domingo, 5 de janeiro de 2014

Ex-símbolo do desenvolvimento, Mogiana exibe destruição da memória ferroviári

ENVIADO ESPECIAL A CAMPINAS

ISABELA PALHARES
DE RIBEIRÃO PRETO

Outrora símbolo do desenvolvimento econômico do interior do Estado, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro preserva hoje só resquícios de estações, pontos de parada e trilhos.
As antigas estações, surgidas a partir de 1875, praticamente inexistem ou estão, em muitos casos, abandonadas ou servindo de moradia.
A malha ferroviária, se preservada e melhorada, poderia servir para o transporte, mas foi abandonada e praticamente não há passageiros –a não ser alguns trens turísticos, em pequenos trechos.
Das 52 estações que existiram entre Campinas, onde começava a Mogiana, e Ribeirão Preto –então capital do café–, a situação é desoladora, com 17 estações demolidas, nove abandonadas e outras nove servindo de moradia, algumas em estado ruim.

As estações ferroviárias no interior de SP

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Silva Junior/ Folhapress
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Estação Barracão, em Ribeirão Preto, que é tombada por órgãos de preservação e está sem uso
Só 15 são usadas por órgãos públicos –museus, prefeituras, escola ou repartições policiais–, e outras duas abrigam depósito e oficina.
A Folha percorreu as antigas estações da Mogiana entre Campinas e Ribeirão. A maioria não tem trilhos desde a década de 80 e é tomada por mato alto, pichações, vidros quebrados e falta de telhado. É o caso da estação Santos Dumont, em Santa Rosa de Viterbo, por exemplo.
"Com bom uso são poucas estações. Geralmente as reformadas são as estações centrais, mas mesmo algumas delas foram demolidas", afirmou o pesquisador ferroviário Ralph Giesbrecht.
Casa Branca é um exemplo: das oito estações que chegou a ter, cinco foram demolidas ou estão abandonadas. Uma é moradia e outras duas abrigam uma associação e um órgão público.
"Encontramos as estações destruídas, invadidas. A recuperação delas é um trabalho difícil e sabemos que não tem chance de o poder público nos ajudar, porque falta interesse", disse Vanderlei Alves da Silva, gerente da ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária).
A ABPF opera a ferrovia turística de 24 quilômetros entre a estação Anhumas, em Campinas, e Jaguariúna. São das poucas preservadas.
Presidente do Instituto da História do Trem, Denis William Esteves criticou o que considera falta de interesse do poder público e ressaltou o caso de Ribeirão.
"Ribeirão jogou no lixo sua história. O ano de 1883 [chegada da Mogiana] é um marco para a cidade."

PROJETO LEI DETERMINA AR CONDICIONADO EM TODOS OS ÔNIBUS DO PAÍS

por Renato Lobo

Se andar de ônibus lotado pode ser tarefa árdua, neste calorão a missão se torna quase impossível. Mas, um projeto de lei que esta tramitando na Câmara dos Deputados pode acabar com nosso sufoco, e principalmente dos motoristas e cobradores de ônibus que passam o dia a bordo dos veículos quentes.
O projeto de lei 5563, de 2013, determina que todos os ônibus urbanos do Brasil tenham ar condicionado. A ideia bendita foi do deputado federal Rodrigo Maia, e o projeto vai ser analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Viação e Transportes, Comissão de Finanças e Tributação, Comissão de Constituição e Justiça e Comissão de Cidadania.
A afirmação do deputado entre outros pontos, é baseada em estudos de Medicina do Trabalho que constatam que 45% dos motoristas e cobradores sofrem por causa do excesso de calor e que o nível de estresse no trânsito dos profissionais em veículos sem ar refrigerado é maior, sem contar no aumento do conforto do passageiro.
Já os empresários de ônibus contestam a lei e afirmam não ser possível colocar o equipamento em todas as linhas, devido as condições de tráfego, severas em alguns trechos, prejudicam o funcionamento e a manutenção do ar condicionado com problemas como excesso de trepidação. Os empresários alertam que a reivindicação não é unanimidade entre os passageiros.
Caso aprovada a lei, as viações terão três anos para se adequarem. As empresas que não seguirem a medida, terão os veículos recolhimentos e multa de até 50 vezes o salário mínimo e proibição da viação de participar de novas licitações.
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MONOTRILHO DA LINHA 15-PRATA FAZ PRIMEIROS TESTES

por Caio Lobo

Nos últimos dias de 2013 o Metrô fez testes com o primeiro monotrilho entre o pátio Oratório e a estação que leva o mesmo nome. O trem sofreu avaria.
Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, trata-se do primeiro trem do monotrilho. “A composição raspou em um molde de madeira afixado para acabamento das obras civis, causando pequeno dano na primeira saia de proteção do primeiro carro do trem”. A empresa afirmou ainda que trata-se de “avaria mínima” em um módulo substituível, e o problema será “prontamente reparado”
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O teste realizado nesta sexta teve limitação da velocidade em 3 a 4 km/h. Os testes dinâmicos do trem serão constantes a partir do início de janeiro, segundo o Metrô.
Vídeo e imagens feitas por Sergio Mazzitumblr_myhhleAikT1rvzfuxo3_1280:
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CIDADES QUE RETOMARAM O BONDE COMO ALTERNATIVA AO TRANSPORTE

por Renato Lobo

Em meio a notícia em que a EMTU juntamente com a prefeitura de Praia Grande resolveram alterar o projeto de VLT (veículo leve sobre trilhos) para corredor de ônibus, destacamos outras localidades que retomaram os bondes, como alternativa sustentável de transporte.
Em continente europeu, cidades como Bruxelas, Paris e Berlin ressuscitaram os seus “tramways” nos últimos dez anos, alem de outras cidades que manteram e modernizaram seus sistemas, como  Varsóvia, Basileia, Zurique, Lisboa e Porto, ou das Américas, como São Francisco e Toronto.
Bruxelas:
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O sistema de tram (como são chamados os VLT’s na Europa) é um dos dez maiores do mundo, que transportava cerca de 123,5 milhões de passageiros em 2012. Em 2013, o sistema é composto por 19 linhas. A partir de 2011, o comprimento total da rota do sistema de bonde alcançou 138,9 km, tornando-se uma das redes maiores da Europa.
Paris
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A região francesa de Île -de-France , abrangendo a capital de Paris, atualmente possui sete linhas de bondes, e está planejando novos ramais . Das linhas existentes , cinco são operados pelo governo local, a RATP , que também opera o metrô de Paris e a maioria dos serviços de ônibus. Outra, a T4 é ​​mantida pela operadora ferroviária nacional francesa SNCF. Três das linhas servem Paris.
Berlin
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A rede de VLT de Berlin tem cerca de 190 km, é um dos sistemas mais extensos do mundo. O sistema se destaca pela sua rapidez, segurança , pontualidade e confiabilidade. Limpeza e conforto , acessibilidade e preocupação ecológica são a regra . Todos os anos, 1,3 milhões de viagens transportam 157 milhões de passageiros aos seus destinos. A cada 460 metros existe uma estação.
Não apenas nestas regiões, mas em países emergentes também projetam uso de bondes modernos para o sistema de transportes. Na China, existem pelo menos 15 projetos em estudo.
No Brasil
No Brasil, além da linha de VLT de Santos que fazia parte do projeto que ia para a Praia Grande, estão em obras o VLT de Cuiaba desde 2012, com previsão de entrega entre este ano e 2015. Alem destes, o Rio de Janeiro esta construindo uma rede cujo objetivo é integrar o centro da cidade, o Aeroporto Santos Dumont e a Barca Rio-Niterói à região portuária da cidade. A previsão é de que o sistema esteja em funcionamento até 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e deve retirar pelo menos 60% dos ônibus e 15% dos carros que circulam atualmente no centro da cidade.
Já em Brasilia, o VLT começou a ser construído e tem como objetivos desafogar o fluxo de veículos, e incrementar o sistema público de transporte. O sistemas será operado pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). O Projeto completo tem como intuito ligar o Aeroporto de Brasília ao Terminal da Asa Norte, através da via W3, e também ligará todo Eixo Monumental. As obras começaram em 2009, mas a obra foi paralisada pela Justiça em setembro de 2010. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou que o contrato para construção do VLT fosse anulado, por suspeita de irregularidade na concorrência pública. Em 1º de março de 2013 o Governo de Distrito Federal publicou o edital de qualificação das empresas interessadas em assumir a construção do VLT, marcando a retomada do projeto.

EMTU MUDA PROJETO E PRAIA GRANDE PERDE A CHANCE DE TER VLT

por Renato Lobo

A cidade de Praia Grande não terá mais VLT (veículo leve sobre trilhos), conforme havia prometido a EMTU. No lugar será construído um BRT (Bus Rapid Transit) ou corredor exclusivo de ônibus. A mudança foi acertada na última sexta-feira, dia 03 de janeiro, entre o presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Júnior, e o prefeito da cidade, Alberto Mourão.
Agora o projeto será enviado ao Ministério das Cidades, para que os tipo de recurso do financiamento da obra seja alterado. “Nos comprometemos a substituir o projeto funcional existente de modo que essa nova diretriz seja contemplada. Em seguida, o projeto deve ser apresentado ao Ministério das Cidades, em Brasília”, afirmou Joaquim Lopes, segundo o jornal Diário do Litoral.
O projeto do VLT da Praia Grande seria uma continuação do mesmo que esta sendo executado em Santos e São Vicente. O trajeto deve ter algumas modificações. A estimativa é que haja menos desapropriações e interferências em vias.
Veículos poluentes
O município praia-grandense perdeu a oportunidade de ter um transporte limpo. Ainda que o sistema VLT seja mais caro que ônibus comuns, os custo se reverteria facilmente com os ganhos ambientais. Uma alterativa sustentável para o BRT seria a utilização de trólebus. No entanto a alternativa sequer foi levada em conta, o que não causa nenhuma estranheza, uma vez que nem na via exclusiva com infraestrutura de ônibus elétrico, a EMTU cobra do setor privado o uso efetivo desta tecnologia, como no corredor São Mateus-Jabaquara.
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Aviação comercial completa cem anos

Setor aéreo hoje transporta 3,1 bilhões de passageiros por ano e espera adicionar mais 1 bilhão de clientes nos próximos cinco anos

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo
GENEBRA - No dia 1º de janeiro de 1914, um voo de 23 minutos que levava a bordo apenas um passageiro marcaria o início de uma revolução no mundo: a criação da avião comercial. Cem anos depois, o setor se transformou em um dos pilares da globalização, com mais de 8 milhões de passageiros por dia. Para o futuro, as empresas aéreas não escondem sua meta ambiciosa: atrair a nova classe média de mercados emergentes para continuar a expandir o setor.
Tony Jannus, o primeiro piloto comercial do mundo. - Reprodução
Reprodução
Tony Jannus, o primeiro piloto comercial do mundo.
Nos próximos anos, 1 bilhão de novos passageiros devem se somar ao número de viajantes. Quase todos eles virão de países em desenvolvimento, principalmente da China. O primeiro piloto e o primeiro passageiro de um voo comercial dificilmente poderiam imaginar o que eles estariam inaugurando.
Hoje, o setor emprega 57 milhões de pessoas, de forma direta e indireta, e movimenta US$ 2,2 trilhões na economia mundial. As 280 maiores empresas do segmento são responsáveis ainda por US$ 540 bilhões. Se o setor fosse um país, teria o 19º maior PIB do mundo.
Em 1º de janeiro de 2014, o avião que deixou a cidade de St. Petersburg, na Flórida, em direção a Tampa, não sabia ao certo o destino daquela aventura. No comando da aeronave de madeira estava um jovem de 25 anos, Tony Jannus, que poucos anos mais tarde morreria treinando outros pilotos durante a Primeira Guerra Mundial.
Ao seu lado estava o único passageiro - Abram Phell, que até um dia antes era o prefeito de St. Petersburg. Ele pagou US$ 400 pelo voo, o equivalente hoje a quase US$ 10 mil. Isso tudo para ganhar tempo - o mesmo percurso de trem duraria 11 horas. Antes de decolar, o dono da companhia área St. Petersburg-Tampa Airboat Line, Percival Fansler, discursou diante de cerca de 3 mil pessoas. "O que parecia impossível ontem é uma realidade hoje", disse.
A travessia não ocorreu sem sustos. A correia do motor acabou caindo e o avião teve de pousar por alguns instantes na água. O piloto e o passageiro tiveram de arrumar o motor e ambos chegariam ao destino final com as mãos sujas de graxa.
Nos quatro meses seguintes, a empresa aérea levaria 1,2 mil pessoas pelo trajeto proposto. Mas bastou as autoridades retirarem os subsídios da empresa e a aventura entrou em falência.
Apesar disso, a visão de um empresário abriu caminho para outros empreendedores, que investiram em linhas locais. Nos meses seguintes, um serviço entre a ilha de Catalina e Los Angeles foi inaugurado. Em 1919, a primeira rota ligando Nova York a Atlantic City, em New Jersey, seria aberta com aviões da Primeira Guerra Mundial. No mesmo ano, uma nova rota entre a Flórida e o Caribe também foi inaugurada.
Recorde. Dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) revelam a dimensão da primeira aventura. Em 2013, 3,1 bilhões de passageiros foram transportados e, pela primeira vez na história, a marca dos 3 bilhões foi superada.
Nos próximos anos, o crescimento virá de mercados emergentes. "Vamos em busca desses novos passageiros", disse Tony Tyler, CEO da Iata. "Há enorme potencial nessas regiões." Para 2017, a previsão é de que o número global de passageiros suba 31%, superando 3,9 bilhões.
O Brasil será o terceiro maior mercado aéreo do mundo, atrás dos EUA e China, com uma expansão de 35,5% no número de passageiros domésticos. O mercado nacional somará 122,4 milhões de passageiros em 2017, 32 milhões a mais que em 2012. No centro da expansão mundial estará a China, que somará 487 milhões de clientes. Rotas internacionais entre cidades chinesas serão responsáveis por 30% da expansão. A Ásia vai conquistar 300 milhões de novos passageiros até 2017.
Apesar da explosão na China, o mercado americano ainda continuará a ser o maior do mundo em 2017, com 677 milhões de passageiros domésticos. "Não é surpresa que regiões como Ásia ou Oriente Médio estejam gerando as maiores taxas de expansão", disse Tyler.
Entre as empresas, não serão poucas as que passaram a ampliar seus voos e linhas para a Ásia, inclusive com novos centros e hubs, uma realidade que se limitava por décadas apenas a Londres, Frankfurt e Nova York. "Os emergentes se transformarão em mercados consolidados e Abu Dabi será um dos hubs globais", afirmou James Hogan, CEO da Etihad Airways.
Não é apenas o transporte de passageiros que interessa às empresas em sua busca pelos mercados emergentes. A China já se transformou no maior exportador mundial e o mercado de cargas também transfere seu foco do Atlântico para o Pacífico. Por ano, 50 milhões de toneladas de carga é levada em aviões, com um valor de até US$ 6,4 trilhões. Hoje, um a cada três dólares no comércio exterior viaja em aviões, não em barcos.
Tecnologia. Além do interesse pela Ásia, outro foco do setor é a tecnologia. São pelo menos três os objetivos: reduzir o impacto ambiental dos aviões, garantir a segurança e promover viagens mais rápidas.
Por enquanto, o maior avião comercial da era moderna é o Airbus A380, com capacidade para 800 passageiros. Os mais ambiciosos acreditam que, nos próximos 50 anos, a aviação vai mudar de forma radical. "Não tenho dúvida de que, no espaço de uma geração, poderemos voar de Londres para Sydney em duas horas", disse Richard Branson, o polêmico presidente da Virgin Atlantic Airways.
Já Ben Baldanza, CEO da Spirit Airlines, aponta que, em 100 anos, será a própria aviação que será obsoleta. "Tecnologias como uma espécie de ‘Google, me coloque ali’ serão implementadas nos mapas, tornando as viagens aéreas como nós as conhecemos como um produto do passado remoto."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Metrô de Xangai passa a ser primeiro com mais de 500 km

Metrô de Xangai passa a ser primeiro do mundo com mais de 500 km
Metrô de Xangai passa a ser primeiro do mundo com mais de 500 km
Esta semana, a cidade de Xangai estabelece um novo recorde: com a abertura das linhas 12 e 16, a metrópole chinesa passa a ter o primeiro sistema de metrô do mundo com comprimento total superior a 500 quilômetros.

Nos próximos anos, serão adicionados mais 230 km, extensão superior à do metrô de Paris.

Enquanto Xangai atinge esta semana 567 quilômetros de trilhos em operações, Londres tem 400 quilômetros, e Nova York, 337 quilômetros.

Já o metrô de São Paulo, maior rede do Brasil, tem 74 quilômetros.

Comentário Setorial
Os jornalistas da Folha sempre defendendo os tucanos. Realmente São Paulo tem a maior rede metroviária do Brasil, mas também tem a maior megalópole. Que outra cidade brasileira tem 11 milhões de habitantes, dentro de uma região metropolitana de 20 milhões? Se o governador paulista fosse de outro partido com certeza o jornalista faria uma comparação e veria que em 20 anos Xangai implantou 567 quilômetros de Metrô e os tucanos em São Paulo apenas pouco mais de 30 quilômetros. É isso o que importa. O jornalismo brasileiro cada dia mais parcial.