terça-feira, 7 de março de 2017

Bonde a Pé: de volta ao começo de tudo

 - ANTP

O Instituto Corrida Amiga, que integra a Comissão Técnica de Mobilidade a Pé e Acessibilidade da ANTP, vai participar de nosso 21º Congresso de várias maneiras, mas uma será inovadora: o Bonde a Pé. A ideia, inicialmente, parece simples: partir a pé de um terminal de transporte público até o local do evento, o que poderá ser mais rápido, barato, saudável e sustentável.  Estamos falando em caminhar do Terminal Barra Funda até o Centro de Eventos Pro Magno, uma distância aproximada de 2 quilômetros, e da parada de ônibus localizada na avenida Ordem e Progresso, distante cerca de 0,5 km.
Como uma atividade integrada ao Congresso a iniciativa é muito mais do que aparenta ser: a proposta sugere uma atividade pedagógica de cidadania, muito mais do que apenas mais uma forma de se chegar até o local.
O Bonde a Pé realiza na prática o que muitos coletivos que atuam pelos direitos do pedestre vêm alertando há muitos anos: a discussão da mobilidade na cidade deve ser contínua e acontecer em todos os momentos e situações em que estamos fora de casa, vivendo na cidade, nas calçadas, atravessando (ou querendo atravessar) as ruas, espremidos no metrô ou em trens suburbanos, chacoalhando em ônibus, parados em abrigos de ônibus sem saber qual linha passa ali, encapsulados e presos em automóveis.
O ato de caminhar, além de prazeroso (sim, ele pode ser!), deve ser compreendido como uma maneira prática de reivindicarmos de volta o uso da cidade. Um uso que nós mesmos (e as gerações que nos precederam) cedemos sem resistências ou quase nenhuma restrição a uma urbanização caótica e seletiva, que apartou o emprego do trabalho mediante a venda do sonho do automóvel como o grande redutor de tempos e distâncias.
Essa situação vem se invertendo há anos. Um estudo global realizado por uma montadora de veículos mapeou o comportamento de usuários de automóveis de sete países europeus, China, Japão, Argentina e Brasil. O resultado, divulgado nesta semana, é assustador: o brasileiro passa quatro anos e 11 meses de sua vida dentro do automóvel, ou, quando comparados a outros países,  somos o povo que gasta mais tempo no carro. Passamos 7,5% de nossa existência dentro de uma cápsula metálica, desconectados da vida externa, apartados da vida, de outras pessoas, de outras realidades.
Se antes a naturalidade da caminhada nos permitia observar paisagens e cenários, dando-nos uma sensação forte de pertencimento (esta é a minha cidade, minha rua, minha praça), hoje caminhar nos dá outra dimensão: a de que é preciso e urgente voltar a ter a cidade novamente à nossa disposição. Para isso é preciso humanizá-la, única maneira de nos sentirmos cidadãos, muito mais do que simples residentes.
Caminhar nos permite fazer perguntas que, até outro dia, não estavam em nosso horizonte de preocupações. O crescimento exponencial dos congestionamentos, com todas as nefastas consequências que causam às nossas vidas (e à vida das cidades), nos levou a voltar nossos olhares para outras direções. E isso nos impele a questionar fatos que, até outro dia, faziam parte de nossas vidas: por que meus filhos não podem ir à escola a pé ou de bicicleta? Além da insegurança pública, qual o tamanho da culpa da violência do trânsito? Por que deixamos que a calçada se tornasse apenas um ornamento externo à nossa residência, um simples trecho de chegada às garagens? Por que paramos de caminhar, de nos encontrar em locais públicos? Por que as praças se tornaram locais desertos e mal iluminados? Por que não temos áreas públicas com locais para conversar com nossos vizinhos, para nos encontrar com amigos e fazer novas amizades?
Caminhar a partir de um importante terminal de transporte público como a Barra Funda, em São Paulo, que congrega ônibus, metrô e trens, nos dá a dimensão do enorme problema que criamos para nossas cidades: não há como sair de locais assim simplesmente caminhando. São locais enormes e gigantescos, espaços que, mesmo sem o querer, tratam mal o cidadão/passageiro, que muitas vezes quer ser apenas cidadão, não quer ‘passar’ para lugar algum. São pessoas que querem simplesmente resolver um problema sem precisar percorrer longas distâncias.
Muitas pessoas acabam se utilizando do transporte público para marcar uma consulta com um médico da rede pública; para pedir uma segunda via de um documento, pagar uma conta, resolver questões municipais, tendo que para isso de ir a prédios gigantescos e burocratizados no centro das cidades. Por que não conseguimos tornar os terminais públicos em locais de prestação de serviços ao cidadão, ao invés de um amplo centro de alimentação e compras diversas, uma miniatura de um shopping center?
O que a atividade do Bonde propõe é simples e ao mesmo tempo desafiador: no caminho ao Congresso poderemos desnudar um pequenino trecho de nossa cidade, observando as condições das calçadas, os tempos semafóricos, os espaços para bicicletas, para crianças, para mulheres grávidas, para cadeirantes. Quem optar por caminhar, que seja apenas por um dia, poderá descobrir se é possível andar na sombra, se temos árvores ou locais de descanso, se temos outras formas de vida além dos veículos motorizados que passam pelo asfalto.
Diante da imobilidade provocada pelos congestionamentos os fabricantes de veículos estão preocupados em produzir automóveis que sejam vistos como uma extensão de nossas casas e locais de trabalho. A proposta do Bonde a Pé é o oposto: saia da cápsula e venha viver e reconquistar sua cidade. 

Brasil é o país onde se passa mais tempo dentro do carro


ANTP

O Estado de SP


O brasileiro passa quatro anos e 11 meses de sua vida dentro do automóvel. É o país onde se gasta mais tempo no carro. O argentino fica cerca de quatro anos e três meses. O europeu, quatro anos. Na China, a média, é de três anos e um mês, enquanto no Japão não passa de dois anos e cinco meses. É o que mostra uma pesquisa feita com pessoas acima de 15 anos e que usam o carro como meio de transporte. O estudo global realizado pela Citroën, em parceria com a empresa francesa CSA Research, mapeou o comportamento de usuários de automóveis de sete países europeus, China, Japão, Argentina e Brasil e faz parte da campanha “Citroën inspired by you” (Citroën inspirada por você, em tradução livre).
A pesquisa, batizada de “Nossas vidas num carro”, aconteceu entre 26 de dezembro de 2016 e 3 de janeiro de 2017 em todo o país. O resultado surpreendeu. “O brasileiro passa muito tempo no automóvel”, constata Nuno Coutinho, diretor de marketing da Citroën do Brasil. “A expectativa de vida no País é de 75 anos, portanto, são aproximadamente 7,5% da existência”. Por isso, a Citroën quer conhecer melhor a relação e as experiências das pessoas com o veículo. 
O raciocínio é simples: “Se é para passar tanto tempo dentro de um carro, que seja em um que se preocupa com o conforto e o bem-estar do cliente, ou seja, um modelo da Citroën”, reforça Coutinho. A nova campanha quer transmitir a ideia de como o padrão de qualidade, o conforto e a tecnologia presentes nos modelos da marca podem tornar a experiência a bordo mais agradáveis. “Esse é mais um passo da Citroën para dar continuidade ao processo de reposicionamento de sua imagem, com o objetivo de se aproximar ainda mais dos clientes”, afirma Paulo Solti, diretor geral da Citroën do Brasil. 
Para estreitar essa relação, a fabricante francesa lançou no ano passado programas ligados ao pós-venda, como a manutenção a R$ 1 por dia. Além disso, criou o Citroën Advisor, canal online que permite ao cliente manifestar sua opinião sobre o atendimento das concessionárias no processo de venda e pós-venda, e o St@rt, sistema de e-commerce que possibilita a compra dos modelos C3 e Aircross pela internet em apenas três passos.
CADA VEZ MAIS CONECTADA
Com o estudo, a Citroën reforça a pretensão de ser cada vez mais digital na sua comunicação com o cliente. No mundo todo, ela tem 13 milhões de fãs nas redes sociais e, deste número, 4 milhões estão no Brasil. Segundo Solti, a pesquisa pode direcionar a marca no momento de compor a gama de itens em seus veículos: “As mulheres aproveitam o tempo dentro do carro para se maquiar. Isso pode nos orientar a criar, por exemplo, novos retrovisores pensando nelas”, afirma. “É muito importante lançar produtos diferenciados sabendo o que nossos clientes pensam.” 
Os resultados da pesquisa levaram ao desenvolvimento de quatro filmes, que procuram mostrar como é agradável passar o tempo dentro dos carros da Citroën, e que serão veiculados em canais de TV paga e portais da internet. O principal tem 45 segundos de duração e mostra diversos tipos de comportamento das pessoas dentro do automóvel. 
Outros três filmes menores, de 15 a 20 segundos, apresentam situações do cotidiano enfrentadas pelos motoristas, como a sensação de ser enganado na hora de pedir orçamento em uma oficina. “Conversar com nosso cliente e conhecer as necessidades deles são atitudes vitais para o crescimento da marca não só no Brasil, mas no mercado global”, conclui Solti.

São Francisco testa minionibus autônomos sem condutor reserva

Projeto faz parte de iniciativa para inserir automação total nos transportes sobre pneus
ADAMO BAZANI
Diário do Transporte
Dois minionibus que operam sem motoristas começaram a ser testados na área de um estacionamento vazio na Bay Area de San Francisco, nos Estados Unidos.
São os primeiros veículos autônomos que rodam sem a presença de um condutor reserva.
Cada minionibus fabricado pela empresa francesa EasyMile custa em torno de US$ 250 mil.
A capacidade é para 12 passageiros e a tração é elétrica, com energia reservada em baterias.
A eletromobilidade tem sido a principal alternativa para os projetos de carros, caminhões e ônibus autônomos.
A circulação dos pequenos ônibus atende a um complexo de escritórios, mas em 2018, as autoridades querem liberar os primeiros testes em vias públicas.
Veja vídeo:
ÔNIBUS AUTÔNOMOS:
A indústria tem investido em ônibus autônomos, em especial, justamente por causa da relação custo-benefício. Estes veículos, mesmo sendo a maioria de pequenas dimensões, transportam mais passageiros, portanto, valem os recursos aplicados, isso sem contar o apelo comercial. As empresas automotivas e de tecnologia, também entendem que esse tipo de solução estará inserida nos novos conceitos de mobilidade.
Em 06 de março de 2017, San Francisco começou a testar dois minionibus da EasyMile sem motoristas num complexo de escritórios  e anunciou que pretende liberar a circulação em testes em vias públicas.
No dia 24 de setembro de 2016, a Administração de Transportes Parisienses – RATP, testou às margens do rio Sena um micro-ônibus elétrico modelo EZ10 da fabricante francesa Easymile. O veículo anda até a 25km/h e transporta 12 pessoas.
Ainda em setembro de 2016, Helsinque, maior cidade da Finlândia, também aderiu à onda de testes com veículos de transporte coletivo sobre pneus que podem operar sem motorista. Dois miniônibus também da Easymile, fizeram o trajeto entre duas estações do distrito de Hernesaari.
No dia 18 de julho de 2016, a Mercedes-Benz apresentou na Holanda o primeiro veículo da marca que pode circular sem motorista. É o CityPilot.  Relembre: <a href=”https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/07/19/mercedes-benz-apresenta-onibus-autonomo/”>https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/07/19/mercedes-benz-apresenta-onibus-autonomo/</a&gt;

Em junho, a IBM começou a testar nas vias convencionais de National Harbor, Maryland, nos Estados Unidos, um miniônibus com capacidade para 12 passageiros, que trafega sem motorista e ainda interage com os passageiros. É o sistema IBM Watson. Relembre em: <a href=”https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/06/17/minionibus-autonomo-conversa-com-passageiros-nos-estados-unidos/”>https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/06/17/minionibus-autonomo-conversa-com-passageiros-nos-estados-unidos/</a&gt;

Em março, na cidade de Sion, na Suíça, que tem pouco menos de 30 mil habitantes, começou a operar em teste, depois dois anos de estudos na universidade local, um miniônibus fabricado pela montadora francesa Navya. As operações ficaram a cargo da start-up BestMile.

Na cidade de Zhengzhou, na China, em setembro de 2015, a fabricante Yutong apresentou um sistema de condução autônoma de ônibus. O desenvolvimento foi da Academia Chinesa de Engenharia.

Já Moscou anunciou que para a Copa do Mundo de 2018, haverá miniônibus sem motorista.

O veículo terá capacidade para oito passageiros. O anúncio foi feito pelo vice-premiê russo Arkádi Dvorkôvitch, em 7 de julho deste ano.

Na ocasião, o diretor-geral da holding Volgabus, empresa que vai desenvolver o modelo, Aleksêi Bakúlin, disse que 60% dos componentes do pequeno ônibus serão feitos na Rússia.

No Brasil ainda não há nenhum teste agendado com veículos autônomos de transportes coletivos sobre pneus.

No entanto, a própria Mercedes Benz admitiu que o país está entre os planos do projeto de ônibus sem motorista.

Empresas de ônibus da Grande João Pessoa terão de contratar cobradores novamente

Prazo dado pelo Ministério Público do Trabalho é de 90 dias. Em 10 dias, as empresas já devem informar quantos profissionais serão contratados
ADAMO BAZANI
Diário do Transporte
As empresas de ônibus da Grande João Pessoa terão de contratar em 90 dias cobradores de ônibus.
A obrigatoriedade faz parte de um acordo fechado entre o Ministério Público do Trabalho da Paraíba e as companhias que operam na capital e nos municípios de Cabedelo, Conde, Santa Rita e Bayeux.
A partir de três meses, os ônibus terão de possui no sistema, o mesmo número de cobradores que existia em primeiro de agosto de 2006.
Dentro de 10 dias, as empresas já devem informar quantos trabalhadores cada uma delas deve ter.
Novas demissões de cobradores só poderão ser feitas por justa causa ou quando a bilhetagem eletrônica atingir 90% dos pagantes em cada empresa.
Entre janeiro e dezembro de 2016, foram demitidos aproximadamente 200 cobradores das empresas São Jorge, Transnacional, Santa Maria e Unidas. Ao menos 80 cobradores companhias deverão ser contratados por estas companhias para cumprir a obrigatoriedade.
Já os trabalhadores que forem demitidos após as viações atingirem 90% de bilhetagem eletrônica, deverão ser encaminhados pelas empresas de ônibus ao Senai, Senac, Sest ou outras entidades de formação para cursos profissionalizantes . O Sebrae também dará orientações técnicas para abertura de pequenos negócios para esses trabalhadores.
Além disso, as empresas devem pagar por seis meses uma espécie de bolsa qualificação ao cobrador demitido no valor de um terço do salário mínimo durante a realização dos cursos e após o prazo do seguro-desemprego.
O Ministério Público do Trabalho começou a investigar a retirada dos cobradores em 2015. Os procuradores verificaram que a atual situação coloca em risco a segurança de passageiros motoristas e demais pessoas na via pelo fato de os condutores também cobrarem as passagens.

Pais de Londres serão multados por deixarem filhos na escola de carro

antp

06/03/2017 16:50 - Tree Hugger - UK
Katherine Martinko
Em uma inversão surpreendente de políticas americanas, um bairro no leste de Londres está priorizando a segurança das crianças sobre a conveniência dos carros.
"É uma marreta para quebrar uma porca." É assim que uma mãe irritada descreveu a repressão recente feita pela polícia de Londres sobre os pais que deixam seus filhos na escola de carro. Sim, você leu corretamente - o modo de transporte que muitas escolas americanas insistem ser a única maneira segura de levar as crianças para a escola agora está sendo criminalizado no Reino Unido.
A decisão de multar todos os veículos vistos deixando ou pegando as crianças dentro de uma zona particular do Leste de Londres provem dos esforços prolongados dos vereadores da cidade para tornar a área mais segura e menos congestionada. Eles dizem que estão tentando há anos "incentivar a condução sensata e o estacionamento", sem sucesso. Os moradores dos bairros se queixam frequentemente que suas calçadas são bloqueadas por carros estacionados ilegalmente por 15 minutos ou mais, muitas vezes enquanto eles tentam chegar ao trabalho, e as ruas ficam cronicamente superlotadas.
Agora as regras mudaram. The Evening Standard reporta:
"Motoristas de qualquer veículo que seja visto deixando ou pegando alunos em zonas fora das quatro primárias no leste de Londres agora enfrentam avisos de multas fixadas em £ 100. Qualquer um que não pagar no prazo de 14 dias, ou que seja notificado por três vezes, será processado ??e poderá ser multado até £ 1.000. "
Alguns pais estão furiosos. Angie Baillieul é uma mãe que fez o comentário sobre a "marreta" e diz que a repressão está exagerada. O ponto mais próximo para deixar seu filho de seis anos está agora a cinco minutos a pé da escola. Outros estão felizes com a decisão, embora possa parecer uma medida drástica. O vereador Jason Frost disse:
"O tráfego tem reduzido significativamente, e mais crianças estão agora indo a pé para a escola, o que é um grande resultado. Eu preferiria ter queixas de que estamos incomodando um pouco os pais do que ouvirmos que uma criança foi gravemente ferida porque nada foi feito.”
Da perspectiva do site TreeHugger, esta é uma notícia feliz e revigorante, especialmente depois de cobrir histórias como a da Bear Branch Elementary School em Magnolia, Texas, onde a polícia multa os pais que não pegarem seus filhos de carro. É claro que existem exceções, mas na maioria das cidades da América do Norte, se um ônibus escolar não é designado para pegar uma criança dentro da área definida pela escola, isso significa que a criança é considerada suficientemente apta para caminhar. Infelizmente, muitos pais interpretam essa falta de serviço de ônibus escolar como sendo sua a responsabilidade de dirigir, mesmo que vivam a poucos quarteirões de distância da escola.
Eu testemunho diariamente o caos criado por esses motoristas na cidade, quando eu ando com meus próprios filhos para a escola. Há um estacionamento transbordando de veículos e uma fila de carros movendo-se lentamente em círculos, muitos em marcha lenta a encher o ar com fumaça nociva. (A ideia de uma zona de proteção de caminhada de cinco minutos, com a finalidade de melhorar a qualidade do ar fora das escolas, é uma boa ideia.) Enquanto isso, as conversas sobre a obesidade infantil e a importância da atividade física diária continuam a dominar nas escolas. É impossível não notar a ironia.
Sem dúvida, haverá uma feroz reação contra esta decisão do Conselho da Cidade em Londres, mas é um farol de esperança para as muitas outras escolas que permanecem na Idade das Trevas quando se trata de priorizar a segurança das crianças em torno dos veículos. (tradução livre por Alexandre Pelegi)

CPTM adia para 2020 entrega de acessibilidade em todas as estações

ANTP

 O Estado de SP

A CPTM renovou um acordo com o Ministério Público Estadual (MPE) prorrogando para 2020 a conclusão das obras para tornar todas as 91 estações de trem na Grande São Paulo acessíveis a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Hoje, somente 50 estações estão totalmente adaptadas.
Alvo antigo de queixa de passageiros, a dificuldade de acesso às estações da CPTM foi objeto de investigação da Promotoria no início dos anos 2000. Após anos de espera pela instalação de rampas de acesso, piso tátil e elevador, por exemplo, a companhia e o MPE assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em dezembro de 2012.
No acordo, a estatal paulista dos trens se comprometeu a tornar acessível todas as 91 estações acessíveis até dezembro de 2014. À época, apenas 38 estações tinham acessibilidade plena. Até agora, contudo, 41 locais permanecem sem adaptação.
A CPTM afirma que ficou aguardando a liberação de recursos do PAC da Mobilidade para cumprir a meta acordada com a Promotoria, mas que, “com a demora na liberação dos recursos prometidos pelo governo federal, iniciou as tratativas com o Ministério Público visando prorrogar o prazo”.
“No início de janeiro, o Ministério das Cidades publicou portaria excluindo o projeto de modernização das estações do PAC. Agora, a CPTM busca novas fontes de recursos financeiros para a modernização dessas estações”, afirma a estatal. Quando o TAC foi assinado, o investimento previsto nas obras de acessibilidade era de R$ 2,3 bilhões.
Pelo novo acordo do TAC, o cronograma de entrega das obras foi dividida em oito lotes até dezembro de 2020. Neste ano, sete devem ser concluídas, sendo que quatro estações estão em andamento: Quitaúna, Jardim Belval e Jardim Silveira, na Linha 8-Diamante, e Engenheiro Goulart, na Linha 12-Safira.
A CPTM se comprometeu ainda a divulgar na internet uma ferramenta para que o usuário possa estabelecer a rota acessível entre duas estações e a garantir o transporte de passageiros por vans caso não cumpra novamente os prazos de acessibilidade definidos no novo TAC, que foi assinado com o promotor Francisco Antonio Gnipper Cirillo.
Segundo o MPE, embora o prazo de conclusão das obras de acessibilidade tenha sido prorrogado, as contrapartidas definidos no acordo são mais vantajosas para os passageiros porque ampliou o porcentual da frota que terá acessibilidade para 95%, incluiu novas estações no cronograma e garantiu transporte alternativo caso o ajuste seja descumprido.
Embora 45% das estações de trem ainda não sejam acessíveis, a CPTM afirmou que “todos os empregados das estações estão habilitados para auxiliar pessoas com deficiência durante o deslocamento nas dependências da companhia”. 
VEJA O CRONOGRAMA DE ENTREGA DAS OBRAS NAS ESTAÇÕES
Até 30/06/2017: Água Branca, Braz Cubas e Baltazar Fidelis
Até 31/12/2017: Estudantes, Guapituba, Quitaúna, Jardim Belval e Jardim Silveira
Até 30/06/2018: Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mogi das Cruzes
Até 31/12/2018: Mooca, Capuava, Aracaré, Itaquaquecetuba, Santa Terezinha e Luz
Até 30/06/2019: Campo Limpo Paulista, Prefeito Saladino e Perus
Até 31/12/2019: Imperatriz Leopoldina, Várzea Paulista, Botujuru, Caieiras, Sagrado Coração, Antônio Gianetti Neto, Eng. Manoel Feio, Comandante Sampaio e General Miguel Costa
Até 30/06/2020: São Caetano, Vila Clarice e Pirituba
Até 31/12/2020: Piqueri, Santo André, Mauá, Jaraguá, Utinga, Lapa (Linha 7 – Rubi), Lapa (Linha 8 – Diamante) e Ipiranga

Canal Mova-se entrevista Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Bus América Latina


02/03/2017  - ANTP / MOVA-SE

Evolução dos BRT's e eletromobilidade