quinta-feira, 11 de agosto de 2016

TCE diz que Metrô “embarcou em uma aventura” sobre Linha 17

AUTOR: RENATO LOBO 

Foto: Sergio Mazzi
O Tribunal de Contas do Estado questiona o Governo Estadual sobre as obras do monotrilho da Linha 17-Ouro [Morumbi-Aeroporto de Congonhas], em cerca de 60 pontos que deverá ser esclarecido pelo Metrô. Assinado pelo Conselheiro Antônio Roque Citadini, o documento questiona a escolha do modal, que deveria ter sido entregue em 2014.
“Os atos praticados na execução dos serviços descaracterizaram o objeto (sistema de transporte por monotrilho), cujas características são a rapidez da instalação, baixa quantidade de desapropriação e menor interferência na rotina urbana”, diz o relator.
Uma das justificativas do Governo do Estado na escolha do modal, quando foi anunciado as obras da Linha 17, era a rapidez nas construções, em comparação com outros sistemas.
Citadini fez duras criticas ao projeto em si, afirmando que o Metrô “embarcou em uma aventura”. “Os elementos existentes no processo demonstram que a Companhia do Metropolitano de São Paulo embarcou em uma aventura, quando decidiu construir a Linha 17 – Ouro“, afirma.
Outro ponto levantado é referente ao custo da obra, que na avaliação do TCE saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações.
A companhia terá o prazo de 30 dias para encaminhar suas respostas ao TCE-SP. Em resposta ao jornal “O Estado de São Paulo“, o Metrô disse que consórcios abandonaram as obras, causando paralisação nas construções, e posteriormente tiveram contratos rescindidos.
A companhia afirma também que as obras que estavam paralisadas em quatro estações foram retomadas, e que em breve os trabalhos que dizem respeito a trens e vias deverão ser retomados em breve. O Metrô diz ainda que deve prestar todos esclarecimentos.

Secretário de Transportes fala sobre encarecimento do monotrilho

AUTOR: RENATO LOBO 

Foto: Sergio Mazzi
Em respostas à reportagens sobre questionamentos do Tribunal de Contas do Estado – TCE, sobre o andamento das obras e custos da Linha 17-Ouro, o Secretário Metropolitano dos Transportes, Clodoaldo Pelissioni concedeu entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira, 11 de Agosto.
Pelissioni diz que o custo das oito estações do monotrilho não constava no contrato principal, e foi licitado posteriormente. Segundo ele, as obras deverão ficar em torno de R$ 300 milhões o quilômetro, o que é um “valor mais do que compatível internacionalmente com os monotrilho no mundo”, nas palavras do titular da pasta.  Na avaliação do TCE, o custo da obra saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações.
A fala do secretário é em resposta a uma frase do Conselheiro Antônio Roque Citadini, que no documento com mais de 60 questionamentos, disse que o Metrô “embarcou em uma aventura”. (relembre aqui).
Prazos
Em relação aos prazos, Pelissioni disse na entrevista que a obra já havia sido retirada da copa do mundo, e que o Metrô teve dificuldades com fornecedores. “Nunca escondemos de ninguém os problemas que tiveram, com o abandono de 3 contratos.”, diz o secretário referente a quebra de contratos das construções que acabaram por atrasar as obras.
O titular da pasta afirma que o novo cronograma é que o monotrilho do Morumbi inicie a operação assistida em 2018, com previsão de operação plena em 2019.
Em um tom mais duro, Pelissioni ainda criticou nas entrelinhas a forma com que a imprensa trata as obras. “Infelizmente as vezes os órgãos das imprensa tratam o metrô como a parte da crise toda”, diz o secretário referente a problemas enfrentados pelas construtoras com a operação Lava-jato, da polícia federal
Ciclovia
A respeito do questionamento da TCE sobre a ciclovia auxiliar na marginal Pinheiros, sobre responsabilidade do Metrô, o secretário disse que a via é a “melhor ciclovia de São Paulo”. O metro construído pela estrutura ao lado do Rio Pinheiros custou R$ 1.258 por metro construído. Já as feitas pela prefeitura, cerca de R$ 200 o metro.
O secretário explica que na via sobre responsabilidade do Estado foram instaladas passarelas metálicas e o pavimento teve que ser reforçado. Diz também que por 100 dias, o Metrô transportou gratuitamente os ciclistas, enquanto a ciclovia auxiliar era implantada.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

中国首条自主产权中低速磁悬浮列车运营

Cobrança em estacionamento poderá financiar transporte público em Goiânia

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Capital de Goiás arrecadou R$ 1.737.986,50 em 2015 com estacionamentos.
RENATO LOBO
blogpontodeonibus
Quem ocupa o espaço urbano para estacionar seu veículo particular, deve financiar o transporte público?  Em Goiânia, uma lei sancionada pelo prefeito Paulo Garcia prevê a medida, com a criação do Fundo Municipal do Transporte Coletivo, onde os recursos arrecadados em estacionamentos em áreas públicas devem financiar o sistema de ônibus na capital.
Segundo o vereador Elias Vaz, que foi o autor da proposta, a medida aprimora a lei que previa a instalação de parquímetros na cidade, aprovada em 2003 na gestão de Pedro Wilson. “Já ficou muito claro para todos que o trânsito só vai melhorar se o transporte público tiver um padrão aceitável. Nada mais justo que o transporte individual financie o coletivo”, afirma o parlamentar.
A Secretaria Municipal de Trânsito de Goiânia (SMT), anunciou que foram arrecadados R$ 1.103.179,50 de janeiro a julho deste ano. No ano passado, o estacionamento rotativo gerou R$ 1.737.986,50.
O vereador diz ainda que o fundo destinado ao transporte deverá ser instituído pelo prefeito e será uma forma de evitar que a arrecadação seja destinada para arcar com outras despesas. “É a garantia de que o dinheiro do cidadão terá destino certo”, diz.
Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano

Mortes de pedestres no estado de SP caem 17% no primeiro semestre


Em 2016, até junho, foram 729 óbitos no trânsito. Dados do sistema Infosiga mostram que 72% das vítimas são homens e 33% têm mais de 60 anos

Faixa de pedestre em São Paulo. Foto: Divulgação/Tumblr/belezanocaos

Segunda maior causa de mortes no trânsito de São Paulo, os óbitos de pedestres por atropelamento caíram 17% no primeiro semestre deste ano, na comparação com mesmo período de 2015. De acordo com dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito de São Paulo (Infosiga), foram 729 mortes no estado até junho, ante 879 nos primeiros seis meses do ano passado. Desse total, 72% são homens e 33% têm mais de 60 anos.

Coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, Silvia Lisboa afirma que, ao lado dos motociclistas, líderes do ranking, os pedestres são o foco das ações para reduzir o número de vítimas no Estado. “Não existe curso de pedestre como existe curso que ensina a dirigir. A questão é mudar o comportamento das pessoas, principalmente por meio de ações educativas”, diz.

Uma delas está focada em campanhas como a feita nesta segunda (8), no Dia Mundial do Pedestre, em lembrança à data em que a imagem dos Beatles atravessando a faixa de pedestres em Abbey Road, em Londres, foi capturada pelo fotógrafo britânico Iain MacMillan. Em outra frente, o grupo mapeia pontos mais críticos atrás de soluções pontuais no trânsito, como a instalação de passarelas e melhorias na iluminação e sinalização.

Um exemplo é na Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba, onde o número de mortes de pedestres caiu de sete para dois após a instalação de seis passarelas ao longo de 10 km. Segundo Silvia, as maiores reduções de morte de pedestres aconteceram em Praia Grande, com a diminuição de 84%, e Itanhaém, com a queda de 89%, ambas no litoral, e em Atibaia, com queda de 71% nas rodovias por meio de melhorias na sinalização e iluminação e implementação de radares de velocidade na Fernão Dias.

"Fiscal de passarela"
Moradores da Vila Romão, na zona leste de Sorocaba, que tentam atravessar a Raposo sem usar a passarela para pedestres, dão de cara com o aposentado Francisco Eugênio Furtado, de 58 anos. Após presenciar atropelamentos e mortes, incluindo a do filho de um amigo, ele se tornou uma espécie de fiscal do trecho, entre o km 88 e o km 89, onde duas pistas expressas e duas marginais da rodovia cortam o bairro. “Eu falo para eles que a pressa encurta a vida. Sempre me ouvem.”

O trecho tem duas passarelas em 300 m e o aposentado é testemunha de que a instalação dos equipamentos reduziu o número de mortes, como mostram os números do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito. “Já faz anos que não tem morte de atropelado aqui.”

Uber começa a fazer entregas com bicicletas

Empresa entra na área de logística e recruta ciclistas em cidades como Washington, São Francisco, Nova York e Toronto


Fonte: Mobilize Brasil / Washingtonian  |  Autor: Marcos de Sousa / Mobilize Brasil  |  Postado em: 09 de agosto de 2016



























Discretamente, sem alarde, o provedor de transporte Uber iniciou um serviço de entrega de refeições porta a porta, usando bicicletas.

A novidade, por enquanto restrita a cidades dos Estados Unidos e Canadá, sugere que o Uber poderá enveredar agora para usar veículos leves, a pedal, como um provedor de logística. Em entrevista ao jornal The Washington Post, o porta-voz do Uber Bill Gibbons disse que há apenas "algumas dezenas de pessoas" que entregam encomendas para o Uber com bicicletas.

Por enquanto, as bicicletas são utilizadas para complementar o serviço "Uber Eats" nas áreas mais congestionadas da capital norte-americana, onde as bicicletas são muito mais eficientes do que os carros. As bikes são chamadas quando um cliente está a menos de três milhas (4,9 km) do restaurante, e se a rota a entre o restaurante e o cliente tem infraestrutura adequada para bicicletas.














Anúncio do UberEats no Facebook: Procuram-se ciclistas

A experiência da empresa inclui também entregas em São Francisco, Chicago e Nova York, e também em Toronto, no Canadá. A novidade já começou a gerar irritação e protestos entre as pequenas empresas e ciclistas autônomos que fazem entregas nessas cidades. Não há nenhuma informação sobre planos para atuação do Uber com bicicletas no Brasil.

Moscou anuncia compra de 300 VLTs

AUTOR: RENATO LOBO 

viatrolebus
Com uma rede de aproximadamente 180 km, sendo a quarta maior do mundo, depois de Melbourne , St. Petersburgo e Berlim, o sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT de Moscou deve receber nada mais nada menos que 300 veículos novos, de 3 carros cada. A fornecedora deverá prestar manutenção por 30 anos.
Os trams serão entregues entre 2017 e 2019, e 70% de seus componentes deverão ser produzidos dentro da região da União Eurasiática, entre a Bielorrússia, o Cazaquistão, a Rússia, o Quirguistão, o Tajiquistão e outros estados pós-soviéticos.
Com a compra, os bondes antigos devem ser realocados para outras cidades, como Orenburg Oblast, Orsk, Novotroitsk, Tula, Saratov e Novosibirsk.
O sistema da capital da Rússia foi inaugurado em 1872, e tem sido operado desde 1958 pela Mosgortrans, uma empresa estatal.