sexta-feira, 20 de julho de 2012

Deu na mídia: Governo de SP muda projeto da futura rede do Metrô





Do Jornal Estado de SP
Por Caio do Valle – Jornal da Tarde
Menos de um ano após a sua divulgação, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) já alterou o mapa da futura rede de metrô e trens da Grande São Paulo, prevista para sair do papel nas próximas décadas. Algumas linhas sofreram mudanças no traçado. Estações tiveram o nome trocado. Trechos deixaram de existir.
O novo mapa com o qual passou a trabalhar a equipe de planejamento da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos pode ser visto no edital lançado nesta quinta-feira, 19, para a contratação do projeto da Linha 20 (ainda sem cor definida), entre Lapa, zona oeste, e Moema, zona sul, e da extensão oeste da Linha 2-Verde.
A principal mudança diz respeito à Linha 23, também sem cor oficial, mas retratada no documento como sendo rosa choque. Pelos planos, agora o ramal, apelidado de Arco Norte, deverá sair da Lapa, zona oeste, e ir até a região da Rodovia Presidente Dutra, na Vila Maria, zona norte. A linha cruzará avenidas importantes da zona norte, como Edgar Facó, Inajar de Souza, Engenheiro Caetano Álvares, Imirim, Cruzeiro do Sul e Ataliba Leonel. O ramal deverá ser paralelo a boa parte da Marginal do Tietê.
No entanto, há dez meses, essa linha era retratada bem mais para o norte. Ela passaria por avenidas como Raimundo Pereira de Magalhães e Nova Cantareira e faria conexão com a Linha 1-Azul na Estação Tucuruvi, a última daquele ramal. Já no mapa mais recente, a transferência será feita na Estação Santana.
A Linha 23 também será mais curta do que o previsto. Ela irá até a região da Lapa, em vez de seguir até a Vila Leopoldina, na zona oeste, como divulgado originalmente, o que fará sua extensão cair de 22,8 km para 16,6 km. Apesar disso, o número de estações nessa linha aumentou de 19 para 20. Integrado a outras linhas da rede, o ramal formará o chamado “metroanel”, circundando a parte mais central de São Paulo (continua).
Linha 4 no Pari. Outra alteração visível no novo mapa da rede futura se refere à Linha 4-Amarela (atualmente entre Luz e Butantã). De acordo com o projeto do ano passado, ela seria estendida em direção ao Pari, na região central, conforme adiantou o Jornal da Tarde. Porém, o desenho atual excluiu esse trecho, apesar de, no ano passado, o Metrô ter informado que logo iria elaborar o projeto inicial dessa extensão.
No caso da Linha 2-Verde, a extensão para o oeste, também antecipada pelo Jornal da Tarde, será apenas até a Rua Cerro Corá, no Alto da Lapa, zona oeste. Ela terá 2,6 km e duas estações. No mapa da rede futura divulgado pelo governo em 2011, esse prolongamento era maior, terminando na Estação Imperatriz Leopoldina, na Linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Na futura Linha 19-Celeste, entre o Campo Belo, zona sul, e Guarulhos, na Grande São Paulo, uma estação já teve o nome alterado, embora ainda não exista prazo nem para o início das obras do ramal. Inicialmente prevista para se chamar Assembleia Legislativa, a parada deverá ser batizada Parque do Ibirapuera, por ficar bem ao lado do espaço verde (continua).
Da Lapa até Moema. O edital lançado ontem é para o projeto da Linha 20, entre Lapa e Moema. Esse ramal deverá ter 12,3 km de comprimento e 14 estações. A linha passará por pontos importantes das zonas oeste e sul, como a Praça Panamericana e a Avenida Brigadeiro Faria Lima. No futuro, o ramal chegará a São Bernardo do Campo, no ABC.Na justificativa do edital, o Metrô informa que “a escolha do trecho Lapa-Moema como prioritário (…) deu-se em função do grande potencial de expansão do atendimento da rede metroferroviária às áreas que nas últimas décadas tiveram intensa verticalização, potencializada pela Operação Urbana Faria Lima, e que possuem grande concentração de empregos, congestionamentos e carência de transporte de massa”.
No projeto, o Metrô informou ainda que o trecho “terá por funções articular a rede de transporte público das regiões Noroeste e Sudoeste, ligar centralidades regionais, reestruturar o sistema de ônibus de sua área de influência e diminuir a utilização do transporte individual e consequentemente os congestionamentos, acidentes e a poluição ambiental”.
De acordo com o edital, o “traçado, bem como as localizações, quantidades e nomes das estações” estão sujeitos a alterações em decorrência de novos estudos.

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