quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Estão todos convidados

Clique na imagem para ver o convite em alta resolução

Chongqing China Monorail Line 2 Metro 重庆轨道交通(单轨)2号线

Ban ki-moon apresenta sete ideias para mobilidade no Planeta

ônibus elétricoÔnibus elétrico brasileiro. Se mundo quiser, transporte se torna sustentável, diz ONU

De acordo com o secretário-geral da ONU, transporte público ainda é inacessível a milhões de pessoas. Tecnologias limpas devem receber mais investimentos no setor de transportes
ADAMO BAZANI
O transporte sustentável é um dos principais caminhos para que o mundo alcance as metas de preservação do meio ambiente e melhoria de qualidade de vida da humanidade.
A ideia foi reforçada no último final de semana pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em discurso de abertura da primeira Conferência Global de Transporte Sustentável, realizada no em Ashkhabad, Turcomenistã.
O líder da ONU afirmou que o mundo, se quiser, “tem determinação, compromisso, imaginação e criatividade necessários para transformar os transportes em um sistema sustentável.”
Ban Ki-moon, ainda acrescentou que uma mudança com vistas à sustentabilidade na área de transportes, tanto de cargas como de passageiros, pode levar ao bem-estar e ao progresso social para proteção do planeta e de seus indivíduos.
Mais uma vez o dirigente da ONU exaltou a necessidade de investimentos em transportes coletivos tornando-os mais acessíveis e seguros. As dificuldades encontradas por idosos, pessoas com deficiência e mulheres foram destacadas por Ban.
“Esse setor é responsável por quase um quarto das emissões de gases do efeito estufa, e deve crescer substancialmente no futuro. Se não agirmos, não seremos capazes de limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius nem mantê-lo o mais próximo possível a 1,5 grau Celsius … O transporte sustentável não alcança muitas comunidades rurais. Milhões de pessoas com deficiência não podem usar o transporte público porque ele é inacessível. As pessoas mais velhas lutam para se deslocar de um lugar para o outro. Mesmo onde o transporte é disponível, ele não é seguro, especialmente para as mulheres e meninas que muitas vezes enfrentam o medo de serem atacadas” – disse no discurso, de acordo com transcrição da agência da ONU.
NÃO É SÓ POLUIÇÃO:
Por ano, mais de três milhões de pessoas perdem a vida em todo o mundo diretamente por causa da poluição, mas Ban ki-moon ressaltou também que os investimentos em transportes, incluindo as formas coletivas e deslocamento, não trazem benefícios apenas em relação à redução dos poluentes. O transporte coletivo qualificado e moderno também poupa vidas por causa da diminuição dos acidentes de trânsito que, segundo a ONU, matam 1,5 milhão de pessoas por ano, sendo que nove em cada 10 casos ocorrem em países em desenvolvimento, como o Brasil.
O tráfego intenso nas grandes cidades prejudica a produtividade e as relações de trabalho.
Ban ki-moon também destacou que a tecnologia pode ser uma grande aliada para os transportes cumprirem o papel de preservação ambiental, desenvolvimento econômico e integração social.
“A resposta para esses desafios não é menos transporte, é transporte sustentável. Precisamos de mais transportes que sejam ambientalmente amigáveis, acessíveis e disponíveis. As tecnologias avançadas poderão nos levar para essa realidade”,acrescentou.
SETE INICIATIVAS PARA A MOBILIDADE:
Na abertura da Conferência, secretário-geral da ONU sugeriu sete passos para que o setor de transportes se torne verdadeiramente eficiente e sustentável. Ban destacou a necessidade de investimentos diretos em dinheiro para que haja o resultado esperado e também ressaltou a necessidade de melhorias no transporte público, como nas redes de ônibus, trens e metrô, e a promoção do ciclismo e das caminhadas.
Acompanhe:
Transporte coletivo limpo, segurança para pedestres e mais espaço para o ciclismo são aspectos fundamentais para ONU
Transporte coletivo limpo, segurança para pedestres e mais espaço para o ciclismo são aspectos fundamentais para ONU
  • Criação de políticas de transportes integradas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODSs.
  • Comunidade internacional deve tratar das vulnerabilidades dos países menos desenvolvidos, que precisam, segundo ele, de “cruzamento de fronteiras simplificado e leis regionais harmonizadas”.
  • Promoção de sistemas de transportes eficientes nas cidades. Ban pediu melhoras no transporte público, com mais redes de ônibus e metrô, e promoção do ciclismo e das caminhadas.
  • Maior segurança, acessibilidade e sistemas de transportes sustentáveis para todos. O aspecto envolve também configuração de ônibus e estações, proteção a passageiros e políticas tarifárias.
  • Soluções para os impactos negativos do setor sobre mudança climática e poluição do ar. Neste aspecto, o secretário geral da ONU falou sobre tecnologias. Para ele, seriam necessários que os países “repensem o sistema de transportes, investindo em novos designs, tecnologias e padrões de consumo”
  • Investimentos em dinheiro. Poder público e iniciativa privada devem fazer investimentos acertados, bem elaborados, mas não conterem recursos para promover o ir e vir das pessoas com qualidade. Gerenciamento de operação, frota mais nova, corredores de ônibus e redes de trilhos estão elencados neste ponto.
  • Transporte de pessoas para pessoas: As pessoas devem estar no centro das decisões. Segundo a agência da ONU, Ban acredita que a união de governos, entidades internacionais, empresas e sociedade civil “pode tornar o transporte sustentável uma realidade”.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Estão todos convidados


Elétricos da BYD chegam a Califórnia

ar-161129832

Operadoras devem testar veículos antes de uma eventual compra em larga escala.
RENATO LOBO
Diário do Transporte
Como parte de um projeto de US $ 1,6 milhões para obter veículos limpos, a agencia pública Marin Transit da Califórnia anunciou a aquisição de novos ônibus elétricos da chinesa BYD.
Os veículos devem ser testados antes de uma eventual aquisição em massa. Uma recomendação estadual pretende trocar a tecnologia de todos os ônibus para tração limpa até 2040. As operadoras locais devem ainda acrescentar novos veículos híbridos.
A Chinesa oferece garantias da bateria por 12 anos e os ônibus serão construídos na Califórnia. A aquisição dos dois veículos serão graças a um financiamento da Administração Federal de Trânsito.
Construindo ônibus elétricos na região “geram novos empregos de tecnologia limpa aqui em nosso estado e ajuda a substituir os ônibus sujos – que geram altos níveis de poluição – com ônibus que não têm emissões”, diz Mary Nichols, presidente California Air Resources Board, agencia do estado que analisa poluições atmosféricas.
Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano

Cidade, substantivo feminino




Go to the profile of Ana Carol NunesAna Carol Nunes
https://medium.com/@anaca_nunes/cidade-substantivo-feminino-9db471adbfe7#.5jmxx9s2u
Nós mulheres não pudemos decidir sobre o desenvolvimento das cidades — e deu na m* que deu
As megacidades reúnem hoje tudo o que há de bom e ruim no século XXI. Por um lado, colecionam os grandes símbolos da nossa falência enquanto humanidade: violência, poluição, desigualdades abissais, guerras civis no trânsito, destruição de mananciais. Por outro, são cenário de iniciativas inovadoras que renovam as esperanças de um dia tirar o planeta da crise socioambiental que vivemos: hortas urbanas, coletivos de recuperação e ocupação do espaço público, redes que reúnem desde comunicadores livres até coletivos de trocas.
É no espaço das cidades que se evidencia a crise civilizatória: quando acaba a água, quando casas são destruídas por enchentes, pessoas não podem sair de casa por causa da poluição ou de balas perdidas. Mas para metade da população o ambiente urbano consegue ser ainda mais hostil, porque se combina às opressões de gênero. Quer saber como é a qualidade de vida de uma cidade? Pergunte às mulheres que vivem lá.
Somos maioria andando a pé e andando de transporte público. Somos nós que temos que nos virar para cumprir todas as atribuições que nos são delegadas sem ter infraestrutura para nos locomover com dignidade e conforto. Somos nós que mais sofremos para conseguir moradia digna e acesso a serviços sociais públicos. Somos nós que vestimos armaduras para encarar o espaço público, extremamente violento conosco.

Ora, quem melhor do que nós para promover as mudanças radicais nas cidades?



Historicamente, fomos apartadas das principais decisões sobre a constituição da cidade. Basta olhar os gabinetes de infraestrutura e transportes dos governos para perceber esse desequilíbrio. Mesmo assim, foi sobre a exploração do nosso trabalho — em grande parte não-remunerado — que as cidades foram produzidas.
A visão patriarcal de construção da cidade concentra-se em abrir espaços para facilitar o fluxo de capitais. Todo o resto é adjacente, incluindo as atividades historicamente ligadas ao gênero feminino, como o cuidado e a reprodução. As cidades ocidentais tornaram-se ambientes estéreis, centrados na produção dos bens que o dinheiro pode comprar, e com fronteiras bem definidas entre o que tem e não tem valor. Onde as relações interpessoais perdem significado — para quê desenvolver ligações e se envolver com sua comunidade se isso não vai produzir nada vendável? Às mulheres, mantêm-se reservados os espaços privados, único lugar onde o patriarcado enxerga nosso valor. É nesse contexto que o direito de sair das bolhas privadas e circular com segurança e conforto nos espaços públicos torna-se um luxo para nós.
Obviamente que essa combinação não poderia dar certo. E como é nas cidades que se expressam as relações políticas inevitáveis, pessoas a cada dia mais se rebelam contra esse modelo de cidade que segrega, aprisiona e mata aos poucos (ou bem rápido e fugazmente, que o diga a juventude negra periférica). Acontece que os questionamentos sobre esse modelo de organização em espaços urbanos, mesmo que sem querer, passam necessariamente pela desconstrução da cidade patriarcal.
Pode reparar: muitas das micro-revoluções que acontecem em cidades por todo o mundo contam com a participação ativa de mulheres. (Eu mesma participo de organizações pela mobilidade ativa e elas estão cheias de mulheres no front.) Até porque não dá para chamar de mudança efetiva qualquer iniciativa de tornar as cidades mais agradáveis e justas que repita o erro histórico de nos excluir. Ninguém melhor do que nós para saber de que reviravoltas as cidades precisam para serem ideais, de facto, para todas as pessoas.
Não sei se esse nó que estamos tentando tirar da garganta clamando por mais respeito e segurança no espaço público tem de fato alguma coisa a ver com a percepção de que os espaços urbanos precisam ser feminizados. Mas é óbvio ululante que a revolução socioambiental pela qual o mundo precisa passar, e que pode se iniciar dentro das micro-revoluções urbanas, tem gênero (e cor).
Antes de terminar, vamos desfazer possíveis equívocos: não, a participação de mulheres nos movimentos urbanos não tem NADA de novo. Mesmo que o espaço público sempre nos tenha sido negado, ao longo dos séculos nos organizamos em redes subterrâneas e comemos pelas beiradas para conseguir participar das lutas por cidades mais justas. As associações comunitárias e os movimentos por moradia e saneamento básico que o digam! Mas chegamos ao ponto em que não dá mais para se limitar às margens: estamos e precisamos dominar TODOS os espaços de decisão sobre os rumos das nossas cidades. Ou as cidades são das mulheres ou não serão de ninguém.

Em homenagem a essas e outras parceiras na luta por cidades mais humanas e justas ❤

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Expresso ABC da CPTM inicia operação nesta terça-feira

ANPT

29/11/2016 08:18 - Metro Jornal
O trem expresso da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na linha 10-Turquesa, que irá ligar a estação Prefeito Celso Daniel-Santo André à Tamanduateí, na capital, com parada apenas em São Caetano, começa a funcionar a partir desta terça-feira. A medida prevê diminuição do tempo de viagem para os passageiros da região que utilizam a linha 2-Verde do Metrô.
O novo sistema irá operar de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h. Por dia, estão programadas cerca de 14 viagens diretas entre as três estações, com intervalos médios de 24 minutos entre cada trajeto feito.
No período da manhã, os trens partirão da estação Prefeito Celso Daniel-Santo André e depois de chegar em Tamanduateí retornarão vazios para nova viagem expressa. O inverso é feito no horário da tarde, quando as viagens saem da capital e volta do ABC sem passageiros.
O serviço será realizado por um trem de oito carros, com capacidade para até 2 mil pessoas. As composições circularão em via exclusiva entre as estações sem interferir na circulação da linha 10-Turquesa, que opera entre Brás e Rio Grande da Serra.
A estimativa da CPTM é que a linha expressa faça o trajeto completo em apenas 10 minutos e beneficie aproximadamente 49 mil passageiros por dia.
A companhia diz que está emitindo avisos sonoros nos trens e estações da linha 10-Turquesa e fixou cartazes para divulgar o novo serviço. No entanto, a reportagem esteve na tarde de ontem na estação Prefeito Celso Daniel-Santo André e não viu comunicados sobre a nova linha.
Durante os primeiros dias de operação, a CPTM diz que haverá três agentes em cada estação atendida pelo expresso para orientar os usuários. Segundo a companhia, as plataformas contarão com cartazes indicando o local de partida do trem expresso.