quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Haddad fala sobre licitação dos transportes em nova edição do #PergunteAoPrefeito

Edital deverá ser publicado ainda nesta semana. Durante uma hora, prefeito respondeu ao vivo no YouTube perguntas enviadas por internautas pelas redes sociais


De Secretaria Executiva de Comunicação

Maioria dos brasileiros se desloca de ônibus. Em seguida, são as viagens a pé

ônibus
Ônibus é o principal meio de transporte do brasileiro. Se houvesse maior oferta e confiabilidade, mais pessoas deixariam o carro em casa, aponta pesquisa. Foto: Adamo Bazani
Pesquisa da CNI/Ibope ainda mostra que as pessoas usam o ônibus por serem o único meio disponível ou por terem o preço mais razoável
ADAMO BAZANI
Blog Ponto de Ônibus
O Brasil anda de ônibus. A constatação é de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria – CNI, encomendada ao Ibope, e confirma os resultados de outros estudos que já tinham mostrado o ônibus como principal meio de descolamento dos brasileiros.
A pesquisa ouviu 2002 pessoas de 142 cidades e comparou as repostas dadas entre 2011 e 2014.
De acordo com o levantamento, o carro de passeio só aparece em terceiro lugar como principal meio de locomoção do brasileiro:
1º) Ônibus(considerando integrações com redes metroferroviárias) – 24%
2º) A pé – 22%
3º) Carro – 19%
4º) Motocicleta – 10%
5º) Ônibus/Van Fretamento – 9%
6º) Bicicleta – 7%
De acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados disse que usa ônibus por ser a única opção de transporte e, sem seguida, por ser o meio de deslocamento com o preço mais razoável. Já entre os que se deslocam a pé, os principais motivos são porque é o meio mais rápido para o trajeto proposto e por ser saudável.
PIORA AVALIAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO:
Se o transporte público é o principal meio de deslocamento da população brasileira, de acordo com a pesquisa, nem sempre ele satisfaz plenamente ao que o passageiro quer. Por este motivo, são essenciais investimentos para que a qualidade dos serviços melhore e o tempo de trajeto no transporte público diminua. Corredores de ônibus e ampliação de linhas de metrô são apontados como soluções essenciais.
Segundo a pesquisa, piorou a avaliação dos passageiros em relação ao transporte público. Em 2011, 39% dos entrevistados achavam o transporte coletivo bom ou ótimo. Em 2014, este percentual caiu para 24%. Já o total de pessoas que consideram os serviços péssimos subiu de 16% em 2011 para 19% em 2014.
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“Os brasileiros de município com mais de 100 mil habitantes são os que mais mal avaliam o transporte público: 43% o consideram ruim ou péssimo. Esse percentual é menor conforme o tamanho do município, chegando a 35% em municípios com até 20 mil habitantes.” – diz o estudo.
MAIS TEMPO NOS DESLOCAMENTOS:
Ainda de acordo com o levantamento, aumentou o tempo de deslocamento dos brasileiros de uma forma geral.
Em 2011, 26% dos entrevistados disseram que gastavam mais uma hora para se deslocarem para atividades cotidianas, como estudo e trabalho. Em 2014, este percentual foi para 31%.
Sendo o transporte público o principal meio de locomoção do brasileiro, deveria ter mais prioridade no espaço urbano para ser mais rápido. Mas a realidade mostra que isso ainda não ocorre.
De acordo com o levantamento, quem está nos ônibus leva mais tempo para se deslocar: 22% dos passageiros de ônibus demoram mais de duas horas por dia, enquanto 9% dos usuários de carro gastam este tempo.
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Apesar de ser grande o percentual de pessoas a pé e de bicicleta que gastam menos de uma hora para se deslocar, a comparação com o ônibus e o carro fica prejudicada pelo fato de os trajetos serem diferentes. Normalmente quem vai a pé ou de bicicleta vai gastar pouco tempo mesmo por serem percursos bem menores, com exceções.
USO FREQUENTE DO TRANSPORTE PÚBLICO É AINDA MAIOR:
Se o ônibus corresponde a 24% dos deslocamentos diários, no caso de deslocamentos frequentes, que englobam todos os dias ou quase todos os dias, 46% dos brasileiros fazem uso do transporte público (incluindo os diferentes modais):
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O QUE FARIA COM QUE AS PESSOAS USASSEM TRANSPORTE PÚBLICO:
Entre as pessoas que dificilmente usam transporte público, a mudança de hábito, segundo a pesquisa, se daria com a solução de problemas de capilaridade e frequência. Ou seja, as pessoas querem linhas de ônibus mais abrangentes, com menores intervalos e mais confiabilidade. Para isso, apontam como soluções corredores de ônibus e maior oferta de veículos
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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Alckmin deve privatizar monotrilhos

monotrilho
Monotrilho em São Paulo deveria ter 60,1 quilômetros em três linhas. Mas até agora, são apernas 2,9 quilômetros de operação parcial em duas estações. Foto: Divulgação Governo do Estado de São Paulo
Medida é para tentar diminuir impactos financeiros pelos custos de operação do modal que ainda não tem operação plena em São Paulo. Incertezas técnicas também justificam
ADAMO BAZANI
Blog Ponto de Ônibus
O governo de Geraldo Alckmin estuda privatizar as operações dos monotrilhos das linhas 15 Prata (zona Leste) e 17 Ouro (zona Sul) para tentar minimizar os custos aos cofres públicos e os riscos de falta de capacitação tecnológica para este meio de transporte entrar em funcionamento, quando as obras forem parcialmente concluídas.
A informação é do jornal Folha de São Paulo. Segundo os repórteres André Monteiro e Eduardo Geraque, a conclusão parcial das linhas, que tiveram trechos e estações congelados sem previsão de retomada como nos projetos originais, ainda fica por conta do governo do Estado, mas a operação deve ser privada. Uma das alternativas é a remuneração por passageiro transportado.
A medida também diminuiria o quadro de pessoal que a Companhia do Metropolitano deveria ter e pode fazer com que eventualmente o operador compre mais trens quando necessário.
As três linhas de monotrilho prometidas para São Paulo sofrem atrasos de até seis anos e, se houver mesmo o cumprimento da nova meta do governo do estado, apenas 17 das 36 estações prometidas nas duas linhas e 21,9 quilômetros dos 44,4 quilômetros anunciados estarão em funcionamento até 2018. A linha 18 do monotrilho, prevista para servir o ABC Paulista, segue sem definição e especialistas defendem outro modal para o trecho, seja BRT – Bus Rapid Transit – corredor de ônibus de capacidade semelhante ao do monotrilho, mas podendo custar até dez vezes menos ou de fato uma linha de metrô de alta capacidade.
Os especialistas ouvidos nesta nova reportagem também contestam o monotrilho como viável para São Paulo. Apenas o especialista escalado pelo Metrô, do Governo do Estado, defendeu o modal plenamente:
“Era para ser rápido de implantar e mais barato, mas nenhuma das vantagens foi alcançada ” afirma Marcos Kiyoto, arquiteto e mestre em planejamento urbano. Ele avalia que houve um excesso de confiança nas vantagens da tecnologia. “É um sistema bastante peculiar, que não tínhamos domínio técnico no Brasil, e pouco domínio técnico no mundo.”
Para Peter Alouche, especialista em transporte que trabalhou décadas no Metrô, faltou debate. Em artigo na revista “Engenharia”, ele diz que apresentações feitas pelo Metrô “nunca responderam dúvidas que permanecem no consciente técnico coletivo”.
Já Epaminondas Duarte Junior, escalado pelo Metrô para falar sobre o monotrilho, diz que o sistema é eficiente e está em sintonia com vários outros pelo mundo. “Estudamos os sistemas do Japão e da Malásia antes de montarmos os projetos”, diz.
Para ele, ainda que não substitua o metrô, cuja demanda é maior, o modal é fundamental para a integração da rede de transporte.
Um quadro, comparando os diferentes tipos de modais, quanto a custos e capacidade, traz uma ideia das principais características dos meios de transportes. Os dados foram fornecidos pela própria secretaria estadual de transportes metropolitanos, pela Monorail Society e pelo consultor Peter Alouche à Folha de São Paulo.
– Corredor de ônibus simples: Capacidade de 10 mil a 20 mil passageiros hora/sentido – Custo por quilômetro inferior a US$ 5 milhões
– Corredor de ônibus BRT: Capacidade de 15 mil a 30 mil passageiros hora/sentido – Custo por quilômetro de US$ 15 milhões a US$ 20 milhões
– Monotrilho: Capacidade de 15 mil a 35 mil passageiros hora/sentido – Custo por quilômetro de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões
– VLT – Veículo Leve sobre Trilhos: Capacidade de 15 mil a 35 mil passageiros hora/sentido – Custo por quilômetro de US$ 20 milhões a US$ 60 milhões
– Metrô Leve: Capacidade de 25 mil a 45 mil passageiros hora/sentido – Custo por quilômetro de US$ 40 milhões a US$ 80 milhões
– Metrô: Capacidade de 60 mil a 80 mil passageiros hora/sentido – Custo por quilômetro de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões
MONOTRILHOS EM SÃO PAULO VÃO CUSTAR MAIS E TRANSPORTAR MENOS GENTE:
A linha 17 ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi ao custo de R$ 3,9 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Hoje, o orçamento está 41% mais caro somando R$ 5,5 bilhões e a previsão para a entrega de 8 estações até 2017. O monotrilho, se ficar pronto, não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas. Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na futura estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD.
A linha 15 Prata deveria ter 26,7 quilômetros de extensão, 18 estações entre Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes ao custo R$ 3,5 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Agora, o orçamento está 105% mais alto, com o valor de R$ 7,2 bilhões. A previsão de 9 estações agora é para 2018. Está congelado o trecho entre Hospital Cidade Tiradentes e Iguatemi e Vila Prudente-Ipiranga.
A linha 18 Bronze deveria ter 15,7 quilômetros de extensão, com 13 estações entre a região do Alvarenga, em São Bernardo do Campo, até a estação Tamanduateí, na Capital Paulista ao custo de R$ 4,5 bilhões com previsão de entrega total em 2015. Agora, o orçamento está 14% mais caro, chegando a R$ 4,8 bilhões, sem previsão de entrega. Como as obras não começaram, especialistas defendem outro meio de transporte para a ligação, como um corredor de ônibus BRT, que pode ser até 10 vezes mais barato com capacidade de demanda semelhante.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Governo Alckmin estuda privatizar dois monotrilhos de SP

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Por André Monteiro e Eduardo Geraque
O governo de São Paulo estuda privatizar a operação dos dois monotrilhos da capital. A Folha apurou que a ideia é terminar as obras iniciadas e conceder à iniciativa privada as linhas 15-prata, na zona leste da cidade, e a 17-ouro, na zona sul.
Entre os modelos em estudo está o pagamento de um valor por passageiro a uma concessionária em troca da operação, como na linha 4-amarela do metrô. Além disso, a empresa também pode ficar responsável por comprar novos trens, por exemplo.
Na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), a privatização é bem vista porque evitaria a contratação de mais funcionários e aliviaria o caixa do Estado.
A medida é apontada como solução para levantar a verba necessária à conclusão das duas linhas, que tiveram metade dos trajetos prometidos congelados pelo governo —sem definição sobre se, e quando, serão executados.
A concessão, que já foi anunciada para a linha 5-lilás, também enfraquece o Sindicato dos Metroviários, considerado "grevista" pela gestão. Funcionários de concessionárias não são representados pela entidade, que é contra as privatizações.
Problemas
A privatização é a mais nova aposta do governo para tentar salvar do fracasso sua opção pelo monotrilho.
Controverso pelo impacto urbanístico e pela segurança, esse modal ainda é muito pouco usado no mundo como meio de transporte de massa.
Teve um "boom" nas décadas de 70 e 80, caiu no ostracismo, mas ressurgiu, há alguns anos, sobretudo em países em desenvolvimento como China e Malásia —e Brasil.
Em São Paulo, foi adotado sob a justificativa de ter construção mais rápida e barata que um metrô convencional.
Na prática, porém, esses benefícios não se concretizaram. Quase seis anos se passaram desde o primeiro contrato, e as duas linhas em obras estão longe de ficar prontas.
Na melhor das hipóteses, em 2018, 17 de 36 estações prometidas estarão abertas e 21,9 km —de 44,4 km anunciados— serão entregues. O atraso em relação à previsão inicial passará de seis anos, no caso da 15-prata, e de quatro anos, no caso da 17-ouro.
Os custos das duas linhas também estão maiores do que os previstos inicialmente. Na linha 15, por exemplo, o preço apenas das fases em obras já subiu em R$ 300 milhões.
Outra linha planejada é a 18-bronze, que vai atender a região do ABC Paulista. O contrato foi assinado no ano passado, já prevendo operação privada. Mas não se sabe quando ela sairá do papel.
"Era para ser rápido de implantar e mais barato, mas nenhuma das vantagens foi alcançada" afirma Marcos Kiyoto, arquiteto e mestre em planejamento urbano.
Ele avalia que houve um excesso de confiança nas vantagens da tecnologia. "É um sistema bastante peculiar, que não tínhamos domínio técnico no Brasil, e pouco domínio técnico no mundo."
O otimismo com o monotrilho era tão grande que, na década passada, Estado e prefeitura chegaram a cogitar a construção de 197 km de linhas elevadas, depois abandonadas ou alteradas.
Para Peter Alouche, especialista em transporte que trabalhou décadas no Metrô, faltou debate. Em artigo na revista "Engenharia", ele diz que apresentações feitas pelo Metrô "nunca responderam dúvidas que permanecem no consciente técnico coletivo".
Já Epaminondas Duarte Junior, escalado pelo Metrô para falar sobre o monotrilho, diz que o sistema é eficiente e está em sintonia com vários outros pelo mundo. "Estudamos os sistemas do Japão e da Malásia antes de montarmos os projetos", diz.
Para ele, ainda que não substitua o metrô, cuja demanda é maior, o modal é fundamental para a integração da rede de transporte.
Abraçado pela China, monotrilho é secundário nos EUA e na Europa
Entusiastas do monotrilho costumam lembrar que a linha mais antiga do mundo com essa tecnologia fica na Alemanha —como um sinal de que o sistema é viável e aprovado em países ricos.
Mas o monotrilho de 13 km de Wuppertal, inaugurado em 1901, nunca foi expandido para formar uma rede e é visto mais como atração turística.
Das linhas existentes no Primeiro Mundo, a maior parte serve a parques ou aeroportos, é curta e transporta poucas pessoas em relação ao metrô convencional.
A exceção é o Japão, onde os trens de trilho único estão presentes em dez cidades e são encarados como parte da rede de transporte público.
Na Europa, os planejadores preferem o VLT (veículo leve sobre trilhos), espécie de bonde moderno. Nos Estados Unidos, o mais comum são monotrilhos para ligar terminais de aeroportos ou centros de lazer —como o parque da Disney, na Flórida.
Entusiastas do monotrilho costumam lembrar que a linha mais antiga do mundo com essa tecnologia fica na Alemanha —como um sinal de que o sistema é viável e aprovado em países ricos.
Mas o monotrilho de 13 km de Wuppertal, inaugurado em 1901, nunca foi expandido para formar uma rede e é visto mais como atração turística.
Das linhas existentes no Primeiro Mundo, a maior parte serve a parques ou aeroportos, é curta e transporta poucas pessoas em relação ao metrô convencional.
A exceção é o Japão, onde os trens de trilho único estão presentes em dez cidades e são encarados como parte da rede de transporte público.
Na Europa, os planejadores preferem o VLT (veículo leve sobre trilhos), espécie de bonde moderno. Nos Estados Unidos, o mais comum são monotrilhos para ligar terminais de aeroportos ou centros de lazer —como o parque da Disney, na Flórida.
Os defensores do modelo dizem que, bem planejados e executados, os monotrilhos são a saída mais rápida para expandir a rede de transporte. Por isso, fabricantes concentram esforços nos países em desenvolvimento.
O maior exemplo é na cidade chinesa de Chongqing, que conseguiu inaugurar duas linhas, com mais de 80 km, em menos de dez anos.
"Só porque a Europa não usa monotrilho não significa que é uma má ideia. Todo sistema ferroviário tem desafios. As linhas de São Paulo ainda estarão prontas em menos tempo do que um metrô, por muito menos dinheiro", diz Kim Pedersen, da Monorail Society, entidade que reúne entusiastas do modal.
Matéria originalmente publicada no jornal Folha de S. Paulo

domingo, 11 de outubro de 2015

Até quando os tucanos não serão investigados em São Paulo? Porque a blindagem do MPE-SP?

MP arquiva inquérito do monotrilho tucano de São Paulo que aparece em planilha de Youssef


Doleiro_Youssef18_Monotrilho
DA SÉRIE “COINCIDÊNCIAS TUCANAS”Citação a obras da Linha 15-Prata consta de documento apreendido com doleiro da Lava-Jato e que foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.
Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Julia Affonso, via Estadão online em 8/10/2015
A Promotoria do Patrimônio Público do Ministério Público de São Paulo arquivou inquérito para apurar suspeitas de irregularidades nas obras da Linha 15-Prata do Monotrilho de São Paulo que aparece em uma planilha com 750 obras apreendida pela Lava-Jato com o doleiro Alberto Youssef, um dos alvos principais da operação, no ano passado.
A obra foi incluída em um acervo de documentos de estatais do transporte público sobre os quais o governo de São Paulo decretou ultrassigilo por 25 anos – o Tribunal de Contas do Estado pediu esclarecimentos à Secretaria dos Transportes Metropolitanos sobre as razões do segredo.
O pedido de arquivamento do inquérito foi feito em setembro deste ano e encaminhado para o Conselho Superior do Ministério Público – colegiado formado por onze procuradores, sob presidência do procurador-geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, que pode homologar ou não o arquivamento. Ainda não há data para o caso ser analisado pelo conselho.
O inquérito foi aberto no final de 2014 com base na planilha do doleiro apreendida pela PF na Lava-Jato divulgada pela imprensa. Entre as 750 obras que apareciam no “planejamento” do doleiro, consta na página 14 a “Obra Vila Prudente” (uma das estações do monotrilho), tendo como “cliente” a Construtora OAS, como “contato” o engenheiro Vagner Mendonça e como “cliente final” o Metrô. As apurações tiveram início a partir do compartilhamento das provas com a Promotoria paulista autorizado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato na Justiça Federal no Paraná.
Aparece na planilha do doleiro ainda uma proposta enviada em “7/4/2011”, no valor “R$7.901.280,00”.
A investigação do MP paulista correu sob sigilo e buscava apurar “irregularidades consistentes em supostos desvios na licitação do trecho do Monotrilho entre as Estações Oratório e Vila Prudente, integrante da Linha 15-Prata do Metrô e descumprimento do prazo de entrega do referido trecho do Monotrilho pelos representados”, apontou o promotor Augusto Eduardo de Souza Rossini no pedido de compartilhamento de provas com a Justiça Federal.
SigiloAlém das suspeitas levantadas pela Lava-Jato, as obras do monotrilho foram uma das que tiveram sua documentação classificada como ultrassecreta – a mais alta nos critérios definidos pela Lei de Acesso à Informação – pelo governo de São Paulo no ano passado, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo nesta semana.
Com isso, documentos referentes ao monotrilho da Linha 15-Prata, previsto inicialmente para ser entregue em 2012, mas cuja inauguração já foi postergada várias vezes e ainda não tem previsão de ser concluída, estavam inacessíveis para a população.
Após a repercussão do caso e o pedido do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para que o governo estadual explique o motivo de ter decretado o sigilo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou na quarta-feira, dia 7/10, que deu ordem para rever o sigilo na documentação.
Clique aqui para ler o pedido de arquivamento do Ministério Público de São Paulo.
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sábado, 10 de outubro de 2015

Pesquisa desconstrói estereótipo do ciclista paulistano

70% dos ciclistas usam a bicicleta para ir ao trabalho 5 vezes por semana
ciclovia

Saiu na Carta Maior:


Pesquisa desconstrói estereótipos do ciclista paulistano

Não é apenas a classe média que pedala, muito menos a região central é a mais frequentada, e 70% usam a bicicleta para ir ao trabalho 5 vezes por semana.

Uma pesquisa apresentada recentemente pela Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) mostra o perfil de quem pedala na capital paulista e desconstrói os estereótipos de que a bicicleta é só para fim de semana, usada apenas nas regiões centrais e por pessoas de classe média. O estudo revelou que a maioria usa o meio de transporte para trabalhar até cinco vezes por semana e mais de 40% recebe apenas dois salários mínimos. 
 
Para levantar os dados, a Ciclocidade contou com a ajuda da ONG Transporte Ativo e do Observatório das Metrópoles. Mais de 1800 questionários foram aplicados em três recortes regionais: centro, intermediário e periferia. Pontos com e sem infraestrutura foram contemplados no estudo. 
 
Um dos mitos que muito se vê propagar é de que precisa existir o ciclista para então pensar na infraestrutura. A ciclovia da Avenida Paulista é a prova de que, na verdade, esta lógica deve ser invertida. Isso porque, desde que a ciclovia foi inaugurada, em junho deste ano, o número de ciclistas neste trecho aumentou 116%. O estudo mostra ainda que as ciclovias impulsionaram o uso da bicicleta em toda a região central, 40% dos ciclistas desta área pedalam faz menos de seis meses. 
 
A pesquisa também derruba a ideia de que a bicicleta é usada apenas para trajetos curtos. O estudo constatou que 62% pedala mais de 5 quilômetros por dia e 70% usam a bicicleta até cinco vezes por semana, muitas destas para ir ao trabalho. Os entrevistados afirmaram que a principal demanda é ampliar a malha cicloviária e interligar trechos, a pavimentação das vias é a segunda maior preocupação de quem pedala. 
 
Não é apenas a classe média que pedala, muito menos a região central é a mais frequentada por bicicletas. O estudo que 40% dos ciclistas urbanos recebem até 2 salários mínimos e 80% de quem sente falta de mais ciclovias estão nas periferias da capital. Não à toa existe o movimento “Ciclovia na periferia”. 
 
Em entrevista ao Bike é Legal, o diretor da Ciclocidade, Daniel Guth, explicou que o objetivo da ONG é contribuir para ampliar o acesso cada vez com mais segurança. “Com estes dados o poder público vai poder planejar muito melhor as políticas públicas para quem usa bicicleta em São Paulo, compreendendo a diversidade e as nuances que se têm, através de diversos recortes”, disse.
 
Mulheres pedalam?
 
Nesta pesquisa a Ciclocidade não se debruçou na questão de gênero. No entanto, a ONG realiza monitoramentos constantes e mostra que a bicicleta é um veículo usado majoritariamente por homens. Apenas 6% do total de ciclistas são mulheres. Porém, elas usam a bicicleta também para longos trajetos e na maioria das vezes 5 dias por semana. A maior parte das entrevistadas considera vias exclusivas para bicicletas importantes. 
 
A Ciclocidade conta com grupos de trabalho que estudam a questão e buscam desenvolver ações para fomentar o uso da bicicleta também entre as mulheres. 
 
Outra iniciativa interessante é o “Saia na Noite”, um grupo criado há mais de 20 anos que promove encontros semanais de mulheres que saem juntas para pedalar pela cidade, obviamente, à noite. As responsáveis pela iniciativa comemoram os resultados do trabalho e se orgulham ao dizer que hoje em dia “saias ao vento e sobre duas rodas” são vistas com normalidade pela sociedade. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Um excelente documentário, com informações muito interessante sobre a urbanização de São Paulo que geralmente você não aprende na escola.


Esses são apenas alguns dos comentários que tive que mostrar pra vocês:

“O que vamos valorizar: o ser humano e a água ou os automóveis? Se não houver consciência sobre o modo como cresce nossa cidade, possivelmente até nossas idéias acabarão submersas no cimento.”

“Muito bom o vídeo, conhecendo um pouco mais dessa mega metrópole.”

“Muito interessante, a história da urbanização da cidade de São Paulo ! Vale a pena assistir, principalmente quem se importa com a história”

Se você quiser ver outros comentários sobre este vídeo diretamente no Youtube, no canal editoracontexto ou procure nas buscas pelo titulo: ENTRE RIOS – a urbanização de São Paulo.
entrerios
No momento da matéria, este vídeo tinha mais de 300 mil visualizações no Youtube (estava com exatos 370023 visualizações), realmente um grande sucesso…
Segue abaixo a descrição do vídeo feito pelo editoracontexto.
Um excelente documentário sobre a urbanização de São Paulo, com um enfoque geográfico-histórico, permeando também questões sobre meio ambiente, política.
Estamos sempre criando novas postagens sobre a urbanização de São Paulo e outros assuntos interessantes que você com certeza vai gostar.