sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Dilma sanciona a lei que pune empresas corruptoras

O Diário Oficial de hoje publica a sanção da Presidenta Dilma Rousseff às empresas que participam de atos de corrupção envolvendo a administração pública.
Com isso, independente das responsabilidades criminais de seus dirigentes, as empresas passam a ser punidas quando corromperem servidores, oferecerem vantagens,fraudarem documentos, formarem cartel ou viciarem licitação, obtiverem prorrogações irregulares de contratos ou reajustes indevidos ou dificultarem a fiscalização dos órgãos de controle, mesmo que isso se faça através de “laranjas”, “consultorias” ou outras formas indiretas de ação.
A empresa considerada culpada destes atos pagará multa entre 0,1% e 20% do seu faturamento bruto – e nunca inferior ao valor do qual se beneficiou indevidamente – além de ter de ressarcir ao poder público o valor do dano causado por seus atos.
Dilma vetou alguns “furos” da lei aprovada no Congresso, como o que limitava a multa ao valor do contrato – o que poderia torna-la irrisória diante da gravidade do ato de corrupção, se este se desse em pequenas operações – e o que graduava o nível de punição da empresa pelo nível do servidor a quem corrompesse, o que tenderia a fazer o velho truque de jogar a culpa nos pequenos.
Se já tivéssemos uma lei assim – adivinhe por que não tínhamos, se temos lei para tudo? – imagine o que estaria acontecendo com a Globo no caso do processo sumido de sua sonegação fiscal, pelo qual só pagou, até agora, uma servidora modesta da Receita Federal.
Ah, e o melhor é que nem precisa do Ministério Público, que só entra obrigatoriamente no processo para a responsabilização criminal ou para o arresto judicial de bens para garantir o pagamento da pena administrativa.
Por: Fernando Brito

Programa Contraponto estreia na 2ª feira com Fernando Haddad


Na próxima segunda-feira (5.8), às 19 horas, estreia o programa Contraponto. Trata-se de um programa de entrevistas produzido em parceria entre blogueiros, o Centro de Estudo da Mídia Barão de Itararé e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O programa irá ao ar via WebTV toda primeira segunda-feira de cada mês e com transmissão ao vivo. Vários blogs envolvidos no projeto irão incorporar o vídeo de transmissão. Ou seja: você poderá assistir neste blog ou em outro de sua preferência.
Logo após o programa ao vivo, sua íntegra será colocada em um único vídeo no You Tube, para que quem não puder assistir na hora em que for transmitido possa assistir depois.
O convidado para o programa de estreia é o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Sua administração esteve no centro da onda de protestos convocados pelo Movimento Passe Livre no mês de junho.
Para entrevistar o prefeito de São Paulo nos quatro blocos da entrevista, estarão presentes os blogueiros Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Luiz Carlos Azenha (Viomundo), Altamiro Borges (Barão de Itararé) e Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania).
No primeiro e no segundo blocos, PHA e Eduardo Guimarães entrevistarão Haddad e, no terceiro e no quarto blocos, Azenha e Miro conduzirão a entrevista. Enquanto uma dupla de blogueiros estiver entrevistando, a outra irá selecionando questões dos internautas.
Detalhe: os blogs supracitados irão “embedar” o vídeo de transmissão e, assim, você poderá assistir ao programa em qualquer um deles ou em outros blogs que também queiram transmitir, pois o código de incorporação do vídeo será divulgado.
Haddad será inquirido por esses blogueiros sobre fatos envolvendo a capital paulista que acabaram influindo na cena política nacional e deve falar, também, sobre o futuro de sua administração, sobre política e, além disso, ainda responderá a perguntas de internautas.
Um dos aspectos mais interessantes desse formato de programa será a interatividade com o internauta. No cenário, haverá um telão em que serão reproduzidas as questões do público em tempo real, via Twitter.
Você poderá assistir ao programa de seu computador como se estivesse vendo televisão. Contraponto terá excelente transmissão em estúdio profissional, com cenário elaborado e sempre trazendo figuras centrais do debate público.
O programa, porém, não se restringirá à política. Estão sendo estudados vários temas para abordagem e você, internauta, também poderá sugerir nomes de entrevistados. A ideia é que sejam sempre pessoas públicas de grande notoriedade, como o prefeito da capital paulista.
Mas, se quiser encaminhar questão ao prefeito de São Paulo, pode deixar seu comentário neste post que todas as perguntas serão estudadas para possível formulação ao vivo, durante a entrevista. Além disso, sugestões sobre entrevistados futuros serão bem-vindas.
O nome do programa já diz tudo quanto à sua proposta. Pretende se contrapor aos programas de entrevistas da grande mídia, sobretudo da televisão. O que ela não pergunta, Contraponto perguntará sem melindres, sem censura de qualquer tema.
Então, caro leitor, Contraponto espera você aqui – ou em qualquer outro blog de sua preferência – na próxima segunda-feira, às 19 horas. Se você tem comentário, pergunta ou qualquer outra coisa importante para dizer ao prefeito paulistano, essa é a sua chance.
Até lá.

Siemens diz que governo de São Paulo deu aval a cartel no metrô

Da Folha -  A multinacional alemã Siemens apresentou às autoridades brasileiras documentos nos quais afirma que o governo de São Paulo soube e deu aval à formação de um cartel para licitações de obras do metrô no Estado.

A negociação com representantes do Estado, segundo a Siemens, está registrada em “diários” apresentados pela empresa ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
No mês passado, a gigante da engenharia delatou ao órgão a existência de um cartel –do qual fazia parte– para compra de equipamento ferroviário, além de construção e manutenção de linhas de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal.
Em troca, a empresa assinou um acordo de leniência que pode lhe garantir imunidade caso o cartel seja confirmado e punido.
A formação do cartel para a linha 5 do metrô de São Paulo, de acordo com a Siemens, se deu no ano de 2000, quando o Estado era governado pelo tucano Mário Covas, morto no ano seguinte.
Segundo o Cade, o conluio se estendeu ao governo de seu sucessor, Geraldo Alckmin (2001-2006), e ao primeiro ano de José Serra, em 2007.
Secretário de transportes no governo Covas, entre 1995 e 2001, Cláudio de Senna Frederico afirmou que não teve conhecimento da formação de cartel, mas não o descartou. “Não me lembro de ter acontecido uma licitação, de fato, competitiva”, disse.
Editoria de arte/Folhapress
 Siemens diz que governo de São Paulo deu aval a cartel no metrô
O governo Alckmin diz que, se confirmado o cartel, pedirá a punição dos envolvidos. Serra não foi localizado.
Documento entregue pela Siemens aponta o suposto aval do governo em favor de um acerto entre empresas para a partilha da linha 5, em trecho hoje já em operação.
Chamado de “grande solução”, o acerto era, segundo os papéis, o desfecho preferida pela “secretaria” [de transportes] por oferecer “tranquilidade na concorrência”.
Consistia em formar um consórcio único para ganhar a licitação e depois subcontratar empresas perdedoras, o que, de fato, ocorreu.
No documento, de fevereiro de 2000, os executivos da Siemens descrevem reuniões para a costura do cartel.
Numa delas, é relatado que “o fornecimento dos carros [trens] é organizado em um consórcio ‘político’. Então, o preço foi muito alto”.
“Consórcio combinado, então, é muito bom para todos os participantes”, relata um executivo da Siemens.
A Siemens diz que um acordo permitiu ampliar em 30% o preço pago em outra licitação para manutenção de trens da CPTM.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

CARTEL DE EMPRESÁRIOS DOS TRANSPORTES: O QUE TENHO A VER COM ISSO?

Via Trolebus

A palavra “Cartel” esteve presente nos últimos noticiários ligados a transporte público na cidade de São Paulo. Procurando no dicionario sobre o termo, encontramos: “Acordo comercial entre empresas, que se organizam numa espécie de sindicato para impor preços no mercado, suprimindo ou criando óbices à livre concorrência”. Confesso que este tipo de acordo, ainda que seja errado, não me causa estranheza, já que sou Brasileiro, não desisto nunca, e já estou acostumado a ligar políticas públicas a corrupção. Bem, aí que mora o perigo.
O grande acordo esta presente em todas as esferas políticas, mas você deve se perguntar o que o usuário tem haver com isso, já que seria natural que empresas usassem destas artimanhas pata obter o maior lucro.
O grande problema, é que o esquema entre empresas que operam linhas de ônibus, ou participam da construção de linhas de Metrô/Trem afetam diretamente a vida de milhões de pessoas. Dou exemplo: Em São Paulo, se sabe as viações de ônibus estão na mão de poucos empresários. O problema foi admitido pelo próprio secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto: “Quem conhece o transporte sabe disso. Em São Paulo, por ser o maior sistema, eles acabam sendo mais fortes”. Ele que foi co-responsável por dar continuidade aos mesmos grupos de empresários la na gestão Marta Suplicy, onde foi licitado as empresas que estão operando o sistema de ônibus atualmente, agora se queixa, dizendo que existe uma grande dificuldade em lidar com as empresas de transporte e não há alternativas na prestação deste serviço.
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Casos de cartel não são exclusivos desta ou daquela administração. Recentemente vazou o suposto envolvimento de altos funcionários dos governos Mário Covas, e Geraldo Alckmin. Neste caso, além da CPTM são investigadas as empresas Siemens (Alemanha), Alstom (França) e CAF (Espanha) que ao lado de outras 10 fornecedoras, duas delas brasileiras, foram citadas como integrantes de cartéis que visavam superfaturar em 20% preços de obras e serviços nas áreas de metrô, ferroviária e hidrelétrica em depoimento voluntário de executivos da Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) do Banco Central.
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Se existe ligação entre as empresas e o governo, a investigação deve responder, mas é claro que a verba destinada para ampliação, e modernização da malha metroferroviária não foi bem aplicada.
O interesse privado não pode ser maior que o interesse público, e a mobilidade urbana é um tema que influencia na vida de todos os cidadão, seja quem possui carro, quem anda de ônibus ou de bicicleta.

SERRA PROMETEU ENTREGAR LINHA 6 EM 2012

Via Trolebus

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Como já noticiado aqui, a licitação para a PPP da Linha 6-Laranja não teve interessados(veja aqui). O Governador Geraldo Alckmin afirmou nesta quarta, 31, que sua equipe irá rever o edital e pretende lançá-lo o mais rápido possível porém não deu prazos.
Alckmin crê que a dificuldade das empresas é a contratação do financiamento inicial com o BNDES.
Vasculhando a história dessa linha que nunca sai do papel, achamos uma reportagem interessante. O ex-governador, José Serra, prometeu que sua gestão, que terminou no fim de 2011, iniciaria as obras da linhas e que esta seria entregue em 2012.
Oi?
O Metrô e o Governo Estadual estão sem moral no que diz expansão do Metrô. Das 4 linhas em construção, todas estão com cronograma atrasado do que havia sido prometido. A linha 4 já está em obras há quase 10 anos.
Tanto está sem moral que no discurso de hoje, a presidente Dilma Rousseff (relembre aqui) criticou a falta de metrô na cidade comparando com outras cidades do mundo. Lógico que esta comparação não tem fundamento pois as demais cidades recebem recursos federais. aqui no Brasil, o Governo Federal apenas empresta via BNDES.

MESMO COM FALTA DE ENERGIA, TRÓLEBUS CONTINUA A RODAR NO CENTRO DE SP

Do Viatrolebus

Falta de energia não é mais sinonimo de trólebus parado no meio da rua. Esta afirmação vale para muitas cidades da Europa que possuem sistemas de ônibus elétricos. Em São Paulo, a operação deste modal agora tem uma pequena ideia desta funcionalidade, já que parte da frota possuí banco de baterias.
Até o final do ano serão 51 trólebus com a marcha autônoma, onde o veículo pode se deslocar desconectado da rede elétrica de 5 a 7 km. Como o sistema é dividido por subestações que ficam em média de 3 a 5 km, se uma destas sessões tiver o fornecimento de energia interrompido, o veículo pode se deslocar para o trecho seguinte.
Nesta semana, após um problema desta natureza no centro de São Paulo, e a paralisação das linhas de trolebus por mais de 2 horas, sobressaíram os 6 trólebus com marcha autônoma da linha 4113 (Gentil de Moura – Pça da República). O ideal seria se todos os veículos tivessem esta funcionalidade. As imagens são de Samuel Tuzi
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GOVERNO ADIA ENTREGA DE TREM DE GUARULHOS PARA 2015, DIZ JORNAL

Recentemente divulgamos aqui sobre os sucessivos atrasos na obra do trem de guarulhos, que se arrasta por mais de uma década. A promessa até então era construir a chamada Linha 13-Jade e entregar em 2014, ano do mundial de futebol. Mas o que parece, a linha só deve iniciar a operação mesmo em 2015, pelo menos foi o que divulgou uma reportagem do jornal “Folha de São Paulo“.
A Linha 13-Jade custará R$ 1,2 bilhão, terá em sua primeira fase 11 km de extensão e três estações: Engenheiro Goulart, conectando com resto do sistema metroferroviário através da conexão com a Linha 12-Safira da CPTM, além das paradas Guarulhos-Cecap e Aeroporto. Por dia, circularão pela linha 120 mil passageiros, em média.
Para o passageiro que desejar se dirigir do sistema metroferroviario para o aeroporto, será construído um sistema de transporte interno – monotrilho ou veículo leve sobre trilho (VLT) – no aeroporto, ligando-o à estação terminal da Linha 13, que ficará ao lado do Terminal 4, na Rodovia Hélio Smidt.
Imagem de William Molina
Imagem de William Molina
Recordando
Em meados de 2000 o Governo do Estado anunciou a pretensão da construção do trem de guarulhos.
2002: A Infraero e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) assinaram naquela ano, convênio para iniciar um trabalho conjunto com o objetivo de construir uma linha de trem expressa da região central de São Paulo até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O projeto da CPTM previa 24 quilômetros de trilhos, com utilização de 10 quilômetros da então chamada linha F (12-Safira) da CPTM e a construção de outros 14 quilômetros próximo à Rodovia Ayrton Senna. As obras eram previstas para outubro ou novembro de 2002 e seriam entregues em 24 a 30 meses.
2006: Sem tirar do papel a promessa de 2002, a Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo publica uma Manifestação de Interesse convidando empresas de consultoria a apresentarem propostas com os projetos básicos. Mas o projeto não vai para frente.
2007: Após a análise dos estudos e a definição das regras dessa PPP, a CPTM prepara o edital de concorrência pública e terão início as Audiências Públicas. A assinatura do contrato é prevista para acontecer entre o fim de 2007 e início de 2008 e a conclusão das obras até 2010.
2011: A atual gestão abandona o projeto de construção da Linha 14-Ônix da CPTM, batizada de Expresso Aeroporto, que ligaria a estação da Luz ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. A linha estava prevista no plano Expansão SP e a inauguração também foi prometida para 2014. O ramal também é encurtado e não atendera mais diretamente o centro de São Paulo.
2012: O Governo do Estado mantem a promessa de entregar a Linha 13 em Dezembro de 2014.