segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ford EcoBoost promete “revolução” na redução do consumo de combustível


Modelo composto por motor econômico será uma das novidades do Salão de Los Angeles
Foto: Divulgação
Tornar o subcompacto Fiesta 1.0 EcoBoost o veículo não-híbrido mais econômico do mercado norte-americano. Este é o objetivo da Ford, que vai apresentar o modelo no Salão do Automóvel de Los Angeles, que começa na sexta-feira, 30 de novembro, nos Estados Unidos.
De acordo com a marca, este novo propulsor terá índices de consumo de combustível impressionantes, 17km/l, além de render 125 cavalos de potência e 20,4 kgfm (quilograma força x metro) de torque (impulso) máximo.
 Fonte: Eco Desenvolvimento

Transporte público integrado será legado das Olimpíadas, diz assessor da Casa Civil


Foto: Reprodução
O transporte público integrado será um dos legados dos Jogos Olímpicos de 2016, disse ontem (28), o assessor especial da Casa Civil do Rio de Janeiro, Luiz Otávio de Aguiar. “A ideia é ter um grande anel de alta performance com os transportes integrados. Se houver alguma interrupção de um lado, pode atingir a Vila Olímpica por outro lado”, disse.
O anel de transportes integrados prevê a ligação entre o metrô e o veículo leve sobre pneus (VLP). Segundo Aguiar, essa integração será “um dos legados mais importantes” deixado à cidade-sede dos Jogos Olímpicos, no qual os passageiros poderão trocar de meio de transporte sem sair das estações e sem ter que pagar a passagem novamente.
O assessor disse que as obras serão entregues no prazo. Aguiar disse que as obras do Ginásio Maracanãzinho foram finalizadas e que os trabalhos de reforma do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, ficarão prontas antes da Copa das Confederações, que ocorrem no próximo ano.
As declarações foram feitas durante audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto sobre o planejamento geral dos Jogos de 2016, que ocorre na Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Brasil, Por Luciene Cruz
Edição: Fábio Massalli

Porto de Santos registra recorde histórico nas movimentações


Foto: Sérgio Coelho/Codesp
Pela segunda vez na história, o Porto de Santos alcançou movimentação recorde. Em outubro, foram movimentadas 10,14 milhões de toneladas de cargas. O resultado supera a marca de 10 milhões registrada anteriormente.
No total acumulado também foi registrado novo recorde, com 87,02 milhões de toneladas – número 6,2% maior em relação ao mesmo período do ano anterior.
As exportações, que no mês registraram crescimento de 28,4%, foram as principais responsáveis pela demanda do movimento físico. A alta foi impulsionada, principalmente, pelo incremento de 32% nos embarques de açúcar (2,18 milhões de toneladas) e de 213,7% de milho (1,74 milhões de toneladas).
Fonte: A Tribuna On-line

Dilma confirma anúncio do pacote de portos para a próxima quinta-feira


Foto: Reprodução/Agência Brasil
A presidente da República, Dilma Rousseff, confirmou para a próxima quinta-feira (6) o anúncio das novas regras para investimentos no setor portuário. De acordo com ela, o setor é fundamental para o ganho de competitividade da economia brasileira e precisa expandir sua capacidade, melhor a qualidade dos serviços e reduzir custos.
“Eu já disse a vocês que o Brasil precisa de uma estrutura logística eficiente. Vamos lançar toda uma legislação de portos e conjuntos de investimentos que serão tornados possíveis sempre olhando essa grande parceria entre o governo federal, o estadual e iniciativa privada”, disse a presidente, que inaugurou nesta segunda-feira obras de melhoria e ampliação do Porto do Itaqui, na capital do Maranhão.
“Para isso, para fazer com que o Brasil tenha real dimensão para enfrentar as décadas iniciais do século 21, um dos desafios está em portos eficientes. Com eles, vamos melhorar ganhos do setor de agronegócios, vamos reduzir custos industriais e aumentar competitividade”, complementou Dilma.
Na semana seguinte ao anúncio do modesto PIB do terceiro trimestre, Dilma disse que o desafio da economia brasileira para ganhar competitividade é “imenso”. De acordo com ela, os investimentos públicos e privados são a “chave para o nosso crescimento sustentável”.
A presidente afirmou que as obras fazem parte de um esforço do governo em melhorar a infraestrutura de transportes no país. A União investiu R$ 150 milhões na construção e ampliação de berços de atracação no porto maranhense, cuja administração é bem avaliada pelo Planalto.
Segundo adiantou o Valor na semana passada, o programa deve incluir concessões à iniciativa privada para a construção de portos no Amazonas e na Bahia, bem como liberar a construção de terminais privados fora das áreas de portos organizados.
A versão final do pacote de medidas para o setor portuário, segundo apurou o Valor, contemplará investimentos de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões em novas instalações e ampliação da capacidade existente.
Fonte: Valor, Por Murillo Camarotto

Investimento em infraestrutura crescerá até 10% em 2013, estima Abdib


Foto: Dnit
Apesar de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no trimestre ter ficado abaixo do que era esperado pelo mercado e ter levado a novos cálculos nas estimativas para o ano, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) prevê um crescimento significativo para o setor no período.
A entidade calcula que o investimento em infraestrutura (compreendido pelos setores de petróleo e gás natural, energia elétrica, transportes, telecomunicações e saneamento básico) deve registrar alta real de 6% neste ano em comparação com 2011.
A Abdib também prevê que, no próximo ano, haverá uma recuperação ainda mais acentuada nos investimentos em infraestrutura, com crescimento real de até 10% sobre 2012.
Em oito anos, informou a Abdib em comunicado, o investimento nos setores de infraestrutura passou de R$ 63,2 bilhões em 2003 para R$ 173,2 bilhões, 2011.
Paulo Godoy, presidente da Abdib, cita os pacotes de concessões e parcerias público-privadas nas áreas de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos como fator de crescimento dos investimentos nos próximos anos.
Fonte: Valor, Por Fábo Pupo

Operadora francesa ADP planeja disputar concessão do Galeão (RJ)


Foto: Infraero
Mesmo sem o anúncio oficial de novas concessões de aeroportos no Brasil, a operadora francesa Aéroports de Paris (ADP) já se prepara para entrar na disputa pelo Galeão (RJ), mas faz uma ressalva: não está disposta a entrar em um negócio que tenha a Infraero como sócia majoritária. ”É importante ter autonomia para nomear funcionários e definir investimentos”, afirma o diretor de projetos internacionais da ADP, Emmanuel Coste.
Segundo ele, o grupo francês considera “interessantes” os dois aeroportos que deverão estar na próxima rodada de concessões – Galeão e Confins (MG) -, mas não esconde sua preferência. “O Rio oferece mais possibilidades de turismo, de negócios e de crescimento.”
No fim de agosto, a ADP foi uma das grandes operadoras europeias sondadas pelo governo brasileiro para entrar no Galeão ou em Confins, com participação de 20% a 49%. Diferentemente dos três primeiros aeroportos concedidos à iniciativa privada, a Infraero seria majoritária, conforme a proposta. Os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, foram explicar pessoalmente a proposta.
Na escala em Paris, Gleisi e Bittencourt ouviram que a ADP não tem nenhum interesse em assumir uma posição minoritária no Brasil. “Nós deixamos isso bastante claro”, enfatiza Coste.
A posição majoritária a que se refere o executivo, como pré-requisito para disputar a entrada no Galeão, não é necessariamente em voo solo – ele admite a formação de um consórcio com a Schiphol, administradora do aeroporto de Amsterdã com a qual a ADP tem uma associação estratégica, além de empresas brasileiras. Só recusa um negócio em que a fatia da Infraero seja maior do que 50%.
Em fevereiro, em que foram leiloados três aeroportos, a ADP participou da disputa por Guarulhos. Ela atuou em parceria com a construtora brasileira Carioca Christiani-Nielsen. A Schiphol, que fez uma troca de ações com o grupo francês e hoje detém uma fatia de 8% em sua composição societária, também integrava o consórcio. Da mesma forma, a ADP tem 8% da holandesa. Foi um acordo que se seguiu à fusão das companhias aéreas Air France e KLM, as maiores da França e da Holanda, respectivamente.
A oferta por Guarulhos ficou no patamar de R$ 6 bilhões – muito distante da proposta vitoriosa, do consórcio liderado pela Invepar, que atingiu R$ 16,2 bilhões. Coste explica que o “prazo exíguo” para as obras de ampliação do aeroporto, até a Copa do Mundo de 2014, implicava riscos e diminuiu o apetite da ADP no leilão. “Acreditávamos no aumento de tráfego e na possibilidade de elevar as receitas comerciais de Guarulhos, mas havia riscos para a nossa imagem”, diz o executivo, referindo-se aos eventuais reflexos de não concluir as obras no cronograma exigido.
Coste não quis informar se a Carioca Engenharia continua sendo uma parceria preferencial para o Galeão. Ele citou as descobertas da Petrobras, na área de petróleo e gás, como um dos impulsos que o aeroporto carioca pode ter com voos internacionais. Para a ADP, o potencial de negócios nos terminais de passageiros do Galeão é pouco aproveitado. O executivo ilustra essa subutilização com o Luxor, hotel localizado dentro do aeroporto, que considera “muito ruim”.
A diferença com o aeroporto parisiense Charles de Gaulle, o maior sob administração da ADP, é gritante. Ele tem seis hotéis em suas próprias instalações ou no entorno, com acesso por um moderno monotrilho, incluindo redes do porte de Sheraton, Hilton e Ibis.
Além disso, centros comerciais e edifícios com escritórios se instalaram nas imediações, em área de propriedade da empresa. Como resultado, ela tem receitas anuais de € 241 milhões só com a exploração imobiliária, o que representa 8% do faturamento. Para efeito de comparação, essa cifra se aproxima de todo o lucro que foi verificado pela Infraero no ano passado.
O Charles de Gaulle registrou movimento de 61 milhões de passageiros em 2011, mas sua capacidade é para 75 milhões, com conforto. “A nossa meta é nos tornarmos o primeiro aeroporto da Europa”, afirma Franck Goldnadel, diretor do Charles de Gaulle, buscando tirar o posto ocupado hoje por Heathrow (Londres).
De uma estação do TGV (trem de alta velocidade) dentro do aeroporto, há conexões para cidades de todo o interior da França. Da movimentação total, 42% são de passageiros de voos de ou para a própria Europa, enquanto 38% são de destinos internacionais (extra-europeus). Existem quatro pistas e três terminais.
A última ampliação do terminal 2, inaugurada em junho, tem uma área de 4,8 mil m2 de lojas e 1,2 mil m2 de bares e restaurantes. Grifes como Prada, Gucci, Hermès, Rolex e Ladurée estrearam lojas próprias. O Espaço Museu, que será aberto no dia 13 de dezembro, vai abrigar exposições em parcerias com instituições de Paris. A primeira exposição terá objetos do Museu Rodin.
Cotada na Bolsa de Paris desde 2004, a ADP viu suas ações subirem mais de 30% nos últimos seis anos, enquanto o índice que capta a variação das 40 maiores empresas listadas caiu 22%. O controle ainda é do governo francês, mas a abertura de capital foi o “ponto de inflexão” para modernizar a empresa, segundo seus diretores. A partir daí, houve um impulso ao processo de internacionalização da ADP, que hoje administra 25 aeroportos fora da França. Estão nesse grupo 13 terminais no México – como Monterrey e Acapulco -, o aeroporto de Argel (Argélia), o de Zagreb (Croácia) e o de Amã (Jordânia).
Neste ano, o grupo francês também comprou uma participação de 38,6% da TAV Airports, a operadora de aeroportos da Turquia, dona de 12 terminais, incluindo o de Istambul, o 30º maior do mundo, cuja movimentação alcançou 37,5 milhões de passageiros em 2011 – mais do que Guarulhos, por exemplo.
O repórter viajou a convite da Embaixada da França no Brasil
Fonte: Valor Econômico, Por Daniel Rittner

Incentivos para a aviação regional sairão logo, diz Miriam Belchior


Foto: Reprodução
A ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, reiterou em encontro com empresários espanhóis, organizado pela Cámara Española de Comercio, na sexta-feira em São Paulo, que o edital do trem de alta velocidade será lançado na segunda-feira e que incentivos para a aviação regional serão anunciados em breve pela presidente Dilma Rousseff.
A ministra fez um balanço de várias iniciativas do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, que, segundo ela, tinha como objetivo aumentar o ritmo de economia, que foi atingido, em sua opinião. “Houve aumento de 96% em empregos formais entre 2006 e 2012”, exemplificou. Parte desses empregos foi gerada pelas obras de infraestrutura, disse.
Na área de construção civil Miriam lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida possui 1,96 milhão de casas contratadas e 948 mil entregues. “Fizemos parceria de longo prazo entre governo e investidores privados.”
Já no setor de energia a ministra destacou que o governo deverá leiloar 20 usinas hidrelétricas entre 2013 e 2014, com capacidade de 17,8 mil megawatts e necessidade de R$ 30,6 bilhões em investimentos. “São usinas tão difíceis de realizar quanto Belo Monte e Santo Antônio, mas que são fundamentais para o desenvolvimento do país.” Já na transmissão de energia a previsão é leiloar 19 mil quilômetros de linhas até 2014, com investimentos de R$ 23 bilhões.
Ainda entre os investimentos na área de infraestrutura destacados pela ministra estão R$ 735 bilhões em petróleo e gás, sendo R$ 220 bilhões entre 2011e 2014. Já o investimento em refino, petroquímica e fertilizantes será, segundo ela, de R$ 91 bilhões até 2014.
As rodovias receberão R$ 65 bilhões. O investimento deverá dar conta da expansão de 11 mil quilômetros de estradas; manutenção de 53 mil quilômetros; e projetos para construção de 43,2 mil quilômetros. Já os investimentos nas 12 cidades que vão receber a Copa do Mundo de 2014 chegam a R$ 12 bilhões.
“Círculo virtuoso de desenvolvimento”
No encontro com os empresários espanhóis a ministra destacou ainda que o Brasil tem crescido nos anos 2000 mais do que nas duas décadas anteriores. “Vivemos círculo virtuoso de desenvolvimento. A política econômica passou a focar crescimento em vez de remediar crises. O país reduziu juros, manteve inflação na meta e política fiscal sólida. A estabilidade fiscal e monetária tornou o Brasil um dos principais destinos de investimentos.”
Para o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara, que abriu o encontro, os dois países estão vivendo um “ótimo momento” nas relações econômicas. “As palavras da presidente Dilma Rousseff, em sua visita à Espanha, foram muito bem recebidas e há uma perspectiva de bons negócios entre os países. Todo mundo olha para o Brasil, que tem um futuro espetacular e a Espanha quer estar perto”, disse.
Ele destacou ainda que a ministra de Fomento da Espanha, Ana Pastor, visitará o Brasil na próxima segunda-feira, e se reunirá com o ministro de Transportes, Paulo Passos, para discutir projetos de infraestrutura.
Fonte: Valor, Por Guilherme Soares Dias