 30% de toda a obra do modal.
Interior do VLT | Foto: Divulgação

Apesar do Governo do Ceará chamar de “operação experimental”, os VLTs rodam sem passageiros, de segunda a sexta-feira, das 10 às 11h, com previsão inicial de quatro viagens por dia.
As obras de construção seguem com cerca de 60% de execução. Quando concluída, deve atender a uma demanda de 90.000 passageiros por dia, em 13,4 quilômetros de trilhos, sendo 12 quilômetros em superfície e 1,4 quilômetro em trechos elevados.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

TCE aponta prejuízo de R$ 1 milhão em contrato do VLT da Baixada Santista

Modelo de contratação para supervisão de instalação de sistemas e veículos e aditamento de R$ 7 milhões foram considerados irregulares pela fiscalização
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 05/09/2016 
GOVERNO SP
VLT
VLT da Baixada Santista está em operação desde janeiro deste ano, mas ainda não há previsão para conclusão da obra
São Paulo – Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo indica prejuízo de R$ 1 milhão em um contrato de supervisão da implementação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que liga as cidades de Santos e São Vicente, na Baixada Santista. O órgão cobrou respostas da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), administrada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), sobre a necessidade imposta no edital de a empresa contratada apresentar comprovação de experiência específica para o gerenciamento de instalação de Sistemas e Material Rodante do VLT.
Para o conselheiro do TCE Antonio Roque Citadini, essa necessidade não ficou comprovada e foi considerada irregular pela Unidade de Engenharia do tribunal e pelo Ministério Público de Contas. A regra levou 16 empresas que retiraram o edital de licitação a desistir da concorrência. Somente duas empresas apresentaram proposta. O conselheiro considera que o prejuízo ao erário pelo modelo restrito de contrato foi de R$ 1 milhão.
De acordo com o tribunal, a necessidade de experiência seria sanada com a apresentação de atestados de realização de obras anteriores, algo que a EMTU não aceitou. Além disso, o TCE quer que a empresa explique o aditamento realizado ao contrato, que elevou o valor original de R$ 28,3 milhões para R$ 35,2 milhões. O aumento, perto de 25%, não ficou justificado, segundo o tribunal, que exigiu explicações sobre possíveis alterações no projeto original para referendar o aumento.
A EMTU alegou que o sistema de VLT tem características “muito distintas de outros meios de transporte terrestre”. “Os sistemas VLT são basicamente trens leves (antigos bondes) que trafegam no ambiente urbano de ruas, avenidas, estando intimamente ligados com o sistema viário e ambiental urbanístico já existente”, argumentou. A empresa também defendeu que o edital respeitou a legislação vigente.
O VLT da Baixada Santista terá 15 quilômetros, com 21 estações, ligando o Terminal Barreiros, em São Vicente, ao Terminal Porto, em Santos, com uma extensão até o Terminal Valongo. Está em operação comercial, desde janeiro deste ano, entre as estações Mascarenhas Moraes (São Vicente) e Pinheiro Machado (Santos). A obra devia ter sido concluída em 2014, ao custo de R$ 690 milhões. Não há previsão para conclusão total do trecho, item que também está sendo questionado pelo TCE.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Muni Metro de São Francisco terá a frota renovada

AUTOR: RENATO LOBO 

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O sistema de LRT (Light Rail Transit) de São Francisco, no estado da Califórnia, deve ter a frota renovada. A Agência de Transportes do Estado da Califórnia – CalSTA concedeu à Agência Municipal de Transporte San Francisco – SFMTA, US$ 45 milhões para ajudar a financiar compra dos trens, que serão produzidos pela Siemens.
Foram encomendados 215 VLTs com a possibilidade de mais 45 unidades, em extensão de contrato. Os quatro primeiros trens estão sendo construídos em Sacramento, e devem ser entregues até o final do ano, para prestar serviços aos passageiros em 2017.
Administrado pela SFMTA, o sistema é divido em sete linhas, com nove estações subterrâneas e 24 na superfície. A malha possui ao todo 115 quilômetros de extensão. Atende a uma média de 170.000 passageiros por dia.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Moscou anuncia compra de 300 VLTs

AUTOR: RENATO LOBO 

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Com uma rede de aproximadamente 180 km, sendo a quarta maior do mundo, depois de Melbourne , St. Petersburgo e Berlim, o sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT de Moscou deve receber nada mais nada menos que 300 veículos novos, de 3 carros cada. A fornecedora deverá prestar manutenção por 30 anos.
Os trams serão entregues entre 2017 e 2019, e 70% de seus componentes deverão ser produzidos dentro da região da União Eurasiática, entre a Bielorrússia, o Cazaquistão, a Rússia, o Quirguistão, o Tajiquistão e outros estados pós-soviéticos.
Com a compra, os bondes antigos devem ser realocados para outras cidades, como Orenburg Oblast, Orsk, Novotroitsk, Tula, Saratov e Novosibirsk.
O sistema da capital da Rússia foi inaugurado em 1872, e tem sido operado desde 1958 pela Mosgortrans, uma empresa estatal.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

VLT do Rio tem intervalo reduzido

AUTOR: RENATO LOBO 

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Nesta segunda-feira, 27 de Junho, o sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos do Rio de Janeiro ganhou mais duas horas de operação: das 10h às 17 horas, ainda em dias úteis.
O VLT percorre nove paradas, indo do aeroporto Santos Dumont até a Parada dos Navios, próxima ao terminal de cruzeiros (altura do Armazém 4). Outra novidade é que o intervalo entre as composições foi reduzido pela metade, devido ao aumento da frota em operação, que contará com quatro composições. O novo intervalo será de 15 minutos nos dois sentidos.
A cobrança da tarifa está prevista para a partir do dia 1º de julho, que valerá R$ 3,80. O passageiro deverá validar sua passagem voluntariamente em uma das maquinas nas composições. Fiscais da concessionária e guardas municipais farão a conferencia do pagamento.