sexta-feira, 7 de setembro de 2012

SP: Obras das linhas de metrô e de trens estão abaixo do ritmo projetado pelo Estado


Foto: Osmar Maeda/Metrô
Com média histórica de construção de dois quilômetros por ano de metrô e de cinco quilômetros de linhas de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o governo paulista precisa atingir um ritmo produtivo de 8 km de metrô e de 10 km de trens anualmente para alcançar a meta prevista para o período 2012- 2015, ou seja, construção de 32 km de metrô e 40 km de linhas de trens.
“Em 2012 não vamos conseguir, se quiser alcançar a meta será necessário correr”, diz o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que preside o Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (PPPs).
Segundo ele, PPPs como as que estão previstas para a Linha 6-Laranja (Pirituba-São Joaquim) devem acelerar esse processo. “As PPPs aumentam a capacidade de investimento e diminuem os obstáculos”, acredita.
Com a entrada de novas empresas na administração do transporte público – hoje somente a Linha 4-Amarela é gerida pelo setor privado –, Afif defende a criação de uma agência reguladora de transportes metropolitanos.
“Há estudos para isso. Com novos ‘players’, seria necessário fiscalizar e ordenar se estão cumprindo seus contratos”, diz, lembrando que quem cumpre esse papel atualmente é a Secretaria de Transportes Metropolitanos.
A entrada da iniciativa privada no setor, segundo o vice-governador, também torna necessária reestruturações na Companhia do Metropolitano e na CPTM. “Ambas precisam de melhor aparelhamento para esse momento”, avalia Afif.
Entre 2012 e 2014, o total a ser investido em São Paulo deve chegar a R$ 60 bilhões. Esse montante, segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), deve ser dividido igualmente entre Orçamento do Estado, linhas de financiamento e Parcerias Público-Privadas (PPPs). “Cada um deve participar com 1/3 desse montante”, disse ontem, depois de participar de seminário que debateu as oportunidades de cooperação entre Brasil e Portugal.
Alckmin ressaltou que o governo acaba de receber aumento no espaço fiscal de R$ 11,4 bilhões no Processo Administrativo Fiscal (PAF), que deve aumentar a possibilidade de desembolsos. Os R$ 60 bilhões, segundo o governador, deve ser investidos em saneamento, aeroportos, rodovias, presídios e hospitais.
Durante o evento, o vice-governador apresentou os projetos de obras previstos para o Estado. Afif lembrou que, há dois meses, houve o mesmo seminário, com a participação de empresários espanhóis, e os primeiros resultados já começam a aparecer.
Fonte: Valor Econômico, Por  Guilherme Soares Dias

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