terça-feira, 30 de agosto de 2016

Freixo diz que se eleito, criará empresa pública de transportes

AUTOR: RENATO LOBO 

Em campanha à prefeitura do Rio de Janeiro, o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, disse que se eleito deve criar uma empresa pública para controlar e fiscalizar as viações do município. A afirmação foi dada durante campanha em frente da estação Leopoldina, no Centro da cidade, na manhã desta segunda-feira (29).
A medida teria como objetivo reorganizar as linhas e diminuir o valor das passagens. Outra proposta é ter linhas gratuitas em áreas das zonas Norte e Oeste da cidade. “Essa empresa será financiada por recursos oriundos das multas que hoje ninguém sabe para onde vai e fundamentalmente cortando as isenções que empresários de ônibus têm que fez com que a prefeitura deixasse de arrecadar R$ 350 milhões”, diz o candidato.

Alstom deve fornecer Trens de Alta Velocidade para os EUA



AUTOR: RENATO LOBO

viatrolebus
A Alstom foi escolhida para o fornecimento de novas composições que serão usadas na ferrovia de Alta Velocidade entre Boston e Washington, o chamado Corredor Nordeste (NEC). A maioria dos 28 trens encomendados devem ser fabricados em uma unidade da empresa em Hornell, Nova Iorque.
Eles devem substituir a frota Acela, que prestam serviço desde 2000. Terão capacidade de atingir até 300 km/h, mas inicialmente serão limitados a 257 km/h devido às limitações da infra-estrutura. As novas composições serão do modelo Tiltronix, e devem acrescentar em 33% a oferta de lugares.
A empresa estima finalizar a encomenda em 2021. Ficará também a cargo da Alstom o serviços de suporte e reparação da frota por 15 anos, com uma opção de prorrogar o contrato por mais 15 anos.
Com um pouco mais de 729 km de extensão, o Corredor Nordeste é a ferrovia eletrificada mais longa dos Estados Unidos.
08-Aerodynamic-e1472288189516
04-1st-class-interior-e1472288176563


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Associação de ciclistas critica “Banco Estadual de Bicicletas”

AUTOR: RENATO LOBO

viatrolebus
A Ciclocidade – Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, questionou o programa do Governo do Estado em criar um banco de informações alimentados pelos próprios ciclistas. Na avaliação da associação, a medida deve ter pouca eficiencia, e joga a responsabilidade sobre quem pedala. Confira a nota do grupo a seguir:
A Ciclocidade, que reúne pessoas que usam ou que gostariam de usar a bicicleta no cotidiano em São Paulo, questiona a implantação do Banco Estadual de Bicicletas anunciado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. A medida, que foi divulgada nesta quinta (25 de agosto) pelo secretário Mágino Alves Barbosa Filho, teria por objetivo tentar frear os casos de roubos e furtos de bicicleta. No entanto, a Ciclocidade avalia que o banco dificulta o uso da bicicleta na cidade, em vez de incentivá-lo, e coloca a responsabilidade de gerar informações sobre os ciclistas. “É um problema de segurança pública que aflige toda a sociedade, e não um problema de mobilidade”, comentou o diretor geral da Ciclocidade, Daniel Guth.
A proposta prevê um banco de dados que seria abastecido pelos ciclistas roubados ou furtados, que forneceriam o número da bicicleta. Esse dado ficaria nos cadastros da polícia e poderia ser acessado por patrulhas quando se deparassem com alguma bicicleta que acreditassem ser produto de crime. “Colocar nas pessoas a responsabilidade por esse tipo de informação é um grande equívoco. A bicicleta é muito diferente dos demais veículos, porque é simples, fácil. Tem uma realidade da cultura da bicicleta no Brasil bastante diferente dos outros meios de transporte. Falta às autoridades uma compreensão mais profunda sobre o uso da bicicleta, sobre comportamento de consumo e produção”, acrescentou Guth. Isso porque bicicletas não são um veículo estanque como automóveis (é muito comum alguém comprar um quadro e montar sua própria bicicleta em casa ou fazer modificações) e muitas sequer têm número de identificação. Guth ainda destacou que a medida suscita uma agenda discriminatória de controle: “você vai ter que comprovar que aquela bicicleta é sua ao circular com ela, o que envolve uma avaliação do perfil da pessoa, o que já é complicado, e aí você terá a obrigação de demonstrar que a bicicleta é sua a partir da nota fiscal, coisa que ninguém tem”. A medida ainda prevê que bicicletas sem numeração possam ser levadas para uma unidade policial e que o ciclista terá de dar explicações.
A Ciclocidade já havia solicitado, antes do anúncio da medida, uma audiência com o secretário para debater a questão dos roubos de bicicletas. “A gente quer uma resposta que seja à altura da segurança pública, e não jogar nas costas das vítimas a responsabilidade. É um problema de segurança pública, não um problema da ciclomobilidade. Pedalar não é perigoso, é justamente o contrário: mais pessoas usando a bicicleta significa melhorar os índices de segurança pública, uma vez que a priorização pelo transporte individual motorizado ao longo da história acabou desertificando os espaços públicos. A ciclovia, a ciclofaixa, o uso de bicicleta, tudo isso devolve à cidade uma agenda importantíssima de reocupação do espaço público, o que melhora os índices de segurança pública. Então, a narrativa tem que ser exatamente oposta: o uso da bicicleta consolida uma cidade mais humana, mais espaços públicos com pessoas, que é o que a gente quer.”
Letícia Lemos, diretora de pesquisa da Ciclocidade, avaliou que a proposta do Banco Estadual de Bicicletas “beira a ineficiência”. “A proposta está limitada ao cidadão alimentar o banco de dados com o número e esperar os policiais ficarem virando bicicletas de cabeça para baixo. Qual a efetividade disso?”

Linha 2 do Metrô de Salvador deve ser entregue em 2017


AUTOR: CAIO LOBO 


A concessionária responsável pelo metrô de Salvador anunciou que pretende entregar a linha 2 até o ano que vem. Com as 2 linhas em pleno funcionamento, o metrô baiano terá 41km, tornando-se a terceira maior rede metroviária do país, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.
Atualmente a linha 2 já está com 40% de obras concluídas, que começa na estação Acesso Norte, da linha 1, e chegará ao Aeroporto, em um total de 20km de extensão. Quando o novo ramal estiver concluído, os sistema deve atender 500.000 passageiros diariamente.
Estão previstos 40 trens para o sistema, sendo 34 fornecidos pela concessionária. A fabricante é a sul-coreana Hyundai Roten, com unidade em Araraquara, interior de São Paulo, onde faz a nacionalização e a montagem dos equipamentos que são fabricadas na Coreia do Sul. Ao ganhar a concessão, a CCR recebeu metade da linha 1 pronta e seis trens de transporte. Com um novo lote que acaba de chegar a Salvador, a empresa adiciona 20 equipamentos à frota anterior.
O primeiro trecho da linha 2 já deve entrar em operação em dezembro com 3 estações: Acesso Norte, Detran e Rodoviária. As outras 9 devem ser entregues durante 2017.
O governo estadual tem plano de expandir, para além da concessão atual, mais duas estações na linha 1 (Brasilgás e Águas Claras/Cajazeiras) e uma na linha 2, a de Lauro de Freitas. As extensões serão também operadas pela CCR Metrô Bahia. Os projetos dependem de o governo fazer licitações para as obras de construção, informa o diretor.

Com 100% da frota de ônibus elétricos, empresa norte-americana vai economizar US$ 46 milhões

onibus elétrico
Ônibus elétricos também são para estradas e áreas mais afastadas, de acordo com a empresa
Incentivos fiscais foram de US$ 6,84 milhões. Companhia opera no norte de Los Angeles e atende 450 mil habitantes, inclusive em áreas afastadas
ADAMO BAZANI
blogpontodeonibus
Com Agências Internacionais
A empresa pública de ônibus da Antelope Valley Transit Authority, que atende cerca de 450 mil moradores do norte da cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, vai se tornar a primeira companhia do país com frota 100% elétrica.
O anúncio foi feito após a confirmação da encomenda de 85 ônibus elétricos da marca chinesa BYD.
Com a frota totalmente elétrica, a empresa norte-americana de transportes públicos, que recebeu incentivos do governo da Califórnia, diz que vai poder economizar pouco mais de US$ 46 milhões pelo tempo de vida útil dos veículos, levando em conta a economia de gastos com combustível e manutenção e pelo fato de os ônibus elétricos durarem mais. A vida útil destes veículos deve ser em torno de 20 anos, enquanto que nos ônibus a diesel é de em torno de 10 anos.
Para aquisição, a empresa recebeu incentivos da agência de transportes do estado da Califórnia, dentro de um programa de trânsito e mobilidade. Pela estimativa de economia, o incentivo valerá a pena já que para parte da compra, a empresa recebeu US$ 6,84 milhões, enquanto diz que a possível economia será de US$ 46 milhões.
A companhia de ônibus também anunciou que vai instalar em cada veículo um sistema de carga wireless da empresa WAVE para aumentar autonomia, inclusive operando em zonas rurais ou mais distantes.  Assim cargas rápidas serão possíveis ao longo do trajeto dos ônibus.
Entre os modelos novos operados estão ônibus de piso baixo, veículos com 12 metros de comprimento, de 13 metros para serviço interurbano, e de 18 metros articulados.
Com carga completa, sem o abastecimento por wireless, a autonomia é de em torno de 257 quilômetros pela realidade operacional das linhas.

O exemplo dos BRTs do Rio quebrando alguns “mitos” da mobilidade

BRT Rio de Janeiro
BRTs no Rio de Janeiro precisam de melhorias, mas aumentaram a qualidade de vida da população.Foto: Renato Sette Camara
Cidadãos do Rio de Janeiro ganharam até três por dia e malha de corredores desmistifica alegação de que sistema “nasce” saturado, mostra jornal
ADAMO BAZANI
blogpontodeonibus
Críticos do BRT do Rio de Janeiro diziam que as linhas do Transoeste e Transcarioca já estavam saturadas e começaram a criticar o modal de transporte.
No entanto, com a inauguração de mais um lote BRT Transoeste, a demanda começou a se organizar, o que vem provar que, além obviamente do Metrô, mais corredores de ônibus em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e São Paulo são medidas certas para melhoria da mobilidade urbana.
Mas não bastam um ou dois corredores de ônibus ou alguns parcos quilômetros de metrô. São necessárias malhas, redes e muito mais.
Reportagem do Jornal Extra desta segunda-feira, 29 de agosto, revela com dados oficiais e por entrevistas com os passageiros que apenas o serviço parador do BRT Transolímpica, entre a Vila Militar e Recreio, e o lote Zero do Transoeste, inaugurado recentemente entre Alvorada e Jardim Oceânico, já estão provocando mudanças no comportamento dos passageiros que economizam até três horas no trajeto ida e volta entre casa e trabalho.
No caso do corredor Transolímpica, a previsão inicial era de diminuição de 60% no tempo de percurso, ou seja, cerca de 30 minutos. Mas quem mora em locais mais distantes e precisa utilizar esse corredor tem contado com uma redução de tempo ainda maior.
Outra prova de que os BRTs beneficiam as pessoas mais necessitadas de serviços públicos.
Já o lote Zero reduziu em 50%, mas em alguns casos, a viagem ficou mais rápida que isso.
REORGANIZAÇÃO DA DEMANDA
Com mais um trecho de corredor BRT, está havendo uma organização da demanda de passageiros.
De acordo com o consórcio BRT, a abertura do Transolímpica provocou uma migração de usuários que antes seguiam pelos corredores já existentes.
Apenas nos primeiros dias de novo corredor, 10% da demanda dos passageiros que embarcavam no Transcarioca pelo terminal Paulo Portela, em Madureira, foram para o Transolímpica. Isso significa uma migração de quatro mil pessoas por dia.
O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse ao jornal que só em Mato Alto e Magarça deve ter uma redução de 5% (1.300) dos passageiros que vão preferir a conexão com a Transolímpica na Vila Militar ou em Magalhães Bastos e, futuramente, Sulacap, que deve abrir com o serviço expresso, após a Paralimpíada.
— Com a Transolímpica a gente tem uma rede de transporte e isso dá alternativa ao passageiro — avalia Sansão.
O lote Zero do Transoeste é considerado estratégico porque geograficamente tem uma posição de estações e terminais que promove o equilíbrio nos deslocamentos em relação ao Transcarioca e ao Transolímpica.
“Segundo o consórcio BRT, o trajeto do BRT Transolímpica fica entre o traçado do Transcarioca e o do Transoeste e, neste sentido, o Terminal Marechal Fontenelle surge como nova opção para quem deseja, por exemplo, seguir para Bangu, Realengo e Padre Miguel.”
A reportagem também destaca que apenas nos primeiros dias, o trecho do lote Zero do Transoeste transporta em torno de 20 mil passageiros por dia.
No entanto, este trecho deve atrair ainda mais usuários. A secretaria de transportes da cidade prevê que quando lote Zero ganhar operação plena, contando com linhas expressas, a demanda atual de todo Transoeste deve passar dos 200 mil passageiros por dia para 320 mil passageiros diários. Mesmo assim, por causa das conexões, não haverá saturação, garante.
IMPORTANTE:
Vale ressaltar, para os mais exaltados de plantão, que nem a reportagem de o Extra, nem este artigo, dizem que os BRTs no Rio de Janeiro não têm problemas, não apresentam lotação, principalmente nos horários de pico, ou que não tenham problemas.
Mas quando a há benefícios para a população, como comprovadamente existiram com os corredores de ônibus da capital fluminense, seria leviandade não citá-los.
Assim os BRTs do Rio de Janeiro precisam de melhorias, precisam ter uma malha maior, mas é uma simplificação perigosa dizer que estão “se saturando” sem entender esse contexto apresentado de malhas e maior oferta.
NÃO É O BRT QUE SE SATURA, MAS SIM AÇÕES INCOMPLETAS:
O exemplo do Rio de Janeiro, de acordo com os dados, mostra que o BRT não se satura tão rapidamente como alguns insistem em dizer. No entanto, é necessário planejar uma rede de ônibus e não apenas intervenções pontuais. É o mesmo que ocorre com o Metrô.
É óbvio que chega um determinado momento que a demanda pode alcançar o pico de capacidade do modal. Mas é importante entender que isso não é exclusividade dos corredores de ônibus. Existem linhas de metrô que já estão praticamente em seu limite.
É o caso da linha 3-Vermelha de São Paulo. Com a mudança e modernização de sinalização, que podem diminuir a distância entre os trens, haverá mais a capacidade.
Mesmo assim será insuficiente para atender plenamente à demanda.
As linhas da CPTM paralelas também são importantes no caso da linha 3-Vermelha, assim como o corredor de ônibus tão esperado da Radial Leste, que não tem previsão certa de sair do papel.
A linha de ônibus 4310/10, chamada de Golden Line, leva praticamente o mesmo tempo de deslocamento do Metrô da linha 3, entre Itaquera (zona leste) e o Parque Dom Pedro II (centro) e circula apenas em faixas à direita.
Se houver BRT na Radial Leste ,muita gente do metrô pode optar pelo ônibus, como já ocorre com esta linha 4310/10, havendo assim uma redução da “saturada” da linha 3- vermelha.
BOBAGEM É RIVALIZAR:
O exemplo ainda mostra que é uma extrema bobagem rivalizar modais, como ainda muitos insistem em fazer ou por interesse econômico, ou por puro gosto ou então por falta de conhecimento mesmo.
O BRT jamais vai substituir a necessidade de metrô, mas o metrô também jamais vai substituir a necessidade de BRT. Isso mesmo! Em alguns perfis e deslocamento, o metrô não traz as mesmas vantagens dos corredores de ônibus que são mais capilares (vão onde os trilhos nem sempre conseguem) e de implantação rápida com menor custo.
O mantra: “Metrô é a solução! Metrô é solução! Metrô é a solução, Metrô é a solução”só serve para discussões acaloradas e pouco produtivas entre ditos especialistas ou para promessas vazias de políticos.
“Metrô é a solução, sim”. “Ônibus é a solução, sim”, “Bicicleta é a solução, sim” e principalmente, a reorganização dos perfis de deslocamento das cidades, ao mesmo tempo que se pensa numa malha de transportes de alta e média capacidade.
MEDIDAS NÃO ELEITOREIRAS, MAS INDISPENSÁVEIS:
É importante reorganizar a cidade na oferta de oportunidades, de emprego, renda e serviços.
Nenhuma cidade que se propõe a ser moderna pode pensar ainda em manter o modelo pelo qual os cidadãos moram de um lado do território e precisam cortar todo o município para ir trabalhar ou estudar.
É certo que isso demora pra acontecer. Se na realidade das cidades brasileiras, há polêmicas até mesmo pra se fazer uma faixa para ônibus ou uma ciclovia, e corredores de ônibus simples, que nem são BRTs, demoram anos para saírem do papel, é claro que uma reorganização dessa não vai ser do dia para a noite, mas isso já deve começar a ser feito.
E planos diretores bem elaborados que pensam no futuro de verdade também são fundamentais nesse processo de mudança do perfil das cidades.
Mas mobilidade não é apenas corredor de ônibus, metrô e reorganização da cidade no futuro.
É pensar AGORA nos cidadãos que se deslocam a pé, que na prática, são todos. Afinal até mesmo quem vai trabalhar ou estudar de carro é pedestre em algum momento do seu trajeto.
Quem utiliza o transporte público precisa se deslocar a pé até a estação ou ponto.
Como estão as calçadas? Como está sendo o cumprimento das leis de trânsito, que dizem que o pedestre é prioridade nas vias?
A vantagem do BRT bem elaborado também é priorizar o pedestre, que é o seu público, seu cliente, seu faturamento, em última instância.
E nas medidas que devem ser tomadas agora também é necessário que os gestores públicos, apesar de serem políticos partidários em sua essência, não pensem apenas nos holofotes, mas no cidadão de fato.
É muito bonito inaugurar um BRT, inaugurar a “inovação” do monotrilho, uma linha de metrô (nem que sejam poucos quilômetros apenas). Dá mídia, sai nos jornais.
Mas e a intervenção de trânsito e transportes nas periferias?
Como é o serviço de ônibus pequenos e lotações alimentadores de grandes sistemas?
Não adianta muito para quem mora em áreas afastadas ter um BRT ou um metrô maravilhoso, se é difícil chegar até ele.
É necessário também pensar na qualidade e na eficiência dos ônibus e vans alimentadores e, às vezes, intervenções simples podem mudar a realidade de muitas pessoas que deixam de fazer um curso, deixam de ficar mais tempo com a família, porque estão presas no trânsito.
Por exemplo: a questão dos estacionamentos em vias estreitas das periferias. Muitas vezes os ônibus de pequeno porte ou a lotação ficam presos em trânsito da periferia porque há carro parado em todo lado.
Por que também não pensar na reorganização do trânsito nas áreas mais afastadas? Não proibindo estacionamento, mas regulamentando horários, fiscalizando melhorando, inclusive as condições de via.
É muito bonito ter um BRT que parece um tapete enquanto que nas periferias, as viagens são atrasadas por causa de buracos, de valetas desnecessárias e outros obstáculos que até quebram diariamente os ônibus.
Vale a reflexão para que a mobilidade não faça ainda mais parte de um “oba-oba político”, como infelizmente ocorre nas campanhas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Crise econômica tem levado mais brasileiros a usar o transporte público, diz CNI

onibus
Pesquisa ainda aponta para risco de queda na qualidade dos serviços e aumento dos gatos públicos – FolhaPress
Pesquisa vai na contramão de levantamento da NTU,  associação que representa as companhias de ônibus, que diz que a crise tirou 9% da demanda dos passageiros
ADAM BAZANI
Levantamento sobre dois anos de crise econômica encomendado pela CNI – Confederação Nacional da Indústria mostra que mais pessoas passaram a utilizar transporte público por causa da crise econômica. E de acordo com a pesquisa, o número foi grande, com 48 % das respostas.
O levantamento foi realizado pelo Ibope Inteligência e ouviu 2.002 entrevistados em 141 municípios, entre os dias 24 e 27 de junho.
Segundo a pesquisa, a crise tem feito com que mais pessoas deixem os serviços particulares e migrem para os serviços públicos, incluindo transporte, saúde e educação.
O resultado ainda diz que isso implica em uma elevação de gastos que o poder público não tinha antes da crise
“Parte dos brasileiros teve que adotar medidas mais duras, como vender bens para pagar dívidas (24%); mudar de residência para reduzir custos com habitação (19%); passar o filho da escola particular para pública (14%); usar mais transporte público (48%) e deixar de ter plano de saúde (34%). Essas três últimas medidas revelam que a crise econômica tem levado as pessoas a demandar mais serviços públicos de transporte, educação e saúde, por não ter mais condição de acessar os serviços privados. Isso resulta em pressões adicionais por serviços em um ambiente de restrição fiscal dos governos, que encontram dificuldade em atender à demanda.”
cni-1
O percentual de pessoas com menor renda que deixam os serviços privados e vão para o público é ainda maior, mas também é significativo entre os cidadãos que possuem renda mais alta, principalmente na questão do transporte público. O levantamento mostra que dos entrevistados entre 2 e 5 salários mínimos, 52% migraram para o transporte público e 33% dos que têm renda superior a 5 salários mínimos
cni-2
Já a NTU –  Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne em torno de 500 viações em todo o país, mostra que houve  queda na demanda de passageiros entre 2014 e 2015 foi de 9%, um dos maiores da série histórica do levantamento realizado desde 1994.
Entre os principais fatores para a diminuição de 3,2 milhões de passageiros por dia, de acordo com associação está a crise econômica. Relembre em:https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/08/12/onibus-urbanos-no-brasil-perdem-por-dia-32-milhoes-de-passageiros/
No caso da NTU, os números não se baseiam em uma pesquisa em si, mas em dados passados pelas empresas transportadoras associadas.