quarta-feira, 29 de junho de 2016

Governo de SP adia prazo de entrega da Linha 6


Foto: A2img / Eduardo Saraiva
O Governo de São Paulo postergou o prazo de entrega das obras da Linha 6-laranja [Brasilândia-São Joaquim]: 2021. O Governador Geraldo Alckmin confirmou a nova previsão na manhã desta quarta-feira, 22 de junho, durante cerimônia de início de escavação da futura estação João Paulo I, no bairro da Freguesia do Ó.
A previsão inicial era que o trecho entre a Brasilândia e a Santa Marina, na conexão com os trens da CPTM, estaria pronto em 2018. Depois o prazo foi adiado para 2020, e agora um ano após esta última data. Das 15 paradas da Linha 6, três tiveram as construções iniciadas: João Paulo I, Santa Marina e Freguesia do Ó.
O Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, atribui os atrasos a lentidão de repasses de verbas do Governo Federal, o que afetou o processo de desapropriações de imóveis necessários às construções.

CBTC e frota P iniciam operação em agosto na Linha 5


Foto: Divulgação Metrô
A operação com passageiros dos trens da frota P na Linha 5-Lilás [Capão Redondo-Adolfo Pinheiro], assim como o novo sistema de sinalização CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação) deve ocorrer em agosto. A informação foi confirmada pelo metrô em uma reunião com blogueiros e atuantes nas redes sociais. A nova tecnologia tem fabricação e instalação da Bombardier.
De acordo com a companhia, os testes entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro devem seguir os mesmos moldes da Linha 2-Verde, quando o trecho operava aos domingos em CBTC, e depois a funcionalidade foi levada aos sábados, e depois em dias da semana.
Atualmente o CBTC já é testado na linha, porém sem usuários, quando o trecho é fechado aos domingos.
Novos trens
Os trens da frota P foram fabricados pela Caf, e a primeira das 26 unidades compradas, foi entregue em outubro de 2013. As composições foram adquiridas para operação entre Capão Redondo e Chácara Klabin, junto com 8 trens da frota F fabricados pela Alstom entre 2001 e 2002.
Até abril deste ano pelo menos seis trens da frota P tinha testes concluídos, seis passam pelo comissionamento e 12 aguardam as baterias de checagem.

VLT do Rio tem intervalo reduzido

AUTOR: RENATO LOBO 

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Nesta segunda-feira, 27 de Junho, o sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos do Rio de Janeiro ganhou mais duas horas de operação: das 10h às 17 horas, ainda em dias úteis.
O VLT percorre nove paradas, indo do aeroporto Santos Dumont até a Parada dos Navios, próxima ao terminal de cruzeiros (altura do Armazém 4). Outra novidade é que o intervalo entre as composições foi reduzido pela metade, devido ao aumento da frota em operação, que contará com quatro composições. O novo intervalo será de 15 minutos nos dois sentidos.
A cobrança da tarifa está prevista para a partir do dia 1º de julho, que valerá R$ 3,80. O passageiro deverá validar sua passagem voluntariamente em uma das maquinas nas composições. Fiscais da concessionária e guardas municipais farão a conferencia do pagamento.

Sidney ganhará Metrô em 2019

AUTOR: RENATO LOBO 

A cidade de Sidney, na Austrália, deu novos passos para a consolidação de seu sistema metroviário. O Governo de Novas Gales do Sul anunciou investimentos de US $ 12 bilhões para duas fases do projeto: a Sydney Metrô City & Sudoeste e Sydney Metrô Noroeste, estão agora “totalmente financiadas” diz o governo. A notícia coincide com a entrega dos túneis para a extensão Noroeste.
Deste montante investido,  US $ 1,3 bilhão serão gastos entre 2016 e 2017 para continuar os trabalhos no Metrô do Noroeste, e também US $ 1,4 bilhões para construção do sistema sob o Porto.
O ramal Noroeste deve ser o primeiro aberto a população, com previsão para 2019, com trens automáticos, sem a presença de condutores. As obras tiveram início em 2013. Já a linha Sudeste deve abrir apenas em 2024.
Para a primeira fase foram adquiridos 22 trens de seis carros do modelo Alstom Metropolis onde cada composição terá espaço para carrinhos de bebé, bagagens e bicicletas.  Nesta etapa serão 65 quilômetros de extensão e 22 estações.

Rodovia dos Tamoios inicia cobrança em pedágios

AUTOR: RENATO LOBO 

A partir desta sexta-feira, 1º de julho, o motorista deverá pagar pedágio nas novas praças da rodovia dos Tamoios, que liga São José dos Campos a Caraguatatuba e São Sebastião. Por hora, a Concessionária responsável pela rodovia não divulgou valores.
As praças estão localizadas no km 16,1, em Jambeiro, e no km 59,3, em Paraibuna.
Nova descida da Serra
Em dezembro de 2015, foram iniciadas as construções de duplicação do trecho de Serra da Tamoios, com previsão de conclusão em 2020, orçada em 2,6 bilhões.
A rodovia terá 12 quilômetros de túneis e três de viadutos. Dos cinco túneis, o mais perto de Caraguá, terá 3.675 metros e se tornará o maior do Estado

Suécia testa caminhão elétrico


AUTOR: RENATO LOBO 

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Sistemas de transportes elétricos resultam na redução de emissão de poluentes, além da maior eficiência dos veículos. Estas são as características associadas aos trens elétricos ou aos trólebus. Mas, uma experiência na Suécia promete levar as qualidades destes meios de transportes a outro modal: o caminhão!
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A “estrada elétrica” foi inaugurado em 22 de junho próximo da cidade de Gävle, na região central do país. Trata-se de uma parceria entre o governo sueco com objetivo de promover o transporte livre de emissões.
A tecnologia foi desenvolvida pela Siemens e a Scania fornecendo os caminhões G 360 4×2 movidos a eletricidade, que irão operar em condições reais de tráfego, em um trecho de dois quilômetros.
Electric road hybrid truck, Scania G 360 4x2 (Hybrid Truck with Siemens pantograph on the roof)Gävle, SwedenPhoto: Tobias Ohls 2016
Os veículos são dotados de pantógrafos similares aos trens ou VLTs, e em trechos desprovidos de rede elétrica, a energia passa a ser fornecida pelo propulsor de 9.0 litros de 364 cv movido a biodiesel, que trabalha ligado ao motor elétrico de 130KW e 107,1 kgfm de torque movido a bateria.
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Dilemas éticos podem atrasar lançamento de carros sem motorista

29/06/2016 09:25 - Estado de Minas

Decidir se um carro sem motorista deve estar programado para salvar a vida de pedestres ou para proteger seus passageiros a qualquer custo é um dilema difícil que pode atrasar a chegada desses veículos autônomos, revela uma pesquisa publicada recentemente na revista científica americana Science.
Esse tipo de automóveis, que vêm sendo testados há anos - principalmente o modelo criado pelo Google -, não estão isentos de complexos dilemas morais.
Segundo os responsáveis por esses testes, a adoção generalizada de veículos autônomos poderia eliminar até 90% dos acidentes de trânsito provocados por erros humanos.
"Encontrar a maneira de construir máquinas eticamente autônomas é um dos maiores desafios em matéria de inteligência artificial hoje", afirma o estudo.
A pesquisa se baseia nos resultados de seis enquetes realizadas pela internet entre junho e novembro de 2015 com 1.928 pessoas nos Estados Unidos.
Essas sondagens revelam, por um lado, que o público é, em geral, a favor dos veículos autônomos que reduzam os números de mortos e feridos em situações de perigo extremo.
Isso significa, por exemplo, que o programa informático que conduz o veículo optaria por bater em um muro ou em uma árvore, sacrificando os passageiros, para evitar atingir um grupo de pedestres.
Assim, 76% das pessoas interrogadas acha que tal cenário é moralmente mais apropriado para esse tipo de automóveis em uma série de circunstâncias excepcionais.
Ao mesmo tempo, essas enquetes revelaram a falta de vontade dos entrevistados na hora de comprar veículos autônomos programados para salvar os pedestres em detrimento dos passageiros.
À pergunta sobre se era moralmente aceitável viajar com a família em um carro cujo programa informático prevê sacrificar os ocupantes do veículo para salvar a vida de um grupo de pedestres, as respostas afirmativas diminuíram um terço.
A maioria dos entrevistados se declararam abertamente hostis à ideia de uma norma legal sobre carros sem motorista que obrigue a programá-los para preservar a segurança dos pedestres em detrimento dos passageiros.
Esclarecer os valores morais
Só um terço das pessoas consultadas disseram que provavelmente comprariam um veículo desse tipo, contra uma ampla maioria que prefere a opção de um veículo autônomo que possa ser programado de acordo com sua vontade.
"A maioria das pessoas quer viver em um mundo em que os automóveis minimizem ao máximo os mortos e feridos", afirmou Iyad Rahwan, professor-adjunto do Massachusetts Institut of Technology (MIT), um dos coautores do estudo.
"Mas ao mesmo tempo todo mundo quer que seu próprio automóvel o proteja a qualquer custo", acrescenta, ressaltando que, como consequência disso, surge um "dilema social" no qual acabamos criando um entorno menos seguro para todos, atuando cada um de acordo com seu próprio interesse.
"É um desafio sobre o qual os fabricantes de automóveis e as autoridades deveriam refletir", escreveram os pesquisadores, entre eles Jean-Francois Bonnefon, da School of Economics em Toulouse.
"O problema é mais filosófico do que técnico. Antes de que possamos programar nossos valores morais nas máquinas, devemos nos esforçar para esclarecê-los e torná-los coerentes com o que poderia ser a hora da verdade para a filosofia moral do século XXI", escreveu Joshua Greene, psicólogo da Universidade de Harvard, em Massachusetts, em um editorial que acompanha o estudo na Science.
Azim Shariff, professor de psicologia da Universidade de Oregon e um dos coautores do trabalho, insiste nos potenciais benefícios dos automóveis de condução autônoma.
"Os automóveis atuais não são práticos, além de que são caros, estão fora do alcance das pessoas de idade avançada e dos deficientes, e também nos obrigam a reservar amplos espaços urbanos para estacionamentos", disse durante uma conferência telefônica.
"Só nos Estados Unidos os acidentes de trânsito provocaram cerca de 40.000 mortos e 4,5 milhões de feridos graves em 2015 (...), custando cerca de um bilhão de dólares", destacou o pesquisador.